História da Argentina
A história da Argentina tem início com a chegada dos primeiros seres humanos à região, estimada em onze mil anos antes de Cristo.
Os primeiros seres humanos a chegarem no atual território argentino parecem ter vindo pelo extremo sul da Patagônia, provenientes do que hoje é o Chile. A presença humana mais antiga se encontra em Piedra Museo (Santa Cruz) e remonta a 11.000 anos a.C. Junto com os sítios arqueológicos de Monte Verde (Chile) e Pedra Furada (Brasil) constituem, até o momento, os locais de povoamento mais antigos da América do Sul e sustentam a teoria de povoamento recente da América. Outro remoto assentamento foi localizado em Los Toldos, também na província de Santa Cruz, com restos que datam do Décimo milénio a.C. Estes primeiros habitantes do território argentino caçavam milodontes (Milodon darwinii) – semelhantes a um grande urso com cabeça de camelo; já extinto – e hipidions (Hippidion principale) – cavalos sul-americanos que desapareceram há 10.000 anos – além de guanacos, lhamas e emas. Próximo dali também é possível ver as pinturas de mãos e guanacos estampadas 7300 a.C. na Cova das Mãos (Rio Pinturas, Santa Cruz). Trata-se de uma das expressões artísticas mais antigas dos povos sul-americanos e foi declarada Património Mundial pela UNESCO.
Zonas culturais
Os povos primitivos argentinos se dividiram em dois grandes grupos: os caçadores e coletores, que habitavam a Patagônia, o Pampa e o Chaco; e os agricultores, instalados a noroeste, regiões próximas à Cordilheira dos Andes, as serras de Córdova e, mais tarde, a Mesopotâmia argentina.
Culturas andinas do oeste e noroeste
Cultura de Ansilta. Uma das primeiras culturas a desenvolver uma agricultura foi a Cultura de Ansilta, em Mendoza, San Juan e San Luis. Cultura Condorhuasi. No ano 200 a.C. aparece a Cultura Condorhuasi, na atual Catamarca. Foi uma sociedade de pastores de lhamas onde a agricultura era apenas complementar. Tiveram violentos rituais, em que utilizavam de modo xamanista alucinógenos como o angico e realizavam sacrifícios humanos. [carece de fontes?] Estiveram entre os primeiros em realizar ligas metálicas. Atualmente chamam a atenção suas esculturas antropomorfas de pedras. Desapareceu entre o ano 200 e 500 Cultura Tafi (200 a.C.-800 d.C.). Aparece no que hoje é o território de Tucumán. Eram agricultores que cultivavam, entre outras coisas, milho, em bem elaborados andares e socalcos, além de domesticar lhamas.
A conquista espanhola (1516-1665)
Os primeiros europeus chegaram à região com a expedição de Américo Vespúcio, que contornou a entrada do Rio da Prata em 1502. Posteriormente, o navegador espanhol Juan Díaz de Solís, em busca de uma passagem para o Pacífico, descobriu o Rio da Prata em 1516, e ao desembarcar no atual território do Uruguai foi atacado e morto pelos charruas. Os sobreviventes embarcaram novamente até a Espanha, mas muitos destes naufragaram e se refugiaram na Ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis. Fernão de Magalhães percorreu a totalidade do litoral argentino, encontrando-se com os Tehuelches, aos que por sua altura foram denominados Patagões. Acredita-se que navios de sua expedição, desviados por um temporal, haveriam chegado às Ilhas Malvinas; em sua expedição viajou Antonio Pigafetta, autor das primeiras descrições geográficas destas terras. Em 1526 uma expedição com o objetivo de repetir a viagem de Magalhães e Elcano, capitaneada pelo italiano Sebastião Caboto, encontrou-se com os náufragos de Santa Catarina, os quais lhes contaram histórias ocorridas nos locais, segundo os quais, remontando o chamado "Mar de Solís", chegava-se a uma terra chamada "Serra de Prata". Tentados por possíveis riquezas, os expedicionários decidiram ir em sua busca. Assim, internaram-se no "Mar de Solís" (o Rio da Prata), ao que nomearam "Mar Doce". Na ribeira do rio Paraná fundaram o forte Sancti Spiritu, próximo à atual cidade de Coronda (Santa Fé). Percorreu o Rio Paraná, chegando ao Paraguai. Sem sucesso, voltou à Espanha em 1530, onde se difundiram as lendas da Serra de Prata e "O Rei Branco".
