João Simões Lopes Neto
João Simões Lopes Neto, foi um escritor e empresário sul-rio-grandense e brasileiro. Segundo estudiosos e críticos de literatura, foi o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul, pois procurou em sua produção literária valorizar a história do gaúcho e suas tradições.
Filho dos pelotenses Capitão Catão Bonifácio Simões Lopes e Teresa de Freitas Ramos, ele era neto paterno do visconde da Graça, João Simões Lopes, e de sua primeira esposa, Eufrásia Gonçalves Vitorino, e neto materno de Manuel José de Freitas Ramos e de Silvana Claudina da Silva. Nasceu em Pelotas, na estância da Graça, propriedade de seu avô paterno, o visconde da Graça. Era membro duma tradicional família pelotense, e possuía ancestrais portugueses, de origem tanto açoriana como continental, tendo ambos os seus antepassados emigrado para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Com treze anos de idade, Simões Lopes Neto foi ao Rio de Janeiro para estudar no famoso Colégio Abílio. Retornando ao Rio Grande do Sul em 1886, fixou-se em sua terra natal, Pelotas, uma cidade então rica e próspera pelas mais de cinquenta charqueadas que formavam a base de sua economia. Apesar de gostar da vida campeira, foi o prazer das palavras que mais atraiu Simões Lopes Neto. Começa a escrever a partir de 1888. Primeiro, no jornal “A Pátria”, atuando depois no “Diário Popular” (no qual escreveu Balas de Estalo, comentários satíricos sobre a sociedade pelotense em forma de versos) e, posteriormente, no Correio Mercantil.
Imagem: Eugenio Hansen, OFS · BY-SA · Openverse
Considera-se que Simões Lopes Neto publicou apenas quatro livros em vida:
Edições póstumas
Ao lançar a primeira edição de Lendas do Sul, seu autor anunciara que estavam "por sair" Casos do Romualdo (que viria a ser lançado em 1914), Terra Gaúcha, Peona e Dona, Jango Jorge, Prata do Taió e Palavras Viajantes. No entanto, dessas obras citadas, Dona Velha (como era conhecida a viúva do escritor) só encontrou o que seria o segundo volume de Terra Gaúcha. Dos demais, nada ela encontrou, levando a crer que, ao se referir a inéditos, Simões Lopes Neto tinha em mente obras que ainda planejava escrever. Assim, em 1955, a Editora Sulina de Porto Alegre publica, mesmo incompleto, um dos volumes da obra Terra Gaúcha, que levou o subtítulo de "História Elementar do Rio Grande do Sul".
Imagem: Fotografia Paula Mascarenhas · PDM · Openverse
É patrono da cadeira número 20 da Academia Rio-Grandense de Letras. Em 2016, quando do centenário da morte de Simões Lopes Neto, foi inaugurada uma estátua sua em tamanho real, sentado em um banco da Praça Coronel Pedro Osório, em Pelotas, obra do artista Leo Santana.


