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Indonésia

Indonésia, oficialmente República da Indonésia, é um país localizado entre o Sudeste Asiático e a Austrália, sendo o maior arquipélago do mundo, composto pelas Ilhas de Sonda, a metade ocidental da Nova Guiné e compreendendo no total 17 508 ilhas. Por ser um arquipélago, tem fronteiras terrestres com a parte oriental da Malásia, Timor-Leste e Papua-Nova Guiné ; e marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com o território indiano de Andamão e Nicobar. A localização entre dois continentes — Ásia e Oceania — faz da Indonésia uma nação transcontinental. O país é uma república, com poder legislativo e presidente eleitos por sufrágio universal, sendo sua capital a cidade de Jacarta, com uma população de cerca de 10 milhões de pessoas. É um dos membros fundadores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e membro do G20. A economia indonésia é a décima sexta maior economia do mundo e a sétima maior em paridade do poder de compra.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Etimologia

O nome Indonésia deriva do grego indós e nesus, que significa "ilha índica". O nome data do século XVIII, precedendo a formação de uma Indonésia independente. Em 1850, George Earl, etnólogo inglês, propôs os termos "Indunesians", ou também "Malayunesians", para se referir aos habitantes do "arquipélago indiano" ou "arquipélago malaio". Na mesma publicação, um dos estudantes de Earl, James Richardson Logan, utiliza a palavra "Indonésia" como sinônimo de "arquipélago indiano". Entretanto, os acadêmicos neerlandeses que escreviam publicações nas Índias Orientais negavam-se a usar o vocábulo Indonésia, utilizando em seu lugar termos como Arquipélago Malaio (em neerlandês: Maleische Archipel; lit. "Arquipélago Malaio"); Índias Orientais Neerlandesas (em neerlandês: Nederlandsch Oost Indië; lit. "Índias Orientais Neerlandesas") o leste (em neerlandês: de Oost; lit. "o leste") e também Insulinde (em neerlandês: Insulinde; do latim "insula" (lit. "ilha") e "Índia", significando "ilhas indianas" ou "ilha da Índia").[a]

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História

Restos fossilizados de Homo erectus, popularmente conhecido como Homem de Java, sugerem que a Indonésia tenha sido populada de 2 000 000 a 500 000 anos atrás. O Homo-sapiens chegou à região, provavelmente, há 45 000 anos. Os austronésios, que constituem a maioria da população moderna do país, emigraram ao sudeste asiático a partir da ilha de Formosa. Por volta do ano 2 000 a.C., chegaram à Indonésia e expandiram seus territórios para as ilhas melanésias do oriente. Nos princípios do século VIII a.C., as condições agrícolas ideais e o aperfeiçoamento das técnicas do cultivo do arroz permitiram o surgimento de pequenas aldeias e reinos. A posição estratégica da Indonésia estimulou o comércio entre as ilhas e o continente. As relações com os reinos da China e da Índia se estabeleceram muitos séculos antes de Cristo, demonstrando a importância do comércio na história do país. Entre os séculos VII e XIV, vários reinos hindus e budistas formaram-se nas ilhas de Sumatra e Java. Dois grandes reinos que surgiram nessa época foram Serivijaia e Majapait. Do século VII até o século XIV, o reino budista de Serivijaia, em Sumatra, cresceu rapidamente. Em seu auge, Serivijaia controlava desde o oeste de Java até a península malaia. No século XIV, surge também Majapait, reino hindu de Java Oriental, que conseguiu obter poder sobre um território que compreende a maior parte da Indonésia atual, ocupando quase toda a Península Malaia.

Colonização europeia

Os europeus chegaram à área no começo do século XVI. Em 1511, os navegadores portugueses Francisco Serrão e António de Abreu aportaram às ilhas Molucas e tentaram dominar os reinos que ali existiam na intenção de monopolizar o comércio das especiarias. A história da colonização neerlandesa da Indonésia começou com a expedição de Cornelis de Houtman. No século XVII, os neerlandeses, através da Companhia Holandesa das Índias Orientais, estabeleceram-se na região formando a colónia das "Índias Orientais Neerlandesas" (sem conseguir, no entanto, ocupar a colónia portuguesa de Timor). Durante a maior parte do período colonial, o controle neerlandês sobre o arquipélago ficou restrito às zonas costeiras, em uma ocupação que durou até o século XX. As tropas neerlandesas constantemente estavam envolvidas em sufocar rebeliões. A influência de líderes locais, tais como a do príncipe Diponegoro no centro de Java, Bonjol Imam em Sumatra central e Pattimura nas Molucas debilitaram e reduziram as forças militares neerlandesas em uma sangrenta guerra em Achém, que durou trinta anos.