Cidades
A fundação da cidade de Colônia do Sacramento pelos portugueses à frente de Buenos Aires em 1680, veio reafirmar o crescimento do contrabando. Tomada meses depois pelo governador do Rio da Prata com um contingente de índios de Misiones, foi restituída à coroa Portuguesa no ano seguinte, através de um tratado. A Colônia foi tomada novamente em 1705, diante do afluxo da Guerra da Sucessão Espanhola, para ser devolvida novamente em 1715, desta vez sob a influência da Tratado de Utrecht. A briga entre Espanha e Portugal pelo Rio da Prata continuou em 1724, quando o governador espanhol Bruno Mauricio de Zavala funda a cidade de Montevideo para evitar a tomada da baía por um contingente proveniente do Brasil. Em 1750, a Espanha, pelo Tratado de Permuta, troca a Colônia pelo Mato Grosso e parte das missões jesuítas, originando uma guerra entre bandeirantes e guaranis, sendo este tratado revogado em 1761; em 1762, por conta da Guerra dos Sete Anos, o governador Pedro de Cevallos toma pela terceira vez a Colônia, que é devolvida no ano seguinte à coroa Espanhola em troca de Havana e Manila, tomadas pelos ingleses.
A colônia e o vice-reinado (1665-1810)
A repressão dos indígenas nos vales Calchaquies, a entrega em mita de muitos deles para trabalhar nas minas de Potosí, o processo de mestiçagem e a grande aculturação fizeram que as encomiendas dessem lugar a um campesinato relativamente livre. Na segunda metade do século XVI, tanto o Alto Peru e Tucumán como o Paraguai exigiam a criação de um porto no Atlântico Sul para poder estabelecer laços de comércio mais próximos com a Espanha e diminuir seu isolamento. É por estes motivos — e pela ameaça de incursões estrangeiras no Rio da Prata — que a Coroa Espanhola autoriza a segunda fundação de Buenos Aires. Desde então a cidade se converteu na saída natural dos produtos altoperuanos (entre eles a prata) e do Paraguai. Estabeleceu-se então, na década de 1580, um lucrativo comércio entre Tucumán e o Brasil através da cidade. Porém, devido à saída não autorizada de metais preciosos por esta via, em 1594 a coroa proíbe o comércio no porto de Buenos Aires, com algumas exceções para evitar o desabastecimento da população: a autorização de embarcar duas embarcações anuais com produtos da região (couro, principalmente) e uma certa tolerância com o contrabando.
Vice-Reis
Em 1776 a Espanha se dá conta da necessidade em expulsar os portugueses do Rio da Prata, quando decide pela criação do Vice-Reinado da Prata, tendo como capital a cidade de Buenos Aires. Dessa forma, Pedro de Cevallos é enviado na chefia de um importante exército, que foi aumentado com um contingente de guaranis, acostumados a lutar contra os portugueses. Cevallos toma Colônia e a destrói, jogando sal no local de forma simbólica (a exemplo de Cartago), já que brevemente a cidade seria repovoada por criollos. Enquanto preparava o ataque à província do Rio Grande do Sul, firma-se em 1777 o Tratado de Santo Ildefonso, que repete as cláusulas do Tratado de Permuta.
Invasões inglesas
As guerras napoleônicas também repercutiram na Argentina. Em 1797 o vice-rei Antonio Olaguer y Feliú autorizou o comércio com países neutros, devido às dificuldades no comércio com a Espanha por conta das hostilidades. Isto trouxe ao comércio navios estadunidenses e o aumento da presença britânica no comércio portenho. Com a entrada aberta da Espanha na guerra ao lado da França, a Grã-Bretanha começou a fazer planos para obter mais influência nas colônias espanholas. Em 1806, após a tomada da colônia holandesa no Cabo da Boa Esperança, o comandante Home Pophan, junto ao general William Carr Beresford zarparam até o Rio da Prata, aparentemente por iniciativa própria. A frota toma primeiro Montevideo, para depois se dirigir a Buenos Aires.
O processo de independência
As notícias da Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa insertaram ideias liberais na América Latina. A Argentina começou seu processo de independência da Espanha em 25 de maio de 1810, em um episódio denominado Revolução de Maio, empenhando-se em guerras contra os espanhóis e seus partidários (realistas); a revolução não teve uma calorosa acolhida em todo o vice-reino: outras regiões do Rio da Prata estavam tão interessadas em se tornarem independente de Buenos Aires como da Espanha. [carece de fontes?] A 18 de maio de 1810 chegou ao porto de Buenos Aires a notícia da queda da Junta Central e da tomada de Sevilla pelo franceses, que já dominavam a Península.
