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Aleixo Apocauco

Aleixo Apocauco foi um proeminente estadista e oficial militar de alta patente (mega-duque) bizantino durante o reinado dos imperadores Andrônico III (r. 1328–1341) e João V Paleólogo (r. 1341–1357). Embora deva sua ascensão ao patrocínio de João VI (r. 1347–1354), se tornou, juntamente com o patriarca de Constantinopla João XIV Calecas, um dos líderes da facção que apoiava o imperador João V na guerra civil de 1341–1348 contra seu patrocinador. Apocauco morreu linchado por prisioneiros políticos durante uma inspeção em uma nova prisão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Biografia

Primeiros anos

Aleixo era de origem humilde. Seu primeiro cargo público foi de diretor das salinas e, depois, doméstico dos temas do ocidente. Ascendeu na estrutura burocrática até que, em 1321, foi nomeado paracemomeno imperial (camareiro). Esta posição o tornou útil para Cantacuzeno, que