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Juízo Final

Juízo Final, Julgamento Final, o Dia do Juízo Final, ou Dia do Senhor é um conceito existente no Zoroastrismo e nas religiões abraâmicas. Esta crença inspirou numerosas obras artísticas, como pinturas, esculturas e sermões.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Zoroastrismo

O Zoroastrismo, religião popular persa que influenciou o desenvolvimento do judaísmo e o nascimento do cristianismo, acredita que haverá o Frashokereti, um evento ímpar na história onde todo o universo será renovado após a chegada do salvador, o bem vencerá o mal de forma definitiva e será totalmente destruído, e tudo estará em perfeita unidade com Deus como no tempo da criação.

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Judaísmo

No judaísmo, as crenças variam. O Ano Novo Judaico é chamado de 'Dia do julgamento', pois é quando Deus estabelece seus decretos para o próximo ano, mas não é visto como um dia do julgamento final. Alguns rabinos creem que haverá uma ressurreição dos mortos futura, enquanto outros acreditam que o julgamento final ocorre imediatamente após a morte. Outros creem que apenas os não-judeus serão julgados. O Talmud Babilônico possui longas passagens que descrevem o Juízo Final.

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Interpretações Cristãs

No Cristianismo o Juízo Final será o julgamento por Deus de todos os seres humanos que passaram pela terra e não aceitaram a Jesus Cristo "O Filho de Deus", como o seu Salvador. Esse evento seria precedido pela ressurreição dos mortos e pela segunda vinda de Cristo.

Descrição Bíblica

Segundo a Bíblia, na Carta aos Hebreus, aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o Juízo Final, que confirma a sentença recebida por cada pessoa no seu Juízo particular. "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo," (Hebreus 9:27). Depois que os céus passarem, os elementos se desfizerem, e a Terra e as obras que nela há se queimarem, Deus ressuscitará a humanidade e a reunirá, diante do Seu trono, para julgar os mortos segundo as suas obras no mundo (II Pedro 3:10-13). "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Apocalipse 20:12).

Interpretação Cristã Ortodoxa

A Escola Amilenista sugere que a Bíblia não faz distinção cronológica entre a Se­gunda Vinda de Cristo, o Arrebatamento da Igreja e a participação do crente no Novo Céu e na Nova Terra; que haverá apenas uma ressurreição geral dos crentes e dos in­crédulos, a qual ocorrerá durante a Segun­da Vinda; que o Juízo Final será para todos os povos; que a Tribulação é algo que ex­perimentamos na presente era; que o milê­nio referido em Apocalipse 20 não se trata de um milênio literal, pois o Reino de Deus, inaugurado visivelmente com a Primeira Vinda de Cristo à Terra, continua espiritu­almente presente, embora invisível, e será consumado com a Segunda Vinda visível de Cristo, o Rei da Glória; que entramos neste Reino pela fé, conforme João 3; e que a Bíblia não faz distinção entre a Igreja no Antigo Testamento (Israel) e a Igreja do Novo Testamento ("o novo Israel", consti­tuída de circuncisos e incircuncisos). Compartilham desta visão as Igrejas Católica Romana, Ortodoxas Orientais e Protestantes históricos.

Interpretações Cristãs Heterodoxas

A Escola Pós-Milenista ensina que a Se­gunda Vinda ocorrerá após o Milênio, o qual não será literal, e a era presente se mistura­rá com o Milênio de acordo com o progres­so do Evangelho no mundo. Esta escola acompanha a mesma linha de interpretação da amilenista, no que concerne à Ressur­reição, ao Juízo Final, à Grande Tribulação e à posição sobre Israel e a Igreja. A Escola Pré-Milenista divide-se em dois grupos distintos: os pré-milenistas his­tóricos e os pré-milenistas dispensa­cionalistas. Os históricos creem que a Se­gunda Vinda de Cristo para reinar nesta Terra e o Arrebatamento da Igreja aconte­cerão simultaneamente; que haverá a res­surreição dos salvos no início do Milênio, chamada a Primeira Ressurreição, e a res­surreição dos incrédulos ocorrerá no final do Milênio; que o Milênio é tanto presente como futuro - no presente, Cristo reina nos Céus e, no futuro, reinará na Terra, muito embora não considerem o período da Gran­de Tribulação e façam certa distinção entre Israel e a Igreja, enquanto "Israel espiritual".

Interpretação cristã esotérica

Embora o Juízo Final seja pregado por grande parte das igrejas cristãs, essa ideia do Juízo Final é rejeitada por outras correntes cristãs de pensamento, como o Cristianismo esotérico, que assegura que todos os seres da onda de evolução humana serão "salvos", num futuro distante, até que tenham adquirido um grau superior de consciência e altruísmo por meio dos sucessivos renascimentos.

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Islamismo

A fé no Juízo Final (em árabe: یوم القيامة; romaniz.: Yawm al-qiyāmah) é considerado um dos seis pontos centrais da fé de todos os muçulmanos, podendo ser encontrada no Alcorão, hádice (ditos de Maomé), comentários (tafsịrs), escrituas teológicas, manuais de escatologia, de autores como Algazali, Ibne Catir, Ibne Maja, Albucari, e Ibne Cuzaima. Assim como os cristãos, os muçulmanos creem que haverá terríveis eventos estranhos da natureza, a Segunda Vinda de Cristo, a batalha contra o anticristo (Al-Masīḥ ad-Dajjāl, literalmente "Messias Enganador") e problemas com a batalha de Gogue e Magogue, o desaparecimento de todos os devotos sinceros, ressurreição dos mortos, e por último, o dia do Juízo Final, onde todos os seres humanos serão julgados. Dependendo do veredito deste julgamento, alguns ganharão o paraíso (Jannah) ou a punição do inferno (Jahannam). Neste processo, as almas vão passar pelo fogo do inferno através da ponte de sirat. Para os pecadores, essa ponte será fina e afiada como espada mais afiada até que caiam no lago de fogo, enquanto os justos passarão pela ponte até o paraíso (Jannah). Os muçulmanos que não passaram pelo juízo ficará no inferno até que seus pecados tenham sido expiados e depois irão ao paraíso, já os que rejeitaram a Deus ficarão lá pela eternidade.

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Espiritismo

Para o Espiritismo, o "Juízo Final" é uma alegoria das religiões tradicionais que é equiparado ao que se chama, em Espiritismo, de Processo de Regeneração da Humanidade. Ou seja, a rigor, não há nenhum juízo final (derradeiro e definitivo). Há, outrossim, períodos de turbações necessárias no mundo que visam o aperfeiçoamento das condições naturais do próprio mundo e, por outro lado, ao aprimoramento intelectual e moral das pessoas que nele habitam. Todas estas turbações, segundo o Espiritismo, não são acontecimentos que poderiam derrogar, em nenhum momento, as leis naturais que emanam de Deus: pelo contrário, viriam exatamente lhes dar cumprimento. As comoções periódicas, nos dizeres de Allan Kardec, estão presentes em quase todas as épocas da humanidade e podem ser relatadas pela história. Mas, para o Espiritismo, os últimos séculos trazem consigo mudanças rápidas e de grande dimensão, como podemos facilmente notar no atual mundo à nossa volta, comparado historicamente a outras épocas. Dessa forma, as comoções e acontecimentos que afligem a humanidade nos tempos atuais tendem a ser de grande dimensão e intensidade, especialmente por conta do egoísmo e materialismo que os indivíduos fazem imperar no mundo, e que, estes mesmos egoísmo e materialismo, fazem os próprios meios de autodestruição (que também é constante renovação) da humanidade presente.

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Fontes consultadas

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