Os Diretores Supremos (1813-1825)
A Executiva Nacional esteve ocupada durante este período pelo Diretor Supremo da Confederação Argentina, cargo equivalente ao atual presidente. O Direitor Supremo é nomeado pelo Congresso. Administra o tesouro, fixa as fronteiras do país, lidera o exército e nomeia ministros. A criação de impostos e emissão de leis estará a cargo do Congresso. A Assembleia do ano XIII ou Assembleia Constituinte de 1813 fez a primeira Constituição, estabelecendo uma forma republicana de governo: o executivo responsável pelo Director Supremo, o Legislativo unicameral e o judiciário nas mãos dos juízes de paz. O país será uma república confederada.
Governo Gervasio Posadas (1813-1817)
Em 1813, Gervasio Posadas foi nomeado Direitor Supremo pelo Congresso. Uma das principais medidas foi nomeado San Martín como governador de Cuyo, enviando tropas e dinheiro para iniciar a campanha para libertar o Chile eo Peru. Além de tropas de comando e dinheiro para derrubar José Artigas tropas espanholas do Uruguai. declara igualdade de direitos entre brancos e índios, deu liberdade aos escravos que permaneceram no país, para tentar modernizar o país introduzindo ideias iluministas, espalhe o pensamento de Rousseau, Voltarie e outros pensadores franceses. A Assembleia do ano XIII, também conhecida como a Soberana Assembleia Constituinte de 1813, foi realizada em Buenos Aires de 1813 a 1817. Ele agiu como o Legislativo, afirmou o princípio da soberania do povo, enviou a primeira moeda cunhada em ouro e prata, aboliu a escravidão em todo o país, aboliu títulos de nobreza, aboliu a Inquisição, declarou a liberdade de culto e proclamou a liberdade de imprensa. Durante seu governo, declarou formalmente a independência.
Governo José Rondeau (1817-1821)
Em 1817 asamble escolhe o Direitor Supremo José Rondeau. Durante este período, campanhas de San Martín obtiveram a independência do Chile e Peru. As campanhas para libertar os países vizinhos do domínio espanhol, foram uma carga pesada para o erário público, para resolver este problema organizar um novo sistema fiscal que irá substituir o imposto era colonial. As campanhas para libertar os países vizinhos do domínio espanhol, foram uma carga pesada para o erário público, para resolver este problema organizar um novo sistema fiscal que irá substituir o imposto era colonial. Para impulsionar o crescimento do comércio foram eliminados os impostos sobre as empresas e criando incentivos "Saladeros" (fábrica projetada para produzir carne salgada) para exportação para Cuba e Brasil. Em 1820, José de San Martín preparava um exército destinado a libertar o Chile e o Peru declarando sua independência. Em 26 de junho de 1822 celebrou-se a histórica reunião com Simón Bolívar. Os ventos (e os líderes) da Independência da Argentina sopraram para as demais colônias espanholas na América do Sul. Os argentinos consideram San Martín — que realizou a campanha de independência da Argentina, Chile e Peru — como herói de sua emancipação e "Pai da Pátria". Em 1820, José de San Martín preparava um exército destinado a libertar o Chile e o Peru declarando sua independência.
Governo Martín Rodríguez (1821-1825)
Uma de suas primeiras ações foi ditar uma lei reconhecendo a pensão para os soldados que lutaram na Guerra da Independência. Com a lei da reforma do clero, a Igreja passou por controle estatal, aboliu a lei eclesiástica e dízimo, algumas ordens religiosas foram suprimidas e algumas terras de conventos foram secularizadas. O estado com suporte a expansão do sistema de ensino em todos os níveis, com base em modelos europeus, tentando substituir a Igreja a responsabilidade de educar. Estabeleceu que o ensino público era livre e, ao mesmo tempo eliminou o ensino obrigatório da religião católica. No plano econômico fundou a primeira Bolsa de Valores. Fez uma reforma financeira, a fim de estabelecer um financiamento mais simples e eficiente e reativar.
