John Bunyan
John Bunyan foi um escritor e pregador cristão batista inglês. Foi o autor de The Pilgrim's Progress, uma alegoria cristã bem popular entre países de língua inglesa.
Bunyan teve pouca educação escolar. Ele seguiu o seu pai no comércio de Tarish Tinker, e serviu no exército parlamentário de Newport Pagnell (1644–1647). Em 1649 ele casou-se com uma jovem mulher. Viveu em Elstow até 1655 (quando sua esposa morreu) e então se mudou para Bedford. Ele se casou de novo em 1659. Em sua autobiografia, Grace Abounding ("Graça Abundante"), Bunyan descreve a si mesmo como um desregrado em sua juventude; mas não existe nenhuma evidência que ele era pior que seus vizinhos: o único defeito que ele especifica é falar muito palavrão, dançar muito e ser muito namorador. O surpreendente poder de sua imaginação o levou a contemplar atos de impiedade e profanação, muitas situações, experiências as quais ele transferiu para os seus livros. Em particular ele era atormentado por uma curiosidade concernindo o "pecado imperdoável," e uma preposição que ele já o havia cometido. Ele continuamente ouvia vozes alertando-o a "vender a Cristo," e era torturado por temerosas visões. Depois de severos conflitos espirituais ele escapou desta condição e se tornou um entusiástico propagador do Evangelho e um cristão fervoroso. Ele foi batizado na igreja Batista em Bedford por imersão no River Great (Rio Grande) em 1653. Em 1655 ele se tornou um diácono e começou a pregar, com marcante sucesso desde o início.
Bunyan escreveu O Peregrino em duas partes, a primeira foi publicada em Londres em 1678 e a segunda em 1684. Ele havia iniciado a obra durante seu primeiro período de aprisionamento, e provavelmente terminou-a durante o segundo período do mesmo. A edição mais recente em que as duas partes foram combinadas em um único volume foi publicada em 1728. Seu nome completo é The Pilgrim’s Progress from This World to That Which Is To Come ("O Progresso do Peregrino deste Mundo Àquele que está por Vir"). Uma terceira parte falsamente atribuída a Bunyan apareceu em 1693, e foi reimpressa em 1852. O encanto da obra é atribuída ao interesse de uma história onde a intensa imaginação do escritor cria personagens, incidentes, e cenas vivas na mente de seus leitores como coisas conhecidas e relembradas por eles mesmos, em seus toques de ternura, humor e eloquência. Macaulay afirmou, "Todo leitor conhece o estreito e apertado caminho tão bem quanto ele conhece uma rodovia em que ele tem andado pra frente e pra trás cem vezes" e ele adiciona: "Na Inglaterra, durante a última metade do século dezessete havia somente duas mentes capazes da faculdade imaginária em um grau tão elevado. Uma dessas mentes produziu o Paradise Lost ("Paraíso Perdido"), John Milton, e a outra produziu The Pilgrim's Progress ("O Peregrino"), Jonh Bunyan.