Independência

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Países Baixos, que haviam sido ocupados pela Alemanha Nazista, perderam sua colônia para os japoneses. Com o fim da guerra, Sukarno, que tinha cooperado com os japoneses, declarou a independência da Indonésia, mas os países Aliados apoiaram o exército neerlandês que tentava recuperar a sua colônia. A guerra pela independência, denominada Revolução Nacional da Indonésia, durou mais de quatro anos e envolveu um conflito armado interno esporádico, mas violento, com levantes políticos e duas grandes intervenções diplomáticas internacionais. As forças neerlandesas não conseguiram prevalecer aos indonésios, sendo expulsos após muita resistência. Embora as forças neerlandesas controlassem as vilas e cidades em redutos republicanos em Java e Sumatra, elas não conseguiam controlar as aldeias e zonas rurais. Assim, a república da Indonésia acabou prevalecendo, tanto através da diplomacia internacional, quanto através da determinação da Indonésia em conflitos em Java e em outras ilhas. A revolução terminou em dezembro de 1949, quando, após pressões internacionais, os Países Baixos reconheceram formalmente sua independência do país.

Pós-independência

Entre os anos de 1963 e 1965, o Partido Comunista da Indonésia, que mantinha relações secretas com a China comunista de Mao Tsé Tung, elaborou um plano para fortalecer o governo pró-Pequim de Sukarno. A ideia era decapitar o alto comando anticomunista do exército para manter alinhados mais da metade do Exército, dois terços da Aeronáutica e um terço da Marinha ao partido. Em 30 de setembro de 1965, o plano foi colocado em prática e o chefe do Exército e outros cinco generais foram presos e executados. No entanto, o plano fracassou pois Suharto, um general até então de pouca expressão foi informado, e a partir disso esperou a prisão e execução dos generais para tomar o poder rapidamente.

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Geografia

A Indonésia possui 17 508 ilhas das quais cerca de 6 000 são habitadas. As principais são Java, Samatra, Bornéu (compartilhada com a Malásia e Brunei), Nova Guiné (compartilhada com a Papua-Nova Guiné) e as Celebes. A Indonésia tem fronteiras terrestres apenas com a Malásia (na ilha de Bornéu), Papua-Nova Guiné (na Nova Guiné) e Timor-Leste, na ilha de Timor. Além disso, apenas alguns estreitos separam a Indonésia de Singapura, Filipinas e Austrália. A capital, Jacarta, está localizada na ilha de Java e é a maior cidade do país, seguida de Bandungue, Surabaia, Medã e Samarão. Com 1 904 569 km², a Indonésia é o décimo sexto país mais extenso do mundo, em termos de superfície. Sua densidade populacional é de 134 hab./km², a 88.ª mais alta do mundo, enquanto Java, a ilha mais povoada do mundo tem uma densidade populacional de 940 hab./km². Com 4 884 m de altitude, a Pirâmide Carstensz, em Papua, é o ponto mais elevado da Indonésia, enquanto o lago Toba em Samatra é o lago mais extenso do país, com uma área de 1 145 km². Os maiores rios do país estão em Calimantã, dos quais se utilizam como via de comunicação e transporte entre os habitantes da ilha.

Biodiversidade

O tamanho, o clima tropical e a geografia do arquipélago da Indonésia são a base para o segundo maior nível de biodiversidade do mundo (depois do Brasil) e sua fauna e flora são uma mistura de espécies provenientes da Ásia e da Australásia. As ilhas da Plataforma Sunda (Sumatra, Java, Bornéu e Bali) foram uma vez ligadas ao continente asiático e têm parte da riqueza da fauna asiática. Grandes espécies de tigres, rinocerontes, orangotangos, elefantes e leopardos eram abundantes no país, mas a população e a distribuição desses animais diminuíram drasticamente. As florestas cobrem cerca de 60% do território do país. Em Sumatra e Calimantã, estas florestas são predominantemente de espécies asiáticas. No entanto, as florestas da ilha de Java, que é menor e mais densamente povoada, foram em sua maioria removidas para a habitação humana e agricultura. As ilhas das Celebes, Sonda e Molucas, por serem separadas de massas continentais, desenvolveram suas próprias flora e fauna. A Papua fazia parte do continente australiano e é o lar de uma fauna e flora únicas estreitamente relacionadas com a Austrália, incluindo mais de 600 espécies de aves.

