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Idade do Bronze

A Idade do Bronze é um período da civilização no qual ocorreu o desenvolvimento desta liga metálica, resultante da mistura de cobre com estanho. Iniciou-se no Oriente Médio em torno de 3300 a.C., substituindo o Calcolítico, embora noutras regiões esta última idade seja desconhecida e a do bronze tenha substituído diretamente o período neolítico. Na África subsaariana, o neolítico é seguido da idade do ferro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

Oriente Próximo

A Idade do Bronze no antigo Oriente Próximo começou com a ascensão da Suméria no quarto milênio a.C.. O antigo Oriente Próximo é considerado por alguns como o berço da civilização; e praticavam a agricultura intensiva durante todo o ano; desenvolveram um sistema de escrita; inventaram a roda de oleiro; criaram um governo centralizado, códigos de leis e impérios; e introduziram a estratificação social, a escravidão e a guerra organizada. Sociedades na região estabeleceram as bases para a astronomia e matemática. A Idade do Bronze da Mesopotâmia começou por volta de 3500 a.C. e terminou com o período cassita (c. 1 500–1 155 a.C.). As cidades do antigo Oriente Próximo abrigavam várias dezenas de milhares de pessoas. Ur, Quis, Isim, Larsa e Nipur na Idade do Bronze Média e Babilônia, Ninrude e Assur na Idade do Bronze Final também tinham grandes populações. O Império Acadiano (2 335–2 154 a.C.) tornou-se a potência dominante na região e, após sua queda, os sumérios desfrutaram de um renascimento com o Império Neo-Sumério. A Assíria já existia desde o século XXV a.C.; e se tornou uma potência regional com o Antigo Império Assírio (2 025–1 750 a.C.).

Europa

No mar Egeu, estabeleceu-se uma área de intenso comércio do metal, por volta de 3 200 a.C., principalmente em Chipre, onde existiam minas de cobre, vindo o estanho das ilhas britânicas. Com isso, iniciou-se o desenvolvimento da navegação. O império minoico, substituído mais tarde pelo grego micênico, surgiu graças a este grande comércio. Na Europa central, este período iniciou a partir de 1 800–1 600 a.C. (cultura de Únětice, cultura dos Campos de Urnas, cultura dos Túmulos), seguido do período 1 600–1 200 a.C., caracterizado pelo enterramento de cadáveres em túmulos, prática que demonstrava um alto grau de estratificação social. No norte da Europa, a idade do bronze inicia-se em c. 1 700 a.C. (escandinávia, cultura das Terramaras e cultura lusaciana). Nesse período surgiu o comércio de âmbar, muitos petróglifos representando divindades e vida cotidiana, além de armas e joias.

Ásia

Durante muitas décadas, os estudiosos fizeram referência superficial à Ásia Central como o "reino pastoral" ou, alternativamente, o "mundo nômade", no que os pesquisadores passaram a chamar de "vácuo da Ásia Central": um período de 5.000 anos que foi negligenciado nos estudos das origens da agricultura. As regiões de sopé e as correntes de derretimento glacial sustentaram os agropastoris da Idade do Bronze que desenvolveram complexas rotas comerciais leste-oeste entre a Ásia Central e a China, as quais introduziram o trigo e a cevada na China e espalharam milhete pela Ásia Central. O Complexo Arqueológico Báctria-Margiana (CABM), também conhecido como civilização do Oxo, foi uma civilização da Idade do Bronze na Ásia Central, datada de c. 2.400–1.600 a.C., com núcleo localizado no atual norte do Afeganistão, leste do Turcomenistão, sul do Uzbequistão e oeste do Tadjiquistão, centrada no alto Amu Dária (Rio Oxo). Seus sítios foram descobertos e batizados pelo arqueólogo soviético Viktor Sarianidi (1976). Báctria era o nome grego para a área de Bactra, no que hoje é o norte do Afeganistão, e Margiana era o nome grego para a satrapia persa de Marguš, cuja capital era Merve, no atual sudeste do Turcomenistão.

Américas

A civilização Moche da América do Sul descobriu e desenvolveu independentemente a fundição de bronze. A tecnologia do bronze foi desenvolvida posteriormente pelos Incas e amplamente utilizada tanto para objetos utilitários quanto para esculturas. Um aparecimento posterior de fundição limitada de bronze no oeste do México sugere o contato dessa região com as culturas andinas ou a descoberta separada da tecnologia. Os Calchaquís do noroeste da Argentina tinham a tecnologia do bronze.

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Comércio

O comércio e a indústria desempenharam um papel importante no desenvolvimento das antigas civilizações da Idade do Bronze. Com artefatos da Civilização do Vale do Indo sendo encontrados na antiga Mesopotâmia e no Egito, é claro que essas civilizações não estavam apenas em contato umas com as outras, mas também negociando umas com as outras. No início, o comércio de longa distância era limitado quase exclusivamente a bens de luxo como especiarias, têxteis e metais preciosos. Isso não apenas tornou as cidades com grandes quantidades desses produtos extremamente ricas, mas também levou a uma mistura de culturas pela primeira vez na história. As rotas comerciais não existiam apenas por terra, mas também por água. As primeiras e mais extensas rotas comerciais eram sobre rios como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, o que levou ao crescimento de cidades às margens desses rios. A domesticação de camelos em um momento posterior também ajudou a encorajar o uso de rotas comerciais por terra, ligando o vale do Indo ao Mediterrâneo. Isso ainda levou ao aumento do número de cidades em qualquer lugar e em todos os lugares onde houvesse um pit-stop ou porto de caravana para navio.

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Mitologia

Na mitologia grega, houve cinco eras do homem: a Idade do Ouro, na época em que Cronos era rei, a Idade da Prata, criada pelos deuses do Olimpo e destruída por Zeus porque eles não queriam adorar os deuses, a Idade do Bronze, criada por Zeus, quando usavam-se instrumentos de bronze e não se conhecia o ferro, a Era heroica, de homens chamados de semideuses, e a quinta, a Idade do Ferro, que continuou até os dias de Hesíodo. Durante a Idade do Bronze se passa o Dilúvio de Deucalião. Segundo Pausânias, durante a Era heroica, todas as armas eram de bronze; ele se baseou nos escritos de Homero e em relíquias preservadas até os seus dias, como a lança de Aquiles no santuário de Atena em Fasélide e a espada de Mêmnon no templo de Asclépio em Nicomedes.

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Fontes consultadas

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