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Império Britânico

O Império Britânico foi o maior império em extensão de terras descontínuas do mundo. Era um império composto por domínios, colônias, protetorados, mandatos e territórios governados ou administrados pelo Reino Unido. Originou-se com as colônias ultramarinas e entrepostos estabelecidos pela Inglaterra no final do século XVI e início do século XVII. No seu auge, foi o maior império da história e, por mais de um século, foi a principal potência mundial. Em 1920 o Império Britânico dominava cerca de 458 milhões de pessoas, um quarto da população do mundo na época e abrangeu mais de 35 500 000 km2, quase 24% da área total da Terra. Como resultado, seu legado político, cultural e linguístico é generalizado. No auge do seu poder, foi dito muitas vezes que "o sol nunca se põe no Império Britânico" devido à sua extensão ao redor do mundo garantir que o Sol sempre estivesse brilhando em pelo menos um de seus numerosos territórios.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

Primeiro e Segundo Império (1583–1783)

Os ingleses lançaram-se à conquista do mundo durante o reinado de Henrique VIII (1509-1547), que promoveu a indústria naval, como forma de expandir o comércio para além das Ilhas Britânicas. Mas as primeiras colónias britânicas só foram fundadas durante o reinado de Isabel I, quando Sir Francis Drake circumnavegou o globo nos anos 1577 a 1580 (Fernão de Magalhães já a tinha realizado em 1522). Em 1579, Drake chegou à Califórnia e proclamou aquela região “colónia da Coroa”, chamando-lhe “Nova Albion” ("Nova Inglaterra"), mas não promoveu a sua ocupação. Humphrey Gilbert chegou à Terra Nova em 1583 e declarou-a colónia inglesa, enquanto Sir Walter Raleigh organizou a colónia da Virginia em 1587, mas ambas estas colónias tiveram pouco tempo de vida e tiveram de ser abandonadas, por falta de comida e encontros hostis com as tribos indígenas do continente Americano.

Século Britânico (1815-1914)

Entre 1815 e 1914, um período referido como "século imperial britânico" por alguns historiadores, cerca de 26 000 000 km² de território e cerca de 400 milhões de pessoas eram governadas pelo Império Britânico. A vitória sobre Napoleão deixou a Grã-Bretanha sem qualquer rival internacional sério, além do Império Russo na Ásia Central. Incontestada no mar, a Grã-Bretanha adotou o papel de polícia global, um estado de coisas mais tarde conhecido como Pax Britannica, e uma política externa de "isolamento esplêndido". Juntamente com o controle formal que exercia sobre suas próprias colônias, a posição dominante dos britânicos no comércio mundial significava que eles controlavam efetivamente as economias de muitos países, como China, Argentina e Sião, o que foi descrito por alguns historiadores como um tipo de "império Informal".

Guerras mundiais (1914-1945)

Na virada do século XX, começou a crescer o medo de que a Grã-Bretanha não seria mais capaz de defender a metrópole e a totalidade do império, ao mesmo tempo em que mantinha a política de "isolamento esplêndido". A Alemanha estava crescendo rapidamente como uma potência militar e industrial e agora era vista como o adversário mais provável em qualquer guerra futura. Reconhecendo que estava sobrecarregada no Pacífico e ameaçada em casa pela Marinha Imperial Alemã, a Grã-Bretanha formou uma aliança com o Japão em 1902 e com seus antigos inimigos França e Rússia em 1904 e 1907, respectivamente. Os temores de guerra entre Grã-Bretanha e Alemanha foram realizados em 1914 com a eclosão da Primeira Guerra Mundial. A Grã-Bretanha rapidamente invadiu e ocupou a maior parte das colônias ultramarinas da Alemanha na África. No Pacífico, a Austrália e a Nova Zelândia ocuparam a Nova Guiné Alemã e a Samoa Alemã, respectivamente. Os planos para uma divisão pós-guerra do Império Otomano, que havia se juntado à guerra do lado da Alemanha, foram secretamente elaborados pela Grã-Bretanha e pela França sob o Acordo Sykes-Picot de 1916. Este acordo não foi divulgado ao Xarife de Meca, que os britânicos tentaram encorajar para lançar uma revolta árabe contra seus governantes otomanos, dando a impressão de que a Grã-Bretanha apoiava a criação de um Estado árabe independente.

Descolonização e declínio (1945-1997)

Embora a Grã-Bretanha e o império saíssem vitoriosos da Segunda Guerra Mundial, os efeitos do conflito foram profundos, tanto em casa quanto no exterior. Grande parte da Europa, um continente que havia dominado o mundo por vários séculos, estava em ruínas e hospedava os exércitos dos Estados Unidos e da União Soviética, que agora mantinham o equilíbrio do poder global. A Grã-Bretanha ficou essencialmente em bancarrota, com a insolvência apenas evitada em 1946 após a negociação de um empréstimo de 4,33 bilhões de dólares dos Estados Unidos, sendo a última parcela paga em 2006. Ao mesmo tempo, movimentos anticoloniais estavam em ascensão nas colônias de nações europeias. A situação foi ainda mais complicada pela crescente rivalidade da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Em princípio, ambas as nações se opunham ao colonialismo europeu. Na prática, entretanto, o anticomunismo estadunidense prevaleceu sobre o anti-imperialismo e, portanto, os Estados Unidos apoiaram a continuidade da existência do Império Britânico para manter a expansão comunista sob controle.

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Legado

O Reino Unido mantém a soberania sobre 14 territórios fora das ilhas britânicas, que foram renomeados os territórios britânicos ultramarinos em 2002. Alguns são desabitados, exceto por pessoal militar ou científico transitório; os outros são autogovernáveis ​​em vários graus e são dependentes do Reino Unido pelas relações externas e de defesa. O governo britânico manifestou a sua disponibilidade em ajudar qualquer território ultramarino que pretenda avançar para a independência, em que é uma opção. A soberania britânica dos vários dos territórios ultramarinos é contestada por seus vizinhos geográficos: Gibraltar é reivindicada pela Espanha, as Ilhas Malvinas e as Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul são reivindicadas pela Argentina, e os britânicos do Território Britânico do Oceano Índico é reivindicado por Maurícia e Seychelles. O Território Antártico Britânico está sujeito a sobreposição de pedidos pela Argentina e pelo Chile, enquanto muitos países não reconhecem qualquer reivindicação territorial da Antártica.

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Fontes consultadas

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