Pesquisa · Mapa mental

Antonio Stradivari

Antonio Giacomo Stradivari foi um artesão e luthier italiano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Biografia

Stradivari nasceu em Cremona, no Ducado de Milão entre 1644 e 1649. Há cerca confusão com as datas devido à perda de estatísticas entre 1647 e 1649 devido aos conflitos entre França e Espanha. Dados dos censos de 1668 e 1678 mostram um jovem Stradivari vivendo na cidade. Entre seus ancestrais estão cidadãos nobres de Cremona, datando de pelo menos o século XII ou XIII. A mais antiga menção de sua família, ou uma variação do nome, é um documento de concessão de terras de 1188. A origem do nome em si tem várias possíveis explicações. Pode ser o plural de stradivare, algo como "estrada com pedágio" ou "estrada particular" na Lombardia. Uma segunda origem diz que vem de de Strataverta, uma corruptela de strada averta, que no dialeto cremonês quer dizer "estrada aberta". Era filho de Alessandro Stradivari e de Anna Moroni. Eles se casaram em 30 de agosto de 1622 e tiveram pelo menos três filhos entre 1623 e 1628: Giuseppe Giulia Cesare, Carlo Felice e Giovanni Battista. Os registros de batismo da paróquia de S. Prospero param aí e não se sabe se eles tiveram mais filhos entre 1628 e 1644. Essa lacuna nos registros pode ser devido à família deixando Cremona em resposta à guerra, fome e peste na cidade de 1628 a 1630 ou os registros podem ter sido perdidos devido a reformas clericais impostas por José II da Áustria em 1788.

Primeiro casamento

Stradivari se casou com sua primeira esposa, Francesca Ferraboschi, em 4 de julho de 1667. Francesca era a jovem viúva do burguês Giacomo Capra, com quem teve dois filhos. O irmão de Francesca havia atirado em Giacomo com uma besta na Piazza Garibaldi (antiga Piazza Santa Agata) em 1664. Mais tarde, ele foi exilado, embora autorizado a retornar a Cremona muitos anos depois. Após o casamento, Stradivari mudou-se para uma casa conhecida como Casa del Pescatore, ou Casa Nuziale, na paróquia de sua esposa. Uma pista de como eles teriam se conhecido está no censo de Páscoa de 1659, que lista a família Ferraboschi a quatro casas de distância da residência Amati. O casal teve uma filha, Giulia Maria, três a quatro meses depois. Eles permaneceram na casa até 1680, período em que tiveram mais quatro filhos: Catterina, Francesco, Alessandro e Omobono, além de um filho pequeno que viveu apenas uma semana.

Segundo casamento

Stradivari casou-se com sua segunda esposa, Antonia Maria Zambelli, em 24 de agosto de 1699. A única informação conhecida sobre ela é que ela tinha 35 anos na época do casamento. Eles tiveram cinco filhos de 1700 a 1708 — Francesca Maria, Giovanni Battista Giuseppe, Giovanni Battista Martino, Giuseppe Antonio e Paolo.

Morte

Stradivari morreu em 18 de dezembro de 1737, em Cremona, aos 93 anos, tendo dedicado 75 anos de vida na fabricação de instrumentos de corda. Ele foi sepultado na Igreja de San Domenico. O túmulo foi adquirido oito anos antes de sua morte, tendo sido comprada de uma família cremonesa, substituindo o nome deles na lápide.

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Carreira

Imagem: Alessia Cross · BY-NC · Openverse

O período áureo de sua carreira foi entre 1700 e 1722, quando retomou o uso da Forma G (que significa grande) e assumiu ideias e estilo próprios, abandonando o "amatizzato" (período em que fazia seus violinos parecidos com os da família Amati). Foi quando atingiu o auge da sonoridade e construiu seus violinos mais famosos, como o "Bets", em 1705, o "Cremonese", em 1715, o "Messiah" e o "Medici", ambos em 1716. Muitas das técnicas utilizadas por ele ainda não foram completamente desvendadas. Sabe-se que as madeiras usadas eram o Acero (Maple ou Bordo) para o fundo, ilhargas e braço e o abeto (Spruce ou Fichte) para o tampo harmônico, na estrutura interna, como os troppos ou blocos por exemplo, eram feitos em carvalho. Já as contrafaixas eram de abeto ou salgueiro. O bioquímico Joseph Nagyvary, concluiu que Stradivari usava no tratamento da madeira diversos tipos de minerais, que foram encontrados principalmente no tampo, mais de 30 tipos ao todo, sendo o bórax, ou tetraborato de sódio, o responsável por criar uma ponte entre as moléculas, que segundo ele, melhoraria a propagação do som, além de aumentar a rigidez da madeira conferindo ao timbre qualidades especiais.

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Teorias

Há diversas teorias sobre a sonoridade de seus violinos.

Verniz

Uma delas diz que o segredo da sonoridade de seus instrumentos estava no verniz utilizado por ele, que acreditavam conter cinzas vulcânicas, o que tornava o instrumento mais duro e assim melhorando a sonoridade. Essa teoria ainda não foi comprovada por pesquisas. Uma pesquisa publicada em 2022 na Angewandte Chemie International Edition, de Joseph Nagyvary, investigador da Texas A&M University indica que o som deve-se a vários químicos utilizados no tratamento das madeiras. As substâncias utilizadas eram borax, zinco, cobre, alumínio e Água de cal.

Madeiras de navios naufragados

Outra lenda para o fato de seus violinos terem uma sonoridade superior, era porque ele selecionava madeiras de navios naufragados há anos. Com isso, a madeira ficava muitos anos em água salgada, o que fazia com que fosse mais dura. Também não há nenhuma prova científica sobre esse fato.

Madeiras

Um outro fato (talvez o mais aceitável entre os cientistas), é que durante o período em que viveu o luthier, a Terra, e especialmente a Europa, estava passando por um período quando foram registradas temperaturas muito baixas. Por isso, as madeiras das árvores ficaram mais duras durante esse período.

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Fontes consultadas

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