Governo Rivadavia e Vicente López
Em 1826 o Congresso nomeou Bernardino Rivadavia presidente constitucional. Rivadavia era um Centralista que já mostrara anteriormente seu modo de governar quando exerceu o cargo de ministro de governo da província de Buenos Aires em 1821. Neste período o governo provincial focou, principalmente, nos melhoramentos da cidade de Buenos Aires, freqüentemente repartindo o seu custo com todo o país, para torná-la uma cidade com ares mais europeus. Rivadavia construiu largas avenidas, escolas, calçamento de ruas e iluminação pública e fundou a Universidade de Buenos Aires, assim como dos cursos de teatro, geologia e medicina.Durante seu governo federal a partir de 1826, ele criou diversos museus e expandiu a biblioteca nacional e protagonizou escândalos de corrupção. Durante seu mandato, houve a guerra com o Brasil referente à Província Cisplatina, atual Uruguai. Rivadavia renunciou ao governo em 1827. Alejandro Vicente López y Planes (1785 - 1856) assumiu interinamente entre 7 de Julho a 18 de Agosto até que a legislatura provincial (de base federalista) elegeu Manuel Dorrego como em 12 de agosto. Lopez y Planes, além de político, foi escritor e advogado e autor da letra do hino nacional argentino, adotado em 11 de Maio de 1813. Durante seu governo assinou com as províncias o Pacto de San Nicolas de los Arroyos.[carece de fontes?]
Governo Manuel Dorrego
Dorrego formou seu governo por estancieiros. Empenhou-se na restauração das relações com os caudilhos do interior e na construção de uma base política popular na província de Buenos Aires, o que resultou em uma vitória expressiva nas eleições provinciais de maio de 1828. Continuou com a política cultural de seu antecessor, foi fundada novas escolas nas principais cidades do país e está dotado com o maior orçamento para a construção de uma rede viária moderna. Em 5 de setembro de 1828 foi a celebração do acordo entre Brasil e Argentina que reconheceu a independência do Uruguai, também assinou tratados de paz com grupos indígenas da fronteira. Também tratados assinou tratados de paz e comércio com o , Chile, Bolívia e Paraguai Expandiu o progresso do Buenos Aires dentro do país: foram construídos museus, escolas, teatros e bibliotecas em cidades pequenas do interior do país. Foi deposto em 1 de dezembro e executado em 13 de dezembro de 1828.
Domingo Faustino Sarmiento foi eleito em 1868 e, em seu governo, duplicou o número de escolas públicas e construiu por volta de 100 bibliotecas públicas. Sua política educacional teve como objetivo a ampliação e unificação do ensino secundário, com a ideia de estender as ideias liberais entre os jovens. A construção Da Central ferrovia-de Rosário a Córdova e sul começou. A imigração europeia também foi incentivada. Uma das primeiras medidas de Sarmiento foi organizar o primeiro censo do país, realizado em 1869, que rendeu o resultado de 1.836.490 habitantes no país. 8% do total eram imigrantes europeus, 70% eram rural. Durante seu mandato, A imigração aumentou significativamente, com a chegada de 280 000 imigrantes, que se estabeleceram principalmente na cidade de Buenos Aires e em colônias agrícolas nas províncias costeiras. Durante sua presidência, a Guerra do Paraguai se encerra, com a Argentina anexando às custas do Paraguai, o território que hoje corresponde à província de Formosa. Durante esta fase, as políticas de imigração, de desenvolvimento agrícola e a promoção do modelo agro-exportador da economia tornaria a argentina rica anos depois. Sob sua presidência foi construído grandes portos, como San Pedro Zárate (Buenos Aires). Ele projetou um novo porto moderno em Buenos Aires e colocou cerca de 5.000 km de linhas telegráficas. Em 1873 ele criou o Banco Nacional, que emprestou o dinheiro a juros baixos. A rede ferroviária aumentou de 573 milhas em 1868, para 1.331 em 1874. Em 1874, Sarmiento entregou a presidência ao seu sucessor, Nicolás Avellaneda. Posteriormente, Sarmiento se opôs ao regime conservador liderado por Julio Argentino Roca.
