Megaduque
Mega-duque ou grão-duque era um dos títulos mais altos da hierarquia do Império Bizantino Tardio, denotando o comandante-em-chefe da marinha bizantina. A palavra grega δούξ é a forma helenizada da palavra latina dux (duque), que significa líder ou comandante.
O ofício foi inicialmente criado por Aleixo I Comneno (r. 1081–1118), que reformou a abandonada marinha bizantina e amalgamou os restos dos vários esquadrões provinciais em uma força unificada sob o mega-duque. João Ducas, o cunhado do imperador, é geralmente considerado como tendo sido o primeiro a apossar-se do título, sendo elevado a ele em 1092, quando foi encarregado de suprimir os emir turco Tzacas. Há, todavia, um documento datado de 1085 onde um monge chamado Nicetas assinou como supervisor das propriedades de um mega-duque não nomeado. O ofício de "duque da frota" (em grego: δούξ τοῦ στόλου), com responsabilidades semelhantes e, portanto, talvez um precursor do cargo de mega-duque, também é mencionado no período, sendo dado em ca. 1086 Manuel Butumita e em 1090 Constantino Dalasseno. João Ducas, o primeiro mega-duque conhecido, conduziu campanhas tanto por mar como por terra e foi responsável pelo restabelecimento do controle bizantino sobre o Egeu e as ilhas de Creta e Chipre nos anos 1092-1093 e sobre a Anatólia em 1097. A partir deste momento ao mega-duque era também dado o controle geral dos temas de Hélade, Peloponeso e Creta, que principalmente forneceram homens e recursos para a frota bizantina. Contudo, desde que o mega-duque era um oficial sênior do império, e estava principalmente envolvido com o governo central e várias campanhas militares, de facto o governança destas províncias repousou sobre um Pretor e vários líderes locais. Durante o século XII, o posto foi dominado pela família Contostefano; um destes membros, o mega-duque Andrónico Contostefano foi um dos mais importantes oficiais do imperador Manuel I Comneno (r. 1143–1180), ajudando-o a alcançar muitas vitórias navais e terrestres.