Meio ambiente

A grande população da Indonésia e seu nível de industrialização apresentam sérios problemas ambientais imediatos, mas que são muitas vezes negligenciados pelos altos níveis de pobreza do país, com poucos recursos de governança. Entre os principais problemas estão o desmatamento em grande escala (muitos deles ilegais) e incêndios que levam fumaça pesada sobre partes do oeste da Indonésia, Malásia e Singapura, além da exploração excessiva dos recursos marinhos; entre os problemas ambientais associados com a rápida urbanização e o desenvolvimento econômico, estão a poluição do ar, congestionamentos de trânsito, gestão dos resíduos sólidos e de recursos de água potável. O desmatamento e a destruição de turfeiras fazem da Indonésia o terceiro maior emissor mundial de gases do efeito estufa.

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Demografia

De acordo com o censo nacional de 2010, a população da Indonésia é de 237,6 milhões de habitantes, com um crescimento demográfico de 1,9% ao ano. Aproximadamente 60% da população vive em Java, a ilha mais populosa do mundo. Em 1961, o primeiro censo pós-colonial registrou uma população total de 97 milhões de pessoas. Apesar de um programa de planejamento familiar bastante eficaz, que está em vigor desde os anos 1960, a população indonésia deverá crescer para cerca de 265 milhões em 2020 e 306 milhões em 2050. A língua oficial nacional é o indonésio, uma variante da língua malaia. Ela é baseada em um dialeto de prestígio do malaio falado no Sultanato de Johore e que durante séculos foi a língua franca do arquipélago indonésio, um padrão de normas que definiu as línguas oficiais de Singapura, Malásia e Brunei. O indonésio é universalmente ensinado nas escolas, consequentemente, é falado por quase todos os habitantes. É o idioma dos negócios, da política, da mídia nacional, da educação e da academia. Ele foi promovido pelos nacionalistas indonésios em 1920 e declarado como a língua oficial sob o nome de indonésio na proclamação da independência em 1945. A maioria dos indonésios falam pelo menos uma das várias centenas de línguas e dialetos locais, muitas vezes como sua primeira língua. Destes, o javanês é a mais falada, já que é o idioma do maior grupo étnico do país. Por outro lado, Papua tem mais de 270 línguas austronésias e nativas, em uma região de cerca de 2,7 milhões de pessoas.

Composição étnica

Há cerca de 300 diferentes grupos étnicos nativos e 742 línguas e dialetos diferentes no país. A maioria dos indonésios são descendentes de povos de língua austronésia, cuja origem pode ser atribuída ao antigo idioma proto-austronésio, que possivelmente se originou na ilha de Taiwan. Outro grande grupo são os melanésios, que habitam leste da Indonésia.) O maior grupo étnico são javaneses, que compreendem 42% da população e são politicamente e culturalmente dominantes. Os sundaneses, malaios e madureses são os maiores grupos não javaneses. Um sentimento de nacionalidade indonésia coexiste com fortes identidades regionais. A sociedade é, em grande parte harmoniosa, embora existam tensões sociais, religiosas e étnicas que têm provocado uma violência horrível. Os indonésios de origem chinesa são uma minoria étnica influente que compõe entre 3% e 4% da população. Grande parte do comércio e da riqueza indonésia de propriedade privada está nas mãos dos indonésios chineses. Empresas chinesas presentes na Indonésia são parte da chamada "rede de bambu", uma rede de empresas chinesas no exterior que operam nos mercados do Sudeste Asiático e que compartilham uma família e laços culturais comuns. Isto tem contribuído com um considerável ressentimento na população em geral e até mesmo alguns casos de violência antichineses.