Governo de Juan Manuel de Rosas (1829-1832)
Em 8 de dezembro de 1829 foi proclamado presidente da Confederação Argentina com o apoio do Partido Federal. Governou entre 1829-1832. A primeira coisa que fiz foi fazer um Rosas extraordinário funeral, trazendo os restos mortais do Dorrego capital, que ele pegou a vontade dos seguidores do líder federais tarde partido. Advogou pela unidade nacional através de pactos federativos. Esta primeira administração das Rosas foi um governo progressista: cidades foram fundadas, foi alterado o Código Comercial ea Disciplina Militar, foi regulamentada a autoridade de juízes de paz das cidades do interior e assinou tratados de paz com os chefes indígenas, o qual foi obtido no tranquilidade fronteira. Renunciou em 1832 deixando o posto com um homem de sua confiança, Balcarce. Com exportações de carne bovina para a Inglaterra, a atividade comercial cresceu fortemente. As finanças da confederação eram favoráveis, ea estabilidade econômica foi alcançada. Este período foi caracterizado pela expansão da pecuária, a chegada de alguns investimentos da Inglaterra e da França, eo progresso econômico das classes camponesas.
Governo Balcarce (1832-1835)
Juan Ramón Balcarce foi proclamado presidente da Confederação Argentina em 1832, governou entre 1832 e 1835, parte sob as rédeas de Juan Manuel de Rosas. Durante seu mandato, ele fundou a Casa da Moeda, e conduzir o desenvolvimento da pecuária e indústrias de couro. Seu governo não teve grandes realizações e sua falta de liderança propiciou em 1835 o retorno de Juan Manuel de Rosas ao poder. Ele continuou com as políticas econômicas de seu antecessor e controle de várias missões comerciais a vários países da Europa para consolidar o modelo de exportação agrícola. Em 1835 entregou a presidência ao seu sucessor Rosas.
Segundo Governo Rosas
Foi novamente proclamado presidente da Confederação Argentina em 1835. Organizou o Partido Restaurador em 1836. Em seu segundo governo, Rosas tenta legitimar seu governo através de um plebiscito onde ele obtém uma vitória esmagadora. Em 1838 enfrentou o bloqueio da armada francesa e o enfrentamento à Confederação Peruano-boliviana. Em 1842, com apoio dos governadores do interior e após conseguir um tratado com a França. As políticas o desenvolvimento agrícola e promoção das exportações, fazer o seu caminho para o modelo que prevalece há décadas. A abertura da porta interior provoca uma verdadeira exportador "Boom", passando de 450 mil peles por ano em 1839, para 1,7 milhões em 1845.
Governo Urquiza
Em aliança com os progressistas, Justo José de Urquiza, líder do Partido Federal ganha as eleições em 1851. Urquiza foi proclamado presidente da Confederação em 1852. Pouco depois de assumir organizou o Congresso Constituinte de Santa Fé (1853), que aprovou no ano seguinte uma nova Constituição de caráter republicano, representativo e federal, que substituiu a antiga constituição unitaria de 1826. Em seu governo se obteve a unidade do país e se iniciou um período de progresso. Durante sua presidência as relações exteriores da argentina melhoraram, a educação pública foi impulsionada, foi promovida a colonização e se iniciaram planos para a construção de ferrovias. Comunicações foram modernizadas, vieram empresas privadas de transporte de passageiros, correio e carga cozinhas de alto valor, que ligou a maior parte das cidades. Ocorreu um forte aumento da produção agrícola nas províncias costeiras, com a criação de colônias agrícolas em seu território, atraindo para eles imigrantes europeus. A primeira colônia agrícola era Esperanza (Santa Fe), fundada em 1855, com imigrantes suíços. Centenas de colônias agrícolas foram fundadas em Santa Fé, Entre Ríos e Buenos Aires, durante o seu governo. Urquiza desenvolveu uma intensa atividade, promovendo a criação de escolas, abrindo a imprensa na Universidade de Córdoba, que regulamentou a educação e a educação indígena, tambem nomeou uma comissão responsável pela elaboração de códigos legais nacionais unificados instituindo a primeira Suprema Corte de Justiça da Argentina e iniciar a construção de uma linha ferroviária de Santiago de Chile.
Governo Santiago Derqui
Em 1860 foram realizadas eleições onde foi eleito Santiago Derqui para presidente, Urquiza e Bartolomé Mitre foram eleitos governadores de Entre Ríos e Buenos Aires, respectivamente. Derqui tinha sido ministro da Justiça no governo do presidente urquiza. Derqui era um homem capaz e tenaz, mas graças a uma longa doença, o seu mandato foi alternando com períodos de inatividade quase total. Durante seu breve governo foi construida uma nova ferrovia ao sul de Buenos Aires, continuo com a política de atração de imigrantes europeus e estabeleceu os primeiros direitos políticos das mulheres, embora elas ainda não tivesse o direito de votar. Depois de renunciar em 1861 devido a problemas de saúde passou a ser um professor de filosofia e reitor da Universidade de Cordoba.
