Guerra de Gaza
A Guerra de Gaza, também conhecida como Guerra Israel-Hamas ou Guerra Israel-Gaza, é um conflito armado que se iniciou em 7 de outubro de 2023. O estopim foi um ataque terrorista coordenado contra Israel por diversos grupos militantes palestinos, que atingiram cidades, passagens de fronteira, instalações militares adjacentes e assentamentos civis próximos à Faixa de Gaza. Descrito por alguns como uma Terceira Intifada, o conflito começou com um bombardeio de mísseis contra Israel e incursões em território israelense, com ataques direcionados a militares e comunidades civis. A resposta israelense, com bombardeios e incursões militares em Gaza, foi denominada Operação Espadas de Ferro. A guerra tem sido marcada por brutalidade e privações, com acusações de crimes de guerra cometidos por Israel e pelo Hamas.
Pontos-chave
- O conflito iniciou em 7 de outubro de 2023 com um ataque palestino coordenado contra Israel.
- Israel respondeu com a Operação Espadas de Ferro, intensificando os bombardeios e incursões em Gaza.
- O Hamas nomeou seu ataque de Operação Dilúvio de Al-Aqsa.
- A guerra envolveu a entrada do Hezbollah e dos Hutis, ampliando o conflito regional.
- Há acusações de crimes de guerra e genocídio contra ambas as partes, com investigações em andamento.
Os grupos militantes palestinos nomearam seu ataque de 'Operação Dilúvio de Al-Aqsa', enquanto Israel lançou a contraofensiva 'Operação Espadas de Ferro'. O conflito também é referido como Guerra Israelo-Palestina e, por alguns, como a Terceira Intifada, coincidindo com o 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur.
O conflito tem raízes profundas, intensificadas após a retirada israelense de Gaza em 2005 e a ascensão do Hamas ao poder em 2007. Desde então, a Faixa de Gaza tem estado sob bloqueio israelense e egípcio. O ataque de 2023 ocorreu após semanas de violência na fronteira e em meio a negociações de trégua. Em 2023, antes do ataque, centenas de palestinos e israelenses haviam sido mortos em confrontos. As negociações entre Israel e Arábia Saudita para normalização de relações também foram mencionadas como um pano de fundo.
A ofensiva palestina, nomeada Operação Dilúvio de Al-Aqsa, começou em 7 de outubro de 2023 com milhares de mísseis disparados de Gaza contra Israel e incursões terrestres. A resposta israelense, Operação Espadas de Ferro, incluiu bombardeios aéreos em Gaza e a mobilização de reservistas, com declarações de estado de emergência e fechamento de estradas.
Ofensiva Palestina
Na manhã de 7 de outubro de 2023, o Hamas anunciou o início da 'Operação Dilúvio Al-Aqsa', disparando mais de 5 mil mísseis contra Israel em 20 minutos. Relatos indicaram pelo menos 2.200 projéteis lançados, resultando em mortes e explosões em diversas cidades israelenses. O Hamas apelou a muçulmanos globalmente para atacar e militantes abriram fogo contra barcos israelenses, além de confrontos na cerca de Gaza.
Contra-ataque Israelense e Invasão de Gaza
O ataque surpresa coincidiu com o feriado judaico de Simchat Torá. O sistema Cúpula de Ferro foi ativado e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conduziu avaliações de segurança. As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam prontidão para guerra, atacaram alvos em Gaza e aprovaram a mobilização de reservistas. O Hamas foi alertado sobre um 'grave erro', e reservistas foram destacados para várias fronteiras. Civis em Israel foram instruídos a permanecer próximos a abrigos.
Duas propostas de cessar-fogo foram apresentadas. Uma, em janeiro de 2025, mediada por Egito, Qatar e EUA, propunha um acordo em três etapas com troca de prisioneiros e retirada de tropas. Outra, em outubro de 2025, anunciada por Donald Trump, continha 20 pontos e um prazo para o Hamas aceitar, sob ameaça de retaliação.
Proposta de Janeiro de 2025
Uma proposta de cessar-fogo e troca de prisioneiros foi acordada em 15 de janeiro de 2025, redigida por mediadores egípcios, cataris e americanos. A iniciativa em três etapas previa um cessar-fogo de seis semanas com libertação de reféns israelenses em troca de palestinos, seguido por um cessar-fogo permanente, retirada total das tropas israelenses de Gaza e um plano de reconstrução de três a cinco anos.
