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Casa de Abrantes

A Casa de Abrantes era uma casa aristocrática portuguesa com origem na família Almeida, Alcaides-Môr de Abrantes, e cujas honras e patrimónios foram sendo sucessivamente herdados pela família Sá, Condes de Penaguião e, finalmente, pela família Lancastre e Castel-Branco, Condes de Vila Nova de Portimão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Os Conde de Abrantes

Em 1476, D. Afonso V de Portugal outorgou a D. Lopo de Almeida (descendente por via ilegítima de D. Pedro I de Portugal) o título de Conde de Abrantes, título que se extinguiu com a morte, sem descendência, do 4º Conde de Abrantes, D. Miguel de Almeida, um herói da Restauração. Contudo era em 1585 titular do título de Marquesa de Abrantes D. Marta Francisca madrinha de D. Maria Roíz. Pelo casamento da herdeira dos Condes de Abrantes, D. Isabel de Mendonça, com João Rodrigues de Sá (feito 1º Conde de Penaguião em 1583 por Filipe I de Portugal) a representação do título de Conde de Abrantes, passou para a família Sá.

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Os Marqueses de Abrantes

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

Francisco de Sá e Menezes (1640-1677), 4º Conde de Penaguião, foi feito 1º Marquês de Fontes em 1659 por D. Afonso VI de Portugal, título que acabou por ser trocado, já em 1718, pelo de Marquês de Abrantes – por vontade expressa de D. João V de Portugal, a prestigiada designação de Abrantes foi assim restabelecida nesta nobilíssima Casa, desta feita com o título de Marquês.

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As Duquesas de Abrantes

Imagem: HereIsTom · BY-NC-ND · Openverse

Por duas vezes, e a título excepcional, duas marquesas de Abrantes foram agraciadas com o título de Duquesa de Abrantes (em vida) por serem Camareiras-Môr da rainha de Portugal, o mais alto cargo palatino exercido por uma mulher:

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Os Lancastre e o ramo 'Lancastre e Távora'

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

Com a morte, sem descendência, da 2.ª Duquesa e 4ª. Marquesa de Abrantes, a representação da Casa de Abrantes veio a cair na família Lencastre, Condes de Vila Nova de Portimão (descendentes do infante D. Jorge de Lencastre, 2.º Duque de Coimbra). O casamento da herdeira dos Lencastre, Isabel de Lencastre e Menezes, com Manuel Rafael de Távora, deu origem ao ramo dos Lencastre e Távora (ou Lancastre e Távora) que actualmente representam esta nobilíssima Casa: José Maria da Piedade de Lencastre e Távora (nascido em 1960) reclama, entre outros títulos, o de 11.º Marquês de Abrantes.

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O Palácio de Santos

O Palácio de Santos, ou Palácio dos Marqueses de Abrantes, onde actualmente se localiza a Embaixada de França em Lisboa, é o resultado de uma longa evolução histórica e arquitectónica. O nome 'Santos' evoca os três mártires cristãos supliciados no cimo de uma colina e, em 589, quando o rei visigodo Recaredo se converteu ao cristianismo, foi ali edificado um templo em memória dos três santos, que acabou por ser destruído. Após a conquista de Lisboa, D. Afonso Henriques reconstruiu a igreja, entregando-a aos monges da Ordem de Santiago, que construíram um edifício contíguo para se alojarem. Com a partida dos monges para a reconquista, a sul, o local foi transformado num convento para senhoras da nobreza (as Comendadeiras) que, em 1490, o abandonam para um novo convento, tomando, então, este edifício o nome de Santos-o-Velho. Em 1497, já no reinado de D. Manuel I, o edifício é transformado numa residência real, aproveitando a sua excelente localização entre o centro de Lisboa e a nova zona de Belém, sendo amplamente utilizado por D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião. Aí, em 1510, Gil Vicente apresentou alguns dos seus autos e dele saiu D. Sebastião para a funesta expedição a Alcácer Quibir.

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