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Marquês de Abrantes

Marquês de Abrantes é um título nobiliárquico criado por D. João V por Decreto de 24 de Junho de 1718 a favor de D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses, 3.° Marquês de Fontes e 7.° Conde de Penaguião, embaixador extraordinário junto do Papa Clemente XI entre 1712 e 1718. Três dos magníficos coches da embaixada a Roma de 1716 que chefiou encontram-se hoje no Museu dos Coches em Lisboa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Condes de Penaguião (1583)

O título de Conde de Penaguião foi atribuído a 10 de Fevereiro de 1583, durante a União Ibérica, por Filipe I a D. João Rodrigues de Sá, quarto avô do primeiro Marquês de Abrantes. Este casou com D. Isabel de Mendonça, descendente de D. Lopo de Almeida, 3.° Conde de Abrantes. Com a morte de D. Miguel de Almeida, 4.° Conde de Abrantes, em 1650, essa Casa extinguiu-se na linha varonil. A representação dos condes de Abrantes, descendentes maternos de D. Pedro I, recaiu então graças ao referido casamento na Casa de Penaguião. Por essa mesma razão receberiam os futuros Marqueses de Abrantes o privilégio de honras de parente.

Armas

As armas dos Sá e Meneses condes de Penaguião, mais tarde marqueses de Fontes, eram: xadrezado de prata e azul, de cinco peças em faixa e seis em pala. Timbre: Búfalo nascente de negro, com uma argola de oiro nas ventas. Estas armas encontram-se no Livro do Armeiro-Mor (fl 65r) e no Thesouro de Nobreza (fl 23r). No Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas estavam no fólio 13v, um dos cinco fólios que infelizmente foram cortados em data anterior a 1909. Encontram-se também na Sala de Sintra. Note-se que na Sala de Sintra, como refere Braamcamp Freire, o escudo exibe seis peças em faixa e oito em pala.

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Marqueses de Fontes (1659)

João Rodrigues de Sá e Meneses, o 3.º conde de Penaguião, morreu em 1658, em plena Guerra da Restauração (1640-1668), em Elvas, a principal praça-forte da fronteira. Pouco depois, a 2 de Janeiro de 1659, duas semanas antes da decisiva Batalha das Linhas de Elvas, o rei D. Afonso VI atribuiu ao seu filho o título de Marquês de Fontes. À época este era, se exceptuarmos os marquesados subsidiários ao ducado de Bragança, o apenas sétimo marquesado existente em Portugal, precedido somente pelos marqueses de Torres Novas (1520), Gouveia (1625), Aguiar e Cascais (1643), e Nisa (1646).

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Marqueses de Abrantes (1718)

Note-se que a 3.ª Marquesa de Abrantes, assim como mais tarde a 4.ª marquesa sua filha, foi feita Duquesa de Abrantes ao ser nomeada camareira-mor da rainha, o mais alto cargo palatino ocupado por uma mulher no reino. Com esta quebra de varonia, a Casa de Abrantes foi herdada pelo 7.ºConde de Vila Nova de Portimão, já da varonia Távora dos Condes de Alvor, que no entanto usava armas de Lancastre.

Armas

As armas do primeiro marquês de Abrantes são referidas por Anselmo Braamcamp Freire na sua obra Brasões da Sala de Sintra: Esquartelado: o I de prata, cinco escudetes de azul em cruz, carregados cada um de cinco besantes do campo, bordadura de vermelho carregada de sete castelos de oiro (Lancastre); o II enxaquetado de prata e azul de seis peças em faxa e sete em pala (Sá); o III de vermelho, seis besantes de oiro, entre uma dobre cruz e bordadura do mesmo (Almeida); o IV cortado de um traço e partido de dois, o que faz seis quartéis, o 1.º, 3.º e 5.º de oiro, dois lobos passantes de púrpura, o 2.º, 4.º e 6.º de oiro, quatro palas de vermelho, e sôbre o todo dêste quartel, de ouro liso (Meneses).

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Palácio dos Marqueses de Abrantes

Com a quebra de varonia em meados do século XVIII, a Casa de Abrantes foi herdada em 1780 pelo 6.º Conde de Vila Nova de Portimão. Este era proprietário do que veio a ser então conhecido como Palácio do Marquês de Abrantes: o velho convento de Santos-o-Velho, em Lisboa, de origem medieval, e então reservado às viúvas e às filhas dos cavaleiros da Ordem de Santiago; uma delas fora Filipa Moniz, esposa de Cristóvão Colombo. Este convento, depois das Donas se terem transferido para o convento de Santos-o-Novo, passou a ser usado como paço real por D. Manuel I, que aqui celebrou o casamento com a filha dos Reis Católicos em 1497, e novamente por D. Sebastião, que aqui celebrou missa na véspera de partir para Alcácer-Quibir em 1578. Passou depois a ser usado, e finalmente adquirido em 1629, pelos Lencastres do ramo de Vila Nova, mais tarde de Abrantes. O palácio, que deu o nome à Calçada Marquês de Abrantes onde se encontra, manteve-se na posse da família até ao inicio do século XX; tendo sido desde 1870 parcialmente alugado ao embaixador francês, o Conde Armand, que aqui instalou a embaixada. Finalmente, em 1909, um ano antes da queda da Monarquia em Portugal, foi vendido por João Maria da Piedade de Lancastre e Távora ao Estado francês.

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