Centro Internacional para Jornalistas
O Centro Internacional para Jornalistas é uma organização profissional sem fins lucrativos sediada em Washington, D.C., nos Estados Unidos, dedicada à promoção do jornalismo de qualidade em escala global. Fundado em 1984, oferece treinamentos, oficinas, seminários, bolsas e intercâmbios internacionais a repórteres, editores e gestores de mídia, com atenção especial a profissionais que atuam em países com sistemas de imprensa livre frágeis ou inexistentes.
O ICFJ foi criado em 1984 por três jornalistas norte-americanos: Tom Winship, então editor do jornal The Boston Globe; Jim Ewing, publisher do Keene Sentinel, em Nova Hampshire; e George Krimsky, correspondente e editor da agência Associated Press. O objetivo inicial era apoiar colegas no exterior, sobretudo em nações onde a imprensa independente enfrentava restrições ou simplesmente não existia. Nas décadas seguintes, a organização ampliou seu alcance e passou a acompanhar a cobertura de grandes acontecimentos internacionais, como a transição sul-africana após o apartheid, os atentados de 11 de setembro de 2001, a pandemia de COVID-19, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e o conflito entre Israel e o Hamas. Em 2024, o centro celebrou seu 40º aniversário. Em 2025, o ICFJ foi classificado como "organização indesejável" pela Rússia, medida que, na prática, restringe suas atividades no país e o contato de cidadãos russos com a instituição.
Imagem: PERSPECTIVA2010 · BY · Openverse
A missão declarada do ICFJ é capacitar jornalistas a produzir informação confiável, considerada essencial para sociedades livres e democráticas. A organização defende que o jornalismo é um pilar da democracia, que a independência editorial é inegociável e que a imprensa deve fiscalizar os poderosos e prestar contas de sua própria atuação. Suas atividades concentram-se em três frentes principais: apoiar repórteres e editores na cobertura de temas complexos; estimular a inovação e o uso de tecnologias digitais para aproximar veículos de suas audiências; e ajudar organizações jornalísticas a construir modelos de negócio sustentáveis. Entre os assuntos frequentemente abordados estão jornalismo investigativo, jornalismo de dados, jornalismo de saúde, combate à desinformação, segurança de jornalistas — em especial a violência on-line contra mulheres jornalistas — e liberdade de imprensa.


