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História da Suíça

Desde 1848, a Confederação Suíça tem sido um estado federal de cantões relativamente independentes, alguns dos quais têm permanecido confederados desde mais de sete séculos, podendo considerar-se uma das repúblicas mais antigas do mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História antiga

Pré-história

Existem evidências arqueológicas que sugerem que povos dedicados à caça se estabeleceram ao norte dos Alpes ao final do Paleolítico há 150.000 anos atrás. Na era Neolítica, esta região estava relativamente muito povoada. Restos de construções datadas de pelo menos 3800 a.C. foram encontradas nas zonas pouco profundas de muitos lagos. Até o ano 1500 a.C., tribos de origem celta se estabeleceram nesta área. Os récios habitaram na zona leste enquanto que os helvéticos assentaram-se no oeste

Antiguidade

No ano 58 os helvécios tentaram invadir a pressão migratória das tribos germânicas mudando-se para a Gália, mas foram derrotados na batalha de Bibracte pelas legiões de Júlio César e enviados de volta. A região alpina foi integrada ao Império Romano e se romanizou em grande escala durante os séculos seguintes. O centro da administração romana estava em Avêntico (Avenches). Outras cidades que foram fundadas: Arbor Félix (Arbon), Augusta Ráurica (perto da Basileia), Basileia, Chur (Coira), Genibra ou Genava (Genebra), Lausana (Lausana), Octoduro (Martigny), Saloduro (Soleura), Túrico (Zurique). Em 259, as tribos dos bárbaros germânicos sobrepassaram os limites da fronteira com o Império romano, criando colônias no território suíço.

Período medieval

Sob o reinado dos reis carolíngios, o feudalismo proliferou, e os mosteiros e bispados constituíram-se em bases importantes para manter o poder. O Tratado de Verdun de 843 outorgou a alta Borgonha (a parte ocidental da Suíça atual) a Lorena e o Reino Alemão (a parte oriental) ao reino oriental de Luís o Germânico, que formaria parte do Sacro Império Romano Germânico. No século X, quando o reinado dos carolíngios enfraqueceu, os magiares destruíram a cidade de Basileia em 917 e São Galo em 926. Só depois de o rei Otão I vencer os magiares em 955, na Batalha de Lechfeld, é que os territórios suíços voltaram a ser integrados no império. No século XII, os duques de Zähringen receberam autoridade para governar parte dos territórios burgúndios que englobavam grande parte da zona ocidental da Suíça moderna. Fundaram muitas cidades, incluindo Friburgo em 1157 e Berna em 1191. A dinastia Zähringen terminou com a morte de Bertoldo V em 1218, e as suas cidades tornaram-se, subsequentemente, reichsfrei (essencialmente uma cidade-estado dentro do Sacro Império Romano-Germânico), enquanto que os duques de Kyburg entraram em competição com a Casa de Habsburgo pelo controlo das regiões rurais que faziam parte do antigo território dos Zähringer.

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Antiga Confederação (1300 - 1798)

Alta Idade Média

A história da Suíça propriamente dita começa a 1 de Agosto de 1291, com os habitantes de Uri, Schwyz e Unterwalden a unirem-se contra os Habsburgos da Áustria, através da Bundesbrief (Carta de Aliança). A união destes três cantões era denominado Waldstätte e habitado principalmente por camponeses, servos e nobres. Este permaneceu durante muito tempo sobre a proteção do Sacro Império Romano-Germânico, até à subida dos Habsburgos ao poder. Em 1318, os Habsburgos e Waldstätte assinaram um tratado de paz, depois da Batalha de Morgarten. Em 1332, Lucerna foi recebida como aliada. Este pequeno povoado foi estrategicamente importante, pois permitiu a navegação no Lago dos Quatro Cantões, que passou a pertencer à Confederação.

Reforma religiosa

A Reforma Religiosa na Suíça começou em 1523, sob a liderança de Huldrych Zwingli, um padre da Grossmünster de Zurique desde 1518. Zurique converteu-se ao protestantismo, sendo seguida por Berna, Basileia e Schaffhausen, enquanto que Lucerna, Uri, Schwyz, Nidwalden, Zug, Friburgo e Soleura continuaram a ser cantões católicos. Glarus e Appenzell ficaram divididos. Esta situação causou várias guerras religiosas entre os cantões (as chamadas Kappelerkriege) em 1529 e 1531, uma vez que cada um dos cantões tornou a religião oposta à sua ilegal e foram criados duas dietas, uma protestante que se reunia em Aarau e uma católica que se reunia em Lucerna (além da dieta formal que ainda se reunia, normalmente em Baden), mas, mesmo assim, a Confederação sobreviveu.

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Fontes consultadas

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