Itálico
Os tipos itálicos são fontes tipográficas com um design cursivo, especialmente nas letras minúsculas, inspirado na caligrafia. Essa influência pode resultar em uma leve inclinação para a direita. Diferentemente das letras romanas, as minúsculas itálicas possuem formas distintas. É importante não confundir itálicos verdadeiros com tipos oblíquos, que são simplesmente fontes romanas inclinadas. As letras maiúsculas em fontes itálicas, em geral, mantêm o desenho das maiúsculas romanas, mas com inclinação.
Pontos-chave
- Itálicos verdadeiros possuem design cursivo distinto das letras romanas.
- A inclinação para a direita é uma característica comum, mas não a principal diferença.
- Francesco Griffo criou o "itálico tipográfico" em 1501, inspirado na escrita cursiva italiana.
- Originalmente, o itálico foi concebido para ser fonte de texto principal, não auxiliar.
- O uso de itálico não tem regra gramatical fixa, mas é recomendado para destacar estrangeirismos.
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Em 1501, Francesco Griffo (1450/1518) desenvolveu o "itálico tipográfico", um conjunto de tipos metálicos baseados nas letras cursivas das chancelarias italianas. Criado para a imprensa veneziana de Aldo Manúcio, o design de Griffo permitia economizar espaço em comparação com os tipos romanos. Essa inovação foi aplicada pela primeira vez na composição de uma obra de Virgílio em 1501, na oficina de Manúcio. A intenção original de Aldo Manúcio era utilizar os tipos itálicos como fonte de texto principal, visando reduzir o consumo de papel e, consequentemente, os custos de produção. Em Portugal, é comum referir-se ao tipo itálico como "grifo", em homenagem a seu criador. O tipo itálico foi utilizado pela primeira vez por Aldo Manúcio na Imprensa Aldina em 1501 na edição de Virgílio. Baseado na escrita cursiva humanista originalmente desenvolvida nos anos 1420 por Niccolò Niccoli, ela serviu como um tipo condensado para volumes simples e compactos. As punções para esses tipos foram cortadas por Francesco Griffo, também conhecido por Francesco da Bologna. Em 1501, Aldo Manúcio escreveu a seu amigo Scipio:
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A diferença mais óbvia entre fontes romanas e itálicas é que as romanas são verticais (90°), enquanto as itálicas apresentam uma leve inclinação para a direita. Contudo, a distinção fundamental reside no fluxo e na estrutura: as fontes itálicas possuem um traçado cursivo e contínuo, ao contrário das romanas. As serifas nas fontes itálicas frequentemente exibem um caráter transitivo, com traços de entrada e saída que acompanham o ângulo natural da escrita. Embora algumas fontes itálicas possam ser mais cursivas que outras, e algumas romanas possam incorporar elementos caligráficos, as itálicas, em geral, são significativamente mais cursivas. As primeiras versões de itálico eram pouco inclinadas e projetadas para serem usadas com maiúsculas romanas verticais. Existem exemplos de itálicos manuscritas do século XV sem inclinação, e versões tipográficas (antigas e modernas) com inclinações que variam de apenas 2° a 3°, podendo chegar até 25° em alguns casos.
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Não existe uma regra gramatical universalmente definida para o uso do estilo itálico. No Brasil, as normas da ABNT sugerem seu uso para destacar palavras ou frases em língua estrangeira. Em Portugal, as diretrizes de legislação do governo indicam a utilização do itálico sempre que for necessário incorporar um termo em idioma estrangeiro no texto, prática que se reflete no Diário da República. O Jornal Oficial da União Europeia também adota o itálico para vocábulos, frases ou períodos em língua estrangeira que são inseridos em textos em português.
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Não há uma regra gramatical quanto ao uso do estilo de fonte itálico. Contudo, no Brasil, as normas ABNT recomendam o emprego do itálico para destacar palavras ou frases em língua estrangeira. Em Portugal, as regras de legística do governo apontam para a utilização de itálico sempre que for necessário escrever uma palavra em idioma estrangeiro, prática refletida no Diário da República. No Jornal Oficial da União Europeia, o itálico é utilizado em vocábulos, frases ou períodos em língua estrangeira intercalados no texto português.


