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Instituto Moreira Salles

O Instituto Moreira Salles é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo diplomata e banqueiro Walther Moreira Salles em 1992, com a criação de seu primeiro centro cultural na cidade de Poços de Caldas (MG). Posteriormente, o instituto passou a funcionar também em São Paulo (1996), num casarão localizado no bairro Higienópolis, e no Rio de Janeiro (1999), numa antiga residência da família Moreira Salles, construída em 1951 com projeto arquitetônico de Olavo Redig de Campos e projeto paisagístico de Burle Marx.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Unidades

A cidade mineira de Poços de Caldas recebeu no ano de 1992 o primeiro Centro Cultural do Instituto Moreira Salles graças à escolha do próprio embaixador Walther Moreira Salles, como forma de homenagear a região onde sua família se estabeleceu em 1918. Inaugurado em outubro de 1999, no bairro da Gávea, o IMS Rio está sediada na casa onde viveram, desde o final da década de 40, Walther Moreira Salles e sua família. Apresenta exposições, filmes e shows, além de abrigar ricos acervos de Fotografia, Música, Literatura e Iconografia. A própria casa, projeto de Olavo Redig de Campos, é um marco da arquitetura moderna dos anos 50, com jardins de Burle Marx. Definida por Guilherme Wisnik como "uma casa de chácara", a antiga residência de Walther Moreira Salles é, segundo o arquiteto, "uma construção monumental, elegante e austera, projetada para abrigar tanto uma família numerosa quanto uma intensa vida social, marcada por frequentes recepções para convidados ilustres".

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Acervo fotográfico

Imagem: acmoraes · BY · Openverse

O Instituto Moreira Salles possui atuação destacada na área da fotografia, com ênfase na formação de acervos e preservação de conjuntos raros que abordam questões referentes à memória e à história do país, às comunicações e às artes visuais. Seu acervo fotográfico começou a ser constituído em 1995, por meio de coleções de imagens do século XIX. Na sequência, o instituto adquiriu a coleção do antropólogo Claude Lévi-Strauss, da década de 1930. Atualmente, o acervo é formado por cerca de 2 milhões de imagens, de autoria dos seguintes fotógrafos: Augusto Malta, Alberto Henschel, Albert Frisch, Alécio de Andrade, Alice Brill, Augusto Stahl, Carlos Moskovics, Chico Albuquerque, Claude Lévi-Strauss, David Drew Zingg, Domingos de Miranda Ribeiro, Dulce Soares, Francisco du Bocage, Georg Leuzinger, Guilherme Gaensly, Guilherme Santos, Hans Gunter Flieg, Haruo Ohara, Henri Ballot, Hércules Florence, Hildegard Rosenthal, Horacio Coppola, José Medeiros, Juca Martins, Lily Sverner, Luciano Carneiro, Madalena Schwartz, Marc Ferrez, Marcel Gautherot, Martín Chambi, Maureen Bisilliat, Militão Augusto de Azevedo, Otto Stupakoff, Peter Scheier, Revert Henrique Klumb, Rossini Perez, Stefania Bril, Thomaz Farkas e Vincenzo Pastore.

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Acervo Musical

Imagem: rtietz · BY-NC · Openverse

O IMS entende a música como patrimônio a ser preservado, pesquisado e disponibilizado: sua Coordenadoria/Reserva Técnica Musical organiza, conserva e promove acervos de compositores, instrumentistas, pesquisadores e colecionadores, articulando ações de catalogação, higienização, digitalização e acesso público para permitir pesquisas musicológicas e culturais.

História e formação do acervo musical

A Reserva Técnica Musical do IMS foi criada no início dos anos 2000 e hoje guarda dezenas de acervos (o site oficial registra “vinte acervos” de compositores, instrumentistas, pesquisadores e colecionadores). Esses conjuntos reúnem suportes variados , desde partituras, livros, fotografias, programas de rádio, entrevistas e principalmente fonogramas em formatos históricos (78 rpm, LPs etc.), que exigem tratamentos específicos de preservação.

Projetos de digitalização e acesso público

Um projeto estruturante é o site Discografia Brasileira, apoiado pelo IMS, que mapeia fonogramas registrados no Brasil (século XX) e disponibiliza milhares de gravações em domínio público para download, uma iniciativa que transforma acervo físico em fonte auditiva consultável para musicólogos, historiadores e docentes. Em 2025 (e nas comunicações recentes) o IMS anunciou a disponibilização de cerca de 5.900–6.000 gravações digitalizadas como parte dessa ação.

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Fontes consultadas

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