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Hutis

Hutis é a denominação mais comum do movimento político-religioso Ançaralá, majoritariamente xiita zaidita do noroeste do Iêmen.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/07/2026
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História

Imagem: x-ray delta one · BY-NC-SA · Openverse

Os hutis formaram-se como grupo político nos anos 1990, após a unificação do Iêmen (antes dividido em Iêmen do Norte e Iêmen do Sul). Antes da unificação, o Iêmen do Norte, de população maioritariamente zaidita, era uma república nacionalista árabe instalada nos anos 1960, após um golpe militar e uma longa guerra civil que pôs fim ao teocrático Reino do Iêmen, expulsando os imãs zaiditas, que haviam governado o território desde o final do século IX (ca. 897). Em 1990, quando ocorreu a unificação do país, o presidente do antigo Iêmen do Norte, Ali Abdullah Saleh, é eleito presidente da nova República do Iêmen.[carece de fontes?] O grupo tem origem no Fórum dos Jovens Crentes, uma organização religiosa e cultural cofundada em 1992. A maioria dos seus membros são zaiditas, um movimento religioso geralmente associado ao xiismo, mas alguns são sunitas. Foi em parte uma resposta à propagação do salafismo no Iêmen, financiado pela Arábia Saudita. Em 2004, o assassinato pelas forças de segurança iemenitas de um deputado e fundador do Fórum dos Jovens Crentes, Hussein al-Houthi, desencadeou a primeira insurreição huti contra o Estado.[carece de fontes?]

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Luta armada

Armado desde 2004, em 2005 o movimento contava com 1000 a 3000 combatentes; a partir de 2009, estimava-se que o número se cifrasse entre os 2000 e os 10 000. De acordo com Ahmed Al-Bahri, os hutis tinham um total de 100 000 a 120 000 seguidores, incluindo combatentes armados e partidários desarmados. Em 2022, o grupo tomou precauções, no sentido de evitar a disseminação da covid-19 no país, sendo um dos poucos países imunes à doença. Os hutis afirmam que as suas ações são para a defesa da sua comunidade e contra a discriminação por parte do governo. O governo do Iêmen, por sua vez, acusa-os de querer derrubá-lo e instituir uma lei religiosa xiita, desestabilizar o governo e "fazer agitações sociais, movidas por sentimentos antiamericanos". O governo iemenita também acusou os hutis de terem ligações a patrocinadores externos, especialmente com o governo iraniano. Por sua vez, os hutis rebateram essas acusações, afirmando que o governo iemenita é apoiado por agentes externos, particularmente a Arábia Saudita e a Al-Qaeda.

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Fontes consultadas

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