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Instrumento de cordas

Instrumentos de cordas são instrumentos musicais cuja fonte primária de som é a vibração de uma corda tensionada quando beliscada, percutida ou friccionada. Na classificação Hornbostel-Sachs, bastante utilizada atualmente, estes instrumentos representam a classe dos cordofones identificada pelos códigos iniciados pelo número 3.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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História

O primeiro instrumento de corda do qual se tem conhecimento é o Arco musical cuja origem é situada entre 35 e 15 mil anos a.C. Os instrumentos de corda tensionada mais antigos registados são nove liras e três harpas encontradas numa tumba em Ur na Mesopotâmia datando de 2 600 a.C. Pinturas em paredes e efígies em cerâmica, madeira ou metal indicam a presença de tais instrumentos em época próxima no Egipto Antigo e em ilhas do Mar Egeu. As representações dão a entender que as liras tinham funções musicais de caráter religioso ou poético, enquanto as harpas visavam o entretenimento e o erotismo. Os instrumentos que deram origem aos modernos violino, violão, guitarra, violoncelo se originam do alaúde, utilizado inicialmente por pastores, que surgiu em época posterior. Os instrumentos da família do violino foram desenvolvidos na Itália durante os séculos 16 e 17 e alcançaram seu pico nas mãos de mestres como Antonio Stradivari e Giuseppe Guarneri “Del Gesù” de Cremona.

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Princípio de funcionamento

O estudo dos instrumentos de corda está baseado na teoria das ondas estacionárias, ou seja, na frequência das ondas sonoras que as cordas emitem. Essas frequências naturais dependem de três fatores: a densidade linear das cordas (a massa da corda dividida pelo seu comprimento), o módulo da tração a que elas estão submetidas (se a corda está mais apertada ou frouxa no braço do instrumento) e o comprimento linear da corda. Isso significa que podemos alterar a altura das notas e sua afinação ao variar qualquer uma dessas características: se duas cordas possuem a mesma densidade e comprimento, a que sofrer maior tensão produzirá notas mais agudas. Cordas mais longas produzem notas mais graves que as mais curtas. Cordas mais grossas (com maior densidade linear) produzem notas mais graves que as mais finas. Os instrumentos utilizam variações dessas características para definir a frequência fundamental de cada corda. Há instrumentos em que todas as cordas têm o mesmo comprimento, mas a tensão e espessura variam, como a guitarra. Em outros todas as cordas têm a mesma espessura e somente o comprimento e a tensão variam, como em algumas liras e cítaras. Há ainda aqueles em que as três características variam de corda a corda para obter toda a extensão do instrumento, como o piano.

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Execução

Assim como há uma variedade de formas construtivas, também a execução dos instrumentos de cordas é bastante diversificada.

Controle das alturas

Muitos deles possuem cordas presas a um braço e os comprimentos relativos das cordas são variados pelos dedos de uma das mãos [em geral a mão esquerda (direita para os canhotos)]. Obtêm-se os diferentes tons variando tal comprimento. São assim a guitarra, o violão, a viola caipira, o violino, a viola, o violoncelo, os baixos e contrabaixos, o cavaquinho, o alaúde, o banjo, o bandolim e muitos outros. Alguns instrumentos têm cordas de tamanhos variados como no caso do banjo de cinco cordas. Alguns destes instrumentos possuem trastes que dividem o braço em partes de tamanho fixo, permitindo apenas a variação em intervalos de semitom (ou de quarto de tom em alguns instrumentos orientais). Nos instrumentos que não possuem trastes, cabe ao executante fazer o ajuste fino da afinação. Isso permite a execução de escalas microtonais e também a realização de correções de afinação em tempo real durante a execução.

Produção do som

Para fazer a corda vibrar, três métodos principais são usados: as cordas podem ser beliscadas, friccionadas com um arco ou percutidas. Qualquer instrumento de cordas pode ser executado pelas três formas, mas alguns são mais frequentemente usados de uma forma que das outras. Um violino, por exemplo é executado principalmente com a fricção do arco, mas suas cordas também podem ser beliscadas (pizzicato) ou percutidas com a parte posterior do arco (col legno). De forma semelhante, poderíamos tocar um violão com arco ou dedilhar as cordas de um piano, embora estas formas de execução sejam raras. Nestes instrumentos, a corda é colocada em vibração ao ser beliscada ou tangida com os dedos, unhas, plectros ou palhetas. Em outras palavras, a corda é levemente deslocada de sua posição de repouso e depois solta para que vibre livremente. Esta forma de execução faz com que o som se inicie bruscamente (ataque de curta duração). A corda mantém a vibração por um tempo longo e decai lentamente até o silêncio. Timbres ligeiramente diferentes podem ser obtidos caso as cordas sejam acionadas com a ponta dos dedos, com as unhas ou com o uso de palhetas, sendo que a última forma é preferida quando as cordas são de metal ou muito tensas.

Outras técnicas

Várias outras técnicas são específicas dos instrumentos de cordas. Além disso, há uma enorme variedade de efeitos adicionados eletronicamente ao som das guitarras e baixos. Os músicos destes instrumentos, principalmente no rock, possuem módulos de efeitos que possibilitam alterar a altura, a duração, a sustentação e o timbre do instrumento, bem como produzir repetições, ecos e distorções. Entre os mais comuns estão, o phaser, o flanger, o superagudo, o sustain e o delay.

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Classificação

Imagem: anonymous · CC0 · Openverse

Geralmente, os instrumentos de cordas são divididos de acordo com dois critérios. O mais comum é a própria forma de produção sonora e neste caso são divididos em "cordas beliscadas", "cordas friccionadas" e "cordas percutidas". Na classificação Hornbostel-Sachs, estes não são os critérios principais porque nem sempre a forma principal é a única e há vários instrumentos que utilizam as três formas indiscriminadamente. Nesta classificação, o critério principal é construtivo e a primeira divisão indica apenas a existência ou não de caixa de ressonância: Nos níveis mais baixos dessa classificação, são critérios de diferenciação: a forma de execução, a possibilidade de variar o comprimento ou tensão das cordas, existência de trastes, teclados e mecanismos de abafamento das cordas.

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Lista de instrumentos de corda

Imagem: Alberto Malta · BY · Openverse

Abaixo segue uma lista com os instrumentos de corda mais populares, utilizados no mundo todo, além de outros com valor histórico ou utilizados em músicas típicas de determinado região ou país:

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Fontes consultadas

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