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Hughes Aircraft Company

A Hughes Aircraft Company foi uma empresa estadunidense dos setores aeroespacial e de defesa, fundada em 14 de fevereiro de 1934 por Howard Hughes, em Glendale, Califórnia, como uma divisão da Hughes Tool Company. A empresa produziu a aeronave Hughes H-4 Hercules, a sonda de entrada atmosférica transportada pela espaçonave Galileo e o míssil guiado AIM-4 Falcon.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/10/2026
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História

Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa projetou e construiu protótipos de aeronaves no Hughes Airport. Entre eles estavam o Hughes H-4 Hercules, mais conhecido pelo apelido Spruce Goose, o Hughes H-1 Racer, o Hughes D-2 e o Hughes XF-11. Os hangares da fábrica no Hughes Airport, na área onde fica Playa Vista, na zona oeste de Los Angeles, eram usados principalmente como uma unidade auxiliar para a construção de projetos de outras empresas. No início da guerra, a Hughes Aircraft tinha apenas quatro funcionários em tempo integral. Ao fim do conflito, empregava 80.000 pessoas. A empresa recebeu durante a guerra contratos para fabricar montantes para o B-25, canhões centrífugos e calhas de alimentação de metralhadoras.

Depois da Segunda Guerra Mundial

A Hughes Aircraft estava entre as empresas dos setores aeroespacial e de defesa que cresceram no sul da Califórnia durante e depois da Segunda Guerra Mundial, chegando em certo momento a ser a maior empregadora da região. O número de funcionários, contudo, caiu para 800 em 1947. No verão daquele ano, políticos passaram a questionar a gestão de Hughes nos projetos do Spruce Goose e do avião de reconhecimento fotográfico Hughes XF-11. Um comitê especial foi criado para investigar Hughes, culminando em uma investigação do Senado que recebeu grande atenção pública e esteve entre as primeiras transmitidas pela televisão. Embora o relatório do comitê tenha sido bastante crítico, a investigação terminou sem responsabilizá-lo.

Ground Systems Group

O Ground Systems Group da Hughes Aircraft ficava em Fullerton, Califórnia. O complexo tinha cerca de 279.000 m² e reunia áreas de fabricação, laboratórios, escritórios e uma pista de testes rodoviários conhecida como Munson. O grupo projetava, desenvolvia e produzia sistemas de defesa aérea. Entre eles estavam os sistemas que substituíram o Semi-Automatic Ground Environment (SAGE) nos Estados Unidos pelo Joint Surveillance System (JSS) AN/FYQ-93, usado na estrutura do NORAD e integrado ao Joint Tactical Information Distribution System (JTIDS). A divisão também fornecia sistemas de defesa e de controle de tráfego aéreo para outros países. No auge, o Ground Systems Group empregava cerca de 15.000 pessoas e tinha receita anual superior a US$ 1 bilhão.

Hughes Space and Communications Group

Em 1963, o Hughes Space and Communications Group e a Hughes Space Systems Division construíram o Syncom, primeiro satélite de comunicação geossíncrono do mundo. Em 1966, construíram o ATS-1, primeiro satélite meteorológico geossíncrono. Mais tarde naquele ano, o Surveyor 1 realizou o primeiro pouso suave na Lua dentro dos preparativos para os pousos tripulados do Programa Apollo. A Hughes também construiu as sondas Pioneer Venus, lançadas em 1978 e usadas no primeiro mapeamento extenso de Vênus por radar, e a sonda Galileo, que viajou até Júpiter na década de 1990. Em 2000, a empresa havia construído quase 40% dos satélites comerciais em operação no mundo.

Negócio de helicópteros

Em 1947, Howard Hughes redirecionou o trabalho da Hughes Aircraft, afastando-o dos aviões e aproximando-o dos helicópteros. O projeto ganhou força em 1948, quando a fabricante Kellett Aircraft Co. vendeu à Hughes seu projeto mais recente para que fosse produzido. O XH-17 "Flying Crane" voou pela primeira vez em outubro de 1952, mas não teve sucesso comercial. Em 1955, Howard Hughes separou a unidade de produção de helicópteros da Hughes Aircraft Company e a reorganizou dentro da Hughes Tool Company sob o nome Aircraft Division. A divisão concentrou-se em helicópteros leves, principalmente o Hughes 269/300 e o OH-6 Cayuse/Hughes 500.

Venda da Hughes Aircraft pelo Instituto Médico Howard Hughes

Hughes não deixou testamento quando morreu em 1976, e surgiram muitas reivindicações sobre seu espólio. Um executivo e um advogado ligados a Hughes afirmaram ter o direito de criar um "comitê executivo" para assumir a administração do HHMI e de sua subsidiária Hughes Aircraft. O procurador-geral de Delaware, Richard R. Wier Jr., contestou a iniciativa e entrou com uma ação judicial em 1978. Charles M. Oberly prosseguiu com a ação depois de assumir o cargo de procurador-geral em 1983. Oberly queria que um conselho independente de curadores garantisse que o instituto cumprisse sua finalidade beneficente e não continuasse funcionando como abrigo fiscal.

Hughes Electronics Corporation

Em 5 de junho de 1985, a General Motors foi anunciada como vencedora de um leilão sigiloso de propostas lacradas que havia durado cinco meses. A Ford Motor Company e a Boeing também apresentaram propostas. A compra foi concluída em 20 de dezembro de 1985 por cerca de US$ 5,2 bilhões, dos quais US$ 2,7 bilhões em dinheiro e o restante em 50 milhões de ações classe H da GM. Em 31 de dezembro de 1985, a General Motors reuniu a Hughes Aircraft e sua unidade Delco Electronics na Hughes Electronics Corporation, subsidiária independente da montadora. Em agosto de 1992, a Hughes Aircraft concluiu a compra das operações de mísseis da General Dynamics por US$ 450 milhões. Com a aquisição, passaram para o portfólio da Hughes o míssil de cruzeiro Tomahawk, o Advanced Cruise Missile, o Standard Missile, o Stinger, o sistema Phalanx CIWS e o Rolling Airframe Missile.

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Desdobramentos corporativos

A extensa produção científica e tecnológica da Hughes Aircraft não abrangia aplicações médicas, apesar de a empresa pertencer ao Instituto Médico Howard Hughes (HHMI). A restrição existia para evitar até mesmo a aparência de um conflito de interesses. Os recursos provenientes da Hughes Aircraft financiaram as atividades do HHMI e pesquisas biomédicas em áreas que incluíam genética e câncer. Em Fullerton, uma via no antigo complexo recebeu o nome Hughes Drive. Depois do fechamento da unidade, o terreno foi convertido em Amerige Heights, um empreendimento residencial.

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Fontes consultadas

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