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Huldufólk

Huldufólk ou Povo Oculto são os Elfos no folclore da Islândia e das Ilhas Féroe. Projetos de construção na Islândia são alterados ocasionalmente para prevenir que as rochas onde acredita-se que eles vivam sejam danificadas. De acordo com essas crenças populares islandesas não se deve jogar pedras devido a possibilidade de atingir o Povo Oculto. O presidente Ólafur Ragnar Grímsson explicou a existência das lendas do Povo Oculto dizendo: “Islandeses são poucos em número, então nos velhos tempos nós dobramos nossa população com lendas de elfos e fadas".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Terminologia

O termo Huldufólk foi tomado como sinônimo de álfar (elfo) no folclore islandês do século XIX. Jón Árnason constatou que os termos eram sinônimos, exceto que álfar é um termo pejorativo. Konrad Von Maurer alega que huldufólk tem origem como eufemismo para evitar chamar os álfar por seu nome real. Existe, entretanto, alguma evidência de que os dois termos vieram a ser tomados como se referindo a duas formas distintas de seres sobrenaturais na Islândia contemporânea. Katrin Sontag constatou que algumas pessoas não diferenciam os elfos do Povo Oculto, enquanto outros diferenciam. Uma pesquisa feita por Erlendur Haraldsson em 2006 obteve que “54% dos entrevistados não distinguem entre Elfos e Povo Oculto, 20% distingue e 26% disse que não tinha certeza”.

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Origens

Imagem: jerrroen · BY · Openverse

Terry Gunnell escreve: “crenças diferentes podem ter existido lado a lado em uma Islândia multiculturalmente organizada antes de se misturarem gradualmente nos álfar e Huldufólk islandeses dos dias atuais”. Ele também escreve: “Os Huldufólk e álfar sem dúvida surgiram da mesma necessidade. Os colonos nórdicos tinham os álfar, os escravos irlandeses tinham as fadas das colinas ou o Povo Bom. Com o tempo, tornaram-se dois seres diferentes, mas na realidade são dois conjuntos diferentes de folclore que significam a mesma coisa”. De acordo com uma lenda popular, as origens do Povo Oculto podem ser traçadas até Adão e Eva. Eva escondeu seus filhos impuros de Deus e mentiu sobre sua existência. Deus, então, declarou: “O que o homem esconde de Deus, Deus esconderá do homem”. Outras lendas populares reivindicam que os Huldufólk se originaram de Lilith, ou são anjos caídos, condenados a viver entre o céu e o inferno.

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Feriados

Imagem: msk · BY · Openverse

Existem quatro feriados islandeses em que se considera ter uma conexão especial com o Povo Oculto: Ano Novo, Décima terceira noite (6 de janeiro), Noite de Verão e Noite de Natal. Fogueiras élficas (álfabrennur) são parte comum das festividades do feriado da Décima Terceira Noite (6 de janeiro). Existem muitas lendas populares islandesas sobre Elfos e o Povo Oculto invadindo casas de fazenda islandesas durante o natal e realizando festas selvagens. É costumeiro na Islândia limpar a casa antes do Natal e deixar comida para o Povo Oculto no Natal. Na noite de ano novo acredita-se que os Elfos se mudam para lugares novos e os islandeses deixam velas para ajudá-los a encontrar o caminho. Na Noite de Verão o folclore estabelece que, se você se sentar em uma encruzilhada, Elfos tentarão te seduzir com comida e presentes; Há consequências graves por ser seduzido por essas ofertas, mas há grandes recompensas por resistir.

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Folclore islandês

Imagem: Hayden Yates · BY-NC-ND · Openverse

Diversos estudiosos (citados abaixo) comentam as conexões entre o Povo Oculto e o ambiente natural islandês. B. S. Benediks, em sua discussão no Agrupamento de Lendas Populares sobre Elfos, Criaturas Aquáticas e Trolls de Jón Árnason, escreve: “A razão é, naturalmente, perfeitamente clara. Quando a vida de alguém está condicionada pela paisagem dominada por rochas torcidas pela ação vulcânica, vento e água em formas ferozes e alarmantes... a imaginação se prende nestes fenômenos naturais”. Ólina Thorvarðardóttir escreve: “Contos orais sobre elfos islandeses e trolls sem dúvida serviram como fábulas preventivas. Preveniram muitas crianças de vagar e sair das habitações humanas, nos ensinaram a história topográfica da Islândia e nos instigaram medo e respeito pelos severos poderes da natureza”. Michael Strmiska escreve: “Os Hudufólk são... não são tão sobrenaturais quanto ultranaturais, representando não a superação da natureza na esperança de um acordo melhor com o além, mas uma profunda reverência pela terra e os poderes misteriosos que são capazes de causar fertilidade ou escassez."

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Turismo

Imagem: Hayden Yates · BY-NC-ND · Openverse

Em Reykjavík há uma escola chamada Icelandic Elf School (Álfaskólinn em islandês, Escola Élfica Islandesa, em tradução livre), que organiza excursões educacionais de cinco horas de duração para visitantes. A cidade de Hafnarfjörður oferece a Hidden Worlds Tour, uma caminhada guiada de cerca de 90 minutos. Inclui um passeio pelo parque Hellisgerdi , onde os caminhos curvam-se por um campo de lava com árvores altas e árvores de bonsai em vasos. É dito que é povoado pela maior colônia élfica da cidade. Stokkseyri tem o Museu de Maravilhas Islandesas, onde “os convidados do museu vão caminhar por um mundo de elfos e do povo oculto islandês, tendo um vislumbre de sua vida.”

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Construção de estradas interrompida

Álfhóll (A colina dos Elfos) é o lar de elfos mais famoso em Kópavogur, e Álfhólsvegur (Estrada da colina dos elfos) foi nomeada em sua homenagem. No final dos anos 1930 começou a construção de estradas em Álfhólsvegur, que deveria passar por Álfhóll, o que significada que Álfhóll teria de ser demolida. Nada parecia ir bem e a construção foi interrompida devido problemas financeiros. Uma década depois a construção da estrada em Álfhóll seria continuada, mas quando as máquinas voltaram a trabalhar, começaram a quebrar e as ferramentas foram danificadas e perdidas. A estrada permaneceu encaminhada em volta da colina, não através dela como planejado inicialmente. No final dos anos 1980 era para a estrada ser levantada e pavimentada. A construção saiu como planejada até chegar a hora de demolir parte de Álfholl. Uma furadeira de rochas foi usada, mas quebrou. Outra furadeira foi buscada, mas se quebrou também. Depois de as duas brocas serem quebradas em pedaços, os trabalhadores negaram chegar perto da colina com quaisquer ferramentas. Agora Álfhóll é protegida pela cidade como herança cultural, e permanece bem como era antes da última Era do Gelo.

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Outros incidentes

Imagem: cliqmo_ · BY-NC-SA · Openverse

Em 1982, 150 islandeses foram à base da OTAN em Keflavík em defesa de “elfos que poderiam ser colocados em perigo pelos jatos Phantom americanos e aviões de reconhecimento do AWACS.” Em 2004, a empresa Alcoa precisou de um certificado governamental especial para que seu local de construção fosse considerado livre de sítios arqueológicos, incluindo aqueles relacionados ao folclore huldufólk, antes de poderem construir uma forja de alumínio na Islândia. Em 2011 acreditou-se que elfos/huldufólk foram responsáveis por um incidente em Bolungarvík, onde desmoronaram rochas sobre ruas residenciais.

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Fontes consultadas

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