Governo Bartolomé Mitre
Após derrotar Urquiza na batalha de Pavón, mitre inicialmente assumiu de forma interina. Em 1862 foi eleito presidente constitucional por um período de seis anos. Durante sua presidência, a administração da justiça foi organizada. O Supremo Tribunal da Argentina tornou-se operacional em 15 de janeiro de 1863, e nos meses seguintes tribunais federais também foram organizados em todas as províncias, também unificou o Código Comercial. Também em sua presidencia eclodiu a Guerra do Paraguai, também chamada de guerra da tríplice aliança pelos argentinos e grande guerra pelos paraguaios, onde a Argentina, aliada a Brasil e Uruguai, enfrentou o Paraguai. A guerra contra o Paraguai gerou fortes protestos sociais da população. Oposição de intelectuais e jornalistas contra a guerra levou a Mitre a reprimir aqueles que se manifestavam contra e censurar jornais adversários Em 1868, Mitre entregou a presidência ao seu sucessor, Domingo faustino Sarmiento.
Em 6 de setembro de 1930 ocorre o golpe de estado liderado pelo general José Félix Uriburu, ligado aos grandes proprietários de terra e os conservadoresLisandro de la Torre, do Partido Socialista e seu aliado, o Partido Democrata Progressista, denunciaram os atos de corrupção em benefício da elite rural o que incluiu o assassinato do senador Enzo Bordabehere dentro do Senado.
Governo Agustín Pedro Justo
Agustín Pedro Justo foi eleito presidente em 8 de novembro de 1931, com o apoio da aliança chamada 'Concordância' que era composta pelo Partido Demócrata Nacional, a UCR antipersonalista e o Partido Socialista Independente. Justo governou entre 1932 e 1938. Esse novo grupo político governou durante 1932-1943. A economia se recuperou rapidamente da crise de 30 e emergiu mais forte. Desemprego cai para 3,6 por cento em 1934, devido aos regimes de obras públicas. Nesse ano as reservas internacionais estão em seu ponto mais alto na história. Em 1933 foi firmado o pacto Roca-Runciman, que privatizou o setor ferroviário em troca de vantagens na exportação de carne para o Reino Unido.
Governo Marcelino Ortiz
Em 1938, justo entregou a presidência ao seu sucessor M.Ortiz. Roberto Marcelino Ortiz governou de 1938 a 1942, era um radical "antipersonalista", opositor a Yrigoyen. Foi eleito por uma margem estreita. Durante seu governo intermediou o pacto de paz entre o Paraguai e a Bolívia, que haviam se enfrentado nos anos anteriores na Guerra do Chaco. A eclosão da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939 descobriu que a Argentina foi declarado neutro no conflito. Por motivos de saúde deu lugar a seu vice, Ramón Castillo ocupou a presidência até 1943. Durante os governos da Concordância, a industrialização do país se espalhou para outras grandes cidades como Rosário, Tucuman, Cordoba, Mendoza, Bahía Blanca. Em 1943 foi deposto pelas mãos do GOU (Grupo de Oficiais Unidos), militares de tendências filofascistas, anticomunistas e ultracatólicas. Em 17 de outubro de 1945, ovimentações populares organizadas pela CGT conseguiram a libertação de Perón.
O primeiro governo de Juan D. Perón (1946-1955)
Nas eleições de 1946 Perón se apresentou como candidato do Partido Laborista (Trabalhista), tendo como vice um radical da dissidente Junta Renovadora. Perón tinha uma linha política que incluía elementos (nacionalista, antinorte-americana, trabalhista). A aliança que Perón aglutinou era heterogênea em suas ideias políticas. Estavam juntos: Os sindicalistas da CGT, Os Yrigoyenistas do FORJA, o Partido Socialista, o Partido Independente; o Partido democrata Progressista e os conservadores das províncias do interior. No outro lado estavam juntos a União Democrática, os conservadores da Província de Buenos Aires, e o embaixador dos Estados Unidos, Spruille Braden. Perón foi eleito com 56% dos votos.
