Grupo RBS
O Grupo RBS é um conglomerado de mídia brasileiro, fundado em 31 de agosto de 1957 por Maurício Sirotsky Sobrinho. Trabalha conteúdos jornalísticos, de entretenimento e de serviços por meio de emissoras de rádio e de televisão, jornais e portais de internet.
Em 1950, Maurício Sirotsky Sobrinho mudou-se de Passo Fundo em definitivo para Porto Alegre, atuando como locutor na Rádio Farroupilha e, no ano seguinte, na Rádio Difusora. Tornou-se gerente de publicidade das Emissoras Reunidas em 1952 e, em 1953, fundou a Rádio Publicidade Ltda., escritório de representação de emissoras e jornais do interior do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Em 1956, estreia na Rádio Farroupilha o Programa Maurício Sobrinho, atração de auditório apresentada no Cinema Castelo, em cujo palco apresentavam-se nomes nacionais e locais da música brasileira. Apresentando-se toda semana no programa, uma iniciante Elis Regina assinou com Maurício Sirotsky Sobrinho seu primeiro contrato. Em 1957, ao assumir como sócio da Rádio Gaúcha, Maurício Sirotsky Sobrinho dá início à formação do Grupo RBS (sigla para Rede Brasil Sul). Cinco anos depois, a TV Gaúcha é inaugurada em Porto Alegre e mais tarde, em 1967, torna-se a primeira afiliada da Rede Globo. Em 1969, a primeira rede regional do país é fundada (TV Caxias, em Caxias do Sul, TV Imembuí, em Santa Maria entre outras) e, no ano seguinte, o Grupo RBS adquire seu primeiro jornal, Zero Hora. Em 1973, tem início a formação da rede de rádios FM do Grupo RBS – a Rádio Atlântida FM é inaugurada em Porto Alegre três anos depois.
As bandeiras institucionais são uma tradição do Grupo RBS e uma de suas mais importantes iniciativas de investimento social. Sem fins lucrativos ou objetivos comerciais de qualquer natureza, são grandes campanhas de mobilização social com ações editoriais (com reportagens nos veículos do Grupo), publicitárias (com campanha em todas as mídias) e institucionais (com ações de mobilização junto ao poder público e às comunidades), que englobam toda a plataforma multimídia da empresa, assim como seus colaboradores. Nos últimos anos, a RBS levantou bandeiras sobre segurança no trânsito, proteção às crianças, prevenção ao uso do crack. Entre os resultados dessas mobilizações estão a instituição de Jornadas de Debates sobre Infância e Juventude, que está completando 10 anos, a parceria com o Conselho Nacional de Justiça para veiculação em todo o país da campanha Crack, Nem Pensar (em 2011) e a criação do Instituto Crack, Nem Pensar, com sede em Porto Alegre.
A Educação Precisa de Respostas
Lançada em agosto de 2012, a bandeira institucional “A Educação Precisa de Respostas” é uma grande campanha de mobilização da sociedade, liderada pelo Grupo RBS, para estimular o debate e a busca de soluções que elevem a qualidade da Educação Básica no país e, em especial, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Realizada em parceria com a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho e atuando em três frentes – editorial, publicitária e institucional –, marca a decisão da RBS de colocar a Educação no foco de seu investimento social, reforçando seu compromisso histórico com o desenvolvimento sustentado das comunidades em que está presente. A bandeira de educação do Grupo RBS terá nova fase em 2013. O tema da educação continuará no foco da linha editorial dos veículos da RBS e novas ações institucionais promoverão mobilização e engajamento da comunidade em torno da causa ao longo do ano.
Em dezembro de 2019, seis das 10 reportagens premiadas no 21º Prêmio MP de Jornalismo, do Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul foram produzidas por jornalistas do Grupo RBS.
Compra de comunidade no Orkut
Em 2007, o Grupo RBS causou polêmica na internet ao comprar uma comunidade no Orkut para divulgar o evento Floripa Tem!, que veio a acontecer em fevereiro do mesmo ano. A comunidade Eu Amo Floripa, rebatizada para o nome da festividade, foi adquirida do publicitário Bruno Unger por cerca de R$ 4 mil. A ação teria sido a primeira forma de lucrar com o Orkut que se tem registro no Brasil, já que a rede não era explorada economicamente pelo Google.
Investigações criminais
Em 2006, o Ministério Público Federal em Santa Catarina ajuizou uma ação civil pública (Proc. n.º 2008.72.00.014043-5 / SC) contra o oligopólio da empresa na região Sul do Brasil. O Ministério Público Federal requeria, entre outras medidas, a implantação de programação local, a redução do número de estações de rádio e TV do Grupo RBS nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e a anulação da compra do jornal A Notícia de Joinville, consumada em 2006, que resultou, praticamente, em um monopólio do grupo sobre os jornais em Santa Catarina. O pedido foi julgado improcedente em 2011. Em 2009, a Procuradoria da República no município de Canoas, RS, realizou uma audiência pública para discutir a suposta prática de monopólio pelo Grupo RBS, bem como irregularidades nas concessões de estações de rádio e TV. A empresa afirmou possuir apenas duas emissoras de TV, mas em seu sítio na internet é possível encontrar referências a 12 emissoras.
Operação Zelotes
Em 19 de fevereiro de 2011, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul acatou uma denúncia do Ministério Público contra Nelson Sirotsky (presidente à época) e demais diretores e conselheiros do Grupo RBS. Os dados do processo foram considerados sigilosos pela Justiça e não foram disponibilizados publicamente, mas com base o artigo no qual foi enquadrado — Art. 21 da Lei 7.492, que define os crimes contra o sistema financeiro nacional —, sabe-se que a denúncia é aplicada a quem "atribuir-se, ou atribuir a terceiro, falsa identidade, para realização de operação de câmbio", ou para quem "sonega, para o mesmo fim, informação que devia prestar ou presta informação falsa."
Demissão de jornalistas
Em abril de 2020, o Grupo RBS demitiu 31 jornalistas, devido a crise gerada com a Pandemia de COVID-19. Escrevendo para a coluna de Análise & Opinião, do Jornal Já, Elmar Bones criticou o modo que o Grupo RBS demitiu os jornalistas: .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}