Plano de Outubro de 2025
Em 29 de setembro de 2025, Donald Trump anunciou um novo plano de paz negociado com países árabes e muçulmanos. O plano, conhecido como 'plano de 20 pontos de Trump', incluía um novo cessar-fogo e a libertação de todos os reféns na primeira fase. Trump estabeleceu um prazo até 5 de outubro de 2025 para o Hamas aceitar a proposta, sob pena de 'enfrentar o inferno'.
O conflito resultou em um número significativo de vítimas em Gaza, Israel e Líbano. Houve entrada do Hezbollah e dos Hutis, ampliando a escala regional. Jornalistas e civis, incluindo brasileiros, foram afetados.
Entrada do Hezbollah e Hutis
Em 8 de outubro de 2023, o Hezbollah juntou-se ao conflito com disparos de mísseis e artilharia contra Israel, em solidariedade ao Hamas. Israel respondeu com ataques ao Líbano. Combates continuaram, aumentando o risco de escalada. Os Hutis também entraram no conflito, embora detalhes específicos não sejam fornecidos aqui.
Vítimas na Palestina
Após os ataques aéreos israelenses, o Ministério da Saúde palestino em Gaza relatou um número não especificado de feridos. Posteriormente, informou 198 palestinos mortos e 1.610 feridos. Relatos indicaram mortes em ataques aéreos e confrontos na cerca de Gaza. Pelo menos três jornalistas palestinos morreram desde o início do conflito (necessária atualização).
Vítimas em Israel
O Magen David Adom de Israel relatou inicialmente uma morte e 16 feridos por mísseis, com duas pessoas em estado grave. Posteriormente, as autoridades informaram pelo menos 40 mortos e 740 feridos, com 77 em estado crítico. Houve mortes civis em Kfar Aviv, Ascalão e Yavne. O chefe do Conselho Regional Sha'ar HaNegev também foi morto em troca de tiros. Cerca de 68 vítimas foram relatadas em Ascalão e 280 em Bersebá.
Vítimas no Líbano
Em 13 de outubro, o jornalista Issam Abdallah morreu em um bombardeio na fronteira com Israel. Em 2 de janeiro de 2024, Saleh al-Arouri, membro sênior do Hamas, foi assassinado em Beirute. Em 1 de junho, uma mulher e seus dois filhos brasileiros ficaram feridos após um bombardeio destruir sua casa em Saddike.
Diversos países condenaram os ataques do Hamas e expressaram solidariedade a Israel, reconhecendo seu direito à autodefesa. A União Europeia, Áustria e Alemanha suspenderam a ajuda humanitária à Palestina. Os EUA enviaram apoio militar a Israel.
Condenação Internacional e Apoio a Israel
Líderes de países como Argentina, Índia, Taiwan, a maioria dos países europeus e os Estados Unidos condenaram os ataques do Hamas, expressaram solidariedade a Israel e afirmaram o direito israelense à autodefesa. As táticas do Hamas foram descritas como terrorismo. A União Europeia, Áustria e Alemanha suspenderam a ajuda humanitária à Palestina e revisaram outros projetos de auxílio. Os EUA anunciaram o envio de um porta-aviões, contratorpedeiros, cruzadores, caças e munições para Israel como apoio militar e para reforçar a dissuasão.
Acusações de Genocídio
Em novembro de 2023, especialistas da ONU apontaram 'graves violações' e 'genocídio em formação' por parte de Israel contra palestinos. Israel rejeitou a acusação. Em janeiro de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) iniciou o julgamento de uma ação da África do Sul acusando Israel de genocídio. A iniciativa foi apoiada por vários países árabes e latino-americanos. Alemanha, EUA e Canadá apoiaram Israel, enquanto a UE não se posicionou sobre as alegações, mas apoiou o TIJ.
Durante o conflito, circularam notícias falsas e fotografias enganosas, incluindo a suposta prisão de um general israelense e a destruição de uma igreja em Gaza. Contas falsas em redes sociais promoveram desinformação sobre a guerra.
O ataque de 7 de outubro representou uma escalada sem precedentes no conflito Israel-Hamas, destacando-se pela sua escala e abrangência. Foi considerado uma das maiores falhas de inteligência da história recente de Israel, demonstrando a incapacidade do governo em antecipar o evento.