O estado de bem-estar e a economia no peronismo
Perón realizou uma política industrial de desenvolvimento, a fim de promover a rápida industrialização do país, incentivou a entrada de capital industrial estrangeiro. Para alcançar a auto-suficiência assinado assinou contratos de exploração petrolífera com companhias estadunidenses. Políticas de estímulo às exportações, o investimento estrangeiro na indústria automobilística e de petróleo, mantendo os altos salários, direitos trabalhistas e do forte investimento em obras públicas, permaneceram projeto de política económica global para os próximos 20 anos. A chegada do peronismo produziu-se em pleno período pós-guerra, a debilidade econômica da Europa em ruínas e a liderança dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, mediante o Plano Marshall. Argentina se encontrava pela primeira vez em sua história na posição de credor dos países centrais, graças a suas exportações de carne e grãos às potências beligerantes. O principal devedor era o Reino Unido, que diante da emergência declarou sua iliquidez, bloqueando a livre disponibilidade de seus montantes. O governo optou por utilizar estes créditos para a estatizações as ferrovias de capital britânico.
O segundo governo de Juan D. Perón
Em 1951, Eva Perón tentou acender à nomeação de vice-presidente no segundo mandato de Perón. Apesar do respaldo da CGT, a oposição militar a conduziu à sua célebre renúncia em um ato na Avenida 9 de julho. Perón volta a se eleger em 1951, ganhou com 62% dos votos. O segundo governo peronista foi caracterizada por um aprofundamento de políticas distributivas que caracterizaram o primeiro governo, dando maior ênfase à melhoria da educação e da saúde pública: a mortalidade infantil era de 80,1 por mil em 1943, caiu para 66,5 por mil em 1953 e a expectativa de vida aumentou de 61,7 anos para 66,5 anos em 1953. Lançou um programa de obras públicas, em 1942, cerca de 6,5 milhões de pessoas tinham abastecimento de água correndo 4 milhões de serviços de esgoto, e em 1955 os beneficiários eram 10 milhões e 5,5 milhões, respectivamente. Evita morreu de câncer uterino, aos 33 anos, em 1952. Em 1954 o Congresso aprovou uma emenda ao Código Civil que autoriza o divórcio, eliminando isenções fiscais para as instituições religiosas, a igualdade jurídica entre o homem e a mulher.
Durante os anos 60 e 70 os governos eleitos foram derrubados por golpes militares.[carece de fontes?] Paradoxalmente a economia registrou um dos mais altos índices de crescimento do mundo (Gerchunoff et al). Durante esta fase peronismo foi banido até 1972. Em 1972 Perón volta ao país e o claro triunfo do Peronismo nas eleições de 1973 é afetado pela morte do mesmo no ano seguinte.
A Revolução Libertadora (1955-1958)
Em 6 de setembro de 1955 as Forças Armadas, a mando do general Eduardo Lonardi, derrubam Perón e estabelecem a chamada Revolução Libertadora pelos partidos liberais. Poucos dias depois, o general Pedro Eugenio Aramburu tirou Lonardi do cargo, tomou a presidência e revogou a Constituição Nacional, procedeu-se a remoção dos membros da Corte Suprema. e reprimiu sistematicamente a expressão das ideias políticas peronistas, foram fechadas publicações como a revista "De Frente" e o jornal Palabra Argentina, este último fechado a 9 de junho de 1957, simultaneamente com o encarceramento do seu diretor, Alejandro Olmos. Em 1956 o governo militar ordenou o fuzilamento de 31 militares e civis peronistas. Pedro Eugenio Aramburu interveio e todos os sindicatos da CGT, mais de 150 mil foram desativados delegados de fábricas e preso centenas de líderes peronistas. Comissões especiais foram criados para os políticos peronistas perseguem. General Aramburu condenada a roubar o cadáver de Evita ea CGT não desapareceu há mais de 15 anos, clandestinamente o cadáver foi enviado à Itália e enterrado com nome falso em Milão. Em 1972 foi devolvido a Perón. Atualmente se encontra no cemitério de La Recoleta em Buenos Aires.