Religião

Embora a liberdade religiosa seja garantida pela constituição indonésia, o governo reconhece oficialmente apenas seis religiões: islamismo, protestantismo, catolicismo, hinduísmo, budismo e confucionismo. A Indonésia é o mais populoso país de maioria muçulmana do mundo (87,2% da população em 2010), sendo a maioria de muçulmanos sem denominação. Em 21 de maio de 2011, o Conselho de Sunitas e Xiitas da Indonésia (muhsin) foi estabelecido. O conselho pretende realizar reuniões, diálogos e atividades sociais. Era uma resposta para atos de violência cometidos em nome da religião. Cerca de 9% da população é cristã, 3% hindus e 2% budista ou outro. A maioria dos hindus indonésios estão em Bali e a maioria dos budistas do país são de etnia chinesa.

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Governo e política

A Indonésia é uma república presidencialista. Como se trata de um estado unitário, o poder se concentra no governo central. O Presidente, que é chefe de estado e do governo, é eleito diretamente para mandatos de 5 anos, junto com o vice-presidente. Após a renúncia de Suharto em 1998, as estruturas políticas e governamentais sofreram importantes reformas. Realizaram-se quatro emendas à constituição de 1945,[b] que renovaram os poderes executivo, legislativo e judiciário. O presidente é o Chefe de Estado e o comandante das forças armadas e o diretor da administração interna, da criação de políticas e das relações exteriores. Além disso, é o presidente que nomeia o conselho de ministros, que não são obrigados a ser membros eleitos do poder legislativo. As eleições presidenciais de 2004 foram as primeiras em que o povo elegeu diretamente o presidente e o vice-presidente, por sufrágio universal. O presidente é eleito por cinco anos e só pode se reeleger por uma única vez.

Relações internacionais

Em contraste com a política anti-imperialista de Sukarno com as potências ocidentais e as tensões com a Malásia, as relações exteriores da Indonésia desde a "Nova Ordem" de Suharto têm sido baseadas em cooperação econômica e política com o ocidente. O país mantém relações estreitas com seus vizinhos na Ásia e é um dos membros fundadores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e da Cúpula do Leste Asiático. A nação restaurou as relações diplomáticas com a República Popular da China em 1990, após um congelamento em vigor desde os expurgos anticomunistas do início da era Suharto. A Indonésia é membro da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1950 e foi um dos fundadores do Movimento Não Alinhado e da Organização da Conferência Islâmica (OIC). O país é signatário do acordo de livre comércio da ASEAN, do Grupo de Cairns e da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tem sido, historicamente, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), embora se tenha retirado da organização em 2008, uma vez que o país já não era mais um exportador líquido de petróleo. A Indonésia recebe ajuda humanitária e para o desenvolvimento desde 1966, em particular dos Estados Unidos, Europa Ocidental, Austrália e Japão.

Forças armadas

As forças armadas da Indonésia incluem o exército, a marinha (que inclui os fuzileiros navais) e a força aérea. O exército tem cerca de 400 mil soldados na ativa. Os gastos com defesa no orçamento nacional representaram 4% do PIB do país em 2006 e são controversamente complementados por receitas de interesses e fundações comerciais e militares. Uma das reformas após a renúncia de Suharto em 1998 foi a remoção da representação formal das forças armadas no parlamento; no entanto, a influência política dos militares continua forte. Movimentos separatistas nas províncias de Achém e Papua levaram a um conflito armado e denúncias de abusos, brutalidade e desrespeito aos direitos humanos surgiram de todos os lados. Depois de uma guerra de guerrilha de trinta anos entre o Movimento Achém Livre (GAM) e os militares indonésios, foi alcançado um acordo de cessar-fogo em 2005. Em Papua, houve uma significativa, embora imperfeita, implementação de leis de autonomia regional e um declínio visível nos níveis de violência e abusos dos direitos humanos durante a presidência da Susilo Bambang Yudhoyono.