Presidência de Arturo Frondizi (1958-1963)
Em 1958 Arturo Frondizi, pela União Cívica Radical Intransigente e com um projeto desenvolvimentista, ganhou as eleições presidenciais com apoio do peronismo ilegalizado. A União Cívica Radical do Povo, dirigida por Ricardo Balbín, obteve a primeira minoria. Seu governo foi economicamente alinhado com os Estados Unidos — fazendo parte da Aliança para o Progresso — e diplomaticamente independente, com apoio a Cuba após a imposição do embargo econômico estadunidense. Durante o governo de Frondizi, a nova Lei Sindical. º 14 455 passou, estabelecendo um modelo de união de absoluta liberdade de criação de sindicatos por registo simples e alocação de reconhecimento. A lei também estabeleceu o reconhecimento da figura do delegado, como um representante do sindicato no local de trabalho para todos os trabalhadores escolhidos.
Presidência de Arturo Illia (1963-1966)
Em 7 de julho de 1963 ocorrem novas eleições presidenciais, com a proscrição do peronismo, sendo eleito Arturo Umberto Illia, candidato da União Cívica Radical do Povo. Illia assumiu em 12 de outubro de 1963. Seu primeiro ato de governo consistiu em eliminar as restrições que pesavam sobre o peronismo. Também foram revogadas as restrições eleitorais, habilitando a participação do peronismo nos comícios legislativos de 1965. Também revogou-se a proibição ao Partido Comunista e se promulgou penalidades à discriminação e violência racial. Arturo Frondizi iniciou em seu governo uma política de exploração petrolífera baseada na concessão de territórios a empresas privadas, reservando à empresa estatal YPF a atividade de exploração e compra da produção das empresas concessionárias. Illia em sua plataforma eleitoral agregava que a política de concessões era contrária aos interesses nacionais, comprometendo-se a anular os contratos de concessão, o que ocorreu em 15 de novembro de 1963. As eleições legislativas sem restrição partidária ocorrem em 1965, com vitória do Peronismo sobre a União Cívica Radical por mais de meio milhão de votos.
Presidências de Cámpora, Perón e Isabel Martínez (1973-1976)
Em 11 de março de 1973 nas eleições gerais houve um acachapante triunfo do peronismo, ainda que o próprio Juan Perón tenha sido proibido de se apresentar como candidato. Poucos meses depois, em 13 de julho deste ano, o presidente Héctor José Cámpora renuncia para permitir novas eleições nas quais Perón, chegado do exílio, em 20 de junho, vence. Perón lançou um pacto social entre a Confederação Geral do Trabalho, o empresariado nacional e do estado, que incluiu aumentos salariais e congelamento de preços. Ele voltou com as diretrizes econômicas do primeiro governo, com uma política nacionalista, distribucionista, e destina-se a atrair investimentos. Seus resultados foram positivos: a inflação diminuiu (de 6,2% para 1,7% ao ano), os salários reais recuperado por 13,33%. O aumento dos salários e do crescimento da despesa pública encorajou a atividade doméstica.
Jorge Rafael Videla (1976-1981)
A 24 de março de 1976 um golpe militar. As três forças armadas estabelecem uma ditadura autodenominado Processo de Reorganização Nacional, presidido originalmente por Jorge Rafael Videla, que se caracterizou por acentuada repressão, levando a cabo constantes perseguições, torturas e execuções de presos políticos. Assim como os outros países do Cone Sul, o governo argentino integrou a Operação Condor. Jorge Rafael Videla prestou apoio ao crescente terrorismo praticado por movimentos paramilitares como o Aliança Anticomunista Argentina. A administração de Videla foi marcada por violações sistemáticas aos direitos humanos, e o terrorismo de estado e da guerra principalmente nos meios estudantis, além de questões de limites de fronteira com o Chile, que estiveram próximas de um conflito armado — matéria diplomaticamente mediada por João Paulo II. Em 1977 devido aos detidos desaparecidos surge as Mães da Praça de Maio, associação de mães que durante anos reivindicou do governo o paradeiro de seus filhos. As caminhadas ocorriam todas as quintas-feiras e só deixaram de ser realizadas em 2006.
Leopoldo Galtieri (1981-1983)
Em 1982 iniciou-se a Guerra das Malvinas contra o Reino Unido, disputando-se a soberania das ilhas. O fracasso das tropas argentinas e a morte de aproximadamente 600 jovens soldados e as violações maciças aos direitos humanos propulsionou o golpe definitivo ao regime militar. Estimou-se que o número de vítimas do governo é 10 mil pessoas. A marca da ditadura foi a repressão sobre os elementos politicamente mais ativos, como jornalistas e sindicalistas. Na atualidade este processo é condenado por grande parte da população. A derrota na Guerra obrigou o regime militar a convocar eleições.