Direitos humanos

Relatórios da Amnistia Internacional, da Human Rights Watch e do Departamento de Estado dos Estados Unidos destacaram as questões de direitos humanos mais comuns na Indonésia, nomeadamente a situação na Papua Ocidental, o tratamento das minorias religiosas, de género e sexuais, os direitos sexuais e reprodutivos, os direitos das mulheres, crianças, LGBT e deficientes, e a liberdade de expressão e associação. Na Indonésia, prevalece a mutilação genital feminina (MGF) dos tipos I (clitoridectomia) e IV (procedimentos prejudiciais para a genitália feminina para fins não médicos, como picar, perfurar, incisar, raspar e cauterizar a área genital). Em 2006, a jornalista Abigail Haworth presenciou a operação sendo executada em 248 meninas num edifício escolar em Bandung. 97,5% das mulheres pesquisadas de famílias muçulmanas são mutiladas até a idade de 18 anos. O governo indonésio proibiu a prática em 2006, mas cedeu sob pressão das organizações islâmicas em 2010 e emitiu um regulamento que permitia a MGF se fosse realizada por profissionais médicos, parteiras e enfermeiras. Revogou esse regulamento em 2014, mas não especificou penalidades para aqueles que realizassem a MGF. Continua a ser praticada, havendo indícios de que se aproxima dos 100% na região de Aceh.

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Subdivisões

Do ponto de vista administrativo, a Indonésia está dividida em 33 províncias (entre as quais, 3 são territórios de regime especial, Achém e Joguejacarta, e o território da cidade capital, Jacarta). As principais províncias, subdivididas em distritos, são: Samatra, Papua, Riau, Riau Quepulauã, Celebes (a sudoeste), Calimantã (ao sul), Celebes (ao sul), Iriã Jaia (a oeste), Java (a oeste), Calimantã (a oeste), pequenas Ilhas da Sonda (a oeste), Celebes (a oeste) e Samatra (a oeste). As províncias de Achém, Jacarta, Joguejacarta, Papua e Papua Ocidental (Iriã Jaia) têm mais privilégios legislativos e um maior grau de autonomia do governo central. O governo de Achém, por exemplo, tem o direito de estabelecer um sistema judicial independente (em 2003, instituiu a exigência obrigatória da Xaria, a lei islâmica). Se concedeu a província de Joguejacarta a condição de região semiautônoma em reconhecimento de seu papel fundamental na luta dos republicanos durante a guerra de independência indonésia. A Papua, anteriormente Iriã Jaia, se concedeu o estatuto de região semiautônoma em 2001, enquanto Jacarta se tornou uma região "especial" por ser a capital do país.

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Economia

A Indonésia tem uma economia mista onde tanto o setor privado quanto o governo desempenham papéis importantes. O país é a maior economia do Sudeste Asiático e é membro do G20, grupo das principais economias do planeta. O produto interno bruto (PIB) estimado da Indonésia (nominal) em 2012 foi de cerca de um 1 trilhão * de dólares, com um PIB nominal per capita em 3 797 dólares. Em junho de 2011, durante o Fórum Econômico Mundial sobre a Ásia Oriental, o presidente da Indonésia disse que o país estará entre as dez maiores economias do mundo até a próxima década. O setor industrial é o maior da economia indonésia e respondia por 46,4% do PIB (2012), seguido por serviços (38,6%) e pela agricultura (14,4%). Em 2019, a Indonésia tinha a 11.ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 220,5 bilhões), segundo o Banco Mundial. Em 2019, a Indonésia era a 17.ª maior produtora de veículos do mundo (1,2 milhões) e a 25.ª maior produtora de aço (6,0 milhões de toneladas). Em 2016, o país era o 5º maior produtor de calçados do mundo. No entanto, desde 2012, o setor de serviços empregou mais pessoas do que as outras áreas da economia e representa sozinho 48,9% da força de trabalho total do país, pela agricultura (38,6%) e pela indústria (22,2%). O setor agrícola, no entanto, foi historicamente o maior empregador do país há séculos. Em 2018, o país era o maior produtor mundial de óleo de palma e de coco, e um dos 6 maiores produtores do mundo de café, cacau, banana, borracha natural, arroz, milho, mandioca, batata doce, pimenta, abacaxi, manga, mamão e abacate.

Turismo

Tanto a natureza quanto as culturas locais são componentes principais da indústria do turismo da Indonésia. O patrimônio natural é privilegiado por uma combinação única de clima tropical e um vasto arquipélago formado por 17 508 ilhas, sendo que 6 mil delas habitadas, além disso o país tem o terceiro litoral mais longo do mundo (54 716 km), atrás apenas do Canadá e da União Europeia. A Indonésia é o maior arquipélago do mundo e o mais populoso país situado apenas em ilhas. As praias de Bali, locais de mergulho em Bunaken, o Monte Bromo em Java Oriental, o Lago Toba e os vários parques nacionais em Sumatra são alguns exemplos de destinos populares. Esses atrativos naturais são complementados por uma rica herança cultural que reflete a história dinâmica da Indonésia e sua grande diversidade étnica. Um fato que exemplifica essa riqueza é que 719 línguas vivas são usadas em todo o arquipélago. Os antigos templos de Borobudur e Prambanan, Toraja, Joguejacarta, Minangkabau e, claro, Bali, com seus vários festivais hindus, são pontos turísticos populares para o turismo cultural.

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Cultura

A Indonésia tem cerca de 300 grupos étnicos, cada um com identidades culturais desenvolvidas ao longo de séculos e influenciado por culturas como a indiana, árabe, chinesa e europeia. Danças tradicionais javanesas e balinesas, por exemplo, contêm aspectos da cultura e da mitologia hindu, como em apresentações de Wayang Kulit (fantoche de sombra). Produtos têxteis, como batik, ikat, ulos e songket são criados em todo o país em estilos que variam por região. As influências mais dominantes na arquitetura local têm sido tradicionalmente indiana, no entanto, influências arquitetônicas chinesas, árabes e europeias também são significativas.

Literatura e música

A evidência mais antiga de escrita na Indonésia é uma série de inscrições em sânscrito datada do século V. Entre as figuras importantes da literatura moderna do país estão o autor holandês Multatuli, que criticava o tratamento dado aos indonésios durante o domínio colonial holandês; Muhammad Yamin e Hamka, que eram influentes escritores e políticos nacionalistas do período pré-independência, e a escritora proletária escritor Pramoedya Ananta Toer, a mais famosa romancista indonésia.) Muitos dos povos do país tem tradições orais fortemente enraizadas que ajudam a definir e preservar suas identidades culturais. A música indonésia tradicional inclui o gamelão e o keroncong. A popularidade da indústria cinematográfica indonésia atingiu o auge em 1980 e dominou os cinemas do país, embora tenha diminuído significativamente no início de 1990. Entre 2000 e 2005, o número de filmes indonésios lançado a cada ano aumentou constantemente.

Culinária

A culinária do país varia por região e é baseada em influências chinesas, europeias, árabes e indianas. O arroz é o principal alimento básico e é servido com acompanhamentos de carnes e legumes. Especiarias (principalmente a pimenta), leite de coco, peixe e frango são ingredientes fundamentais na culinária local.

Mídia

A liberdade de imprensa na Indonésia aumentou consideravelmente após o fim do regime do presidente Suharto, durante o qual o extinto Ministério de Informações monitorava e controlava a mídia nacional e restringia os meios de comunicação estrangeiros. O mercado de televisão inclui dez redes comerciais nacionais e redes provinciais que competem com a pública TVRI. Estações de rádio privadas mantém seus próprios noticiários e transmitem programas de emissoras estrangeiras. Com cerca de 25 milhões de usuários registrados em 2008, o uso da internet foi estimada em 12,5% da população em setembro de 2009. Mais de 30 milhões de celulares são vendidos na Indonésia a cada ano e 27% deles são de marcas locais.

Esportes

Os esportes na Indonésia são geralmente masculinos. Os esportes mais populares são o badminton e o futebol. Os jogadores indonésios ganharam a Thomas Cup (o campeonato mundial de badminton masculino) em treze das vinte e seis vezes em que ela foi realizada desde 1949, além de terem várias medalhas olímpicas desde que o esporte ganhou o status olímpico completo em 1992. As jogadoras indonésias ganharam a Uber Cup (o equivalente feminino da Thomas Cup) duas vezes, em 1994 e 1996. A Liga Indonésia é a principal liga de clubes de futebol do país. Entre os esportes tradicionais do país estão o sepaktakraw e corridas de touro em Madura. Em áreas com histórico de guerras tribais, falsos concursos de combate são realizadas, como caci em Flores e o pasola em Sumba. O silat é uma arte marcial tradicional da Indonésia.

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Fontes consultadas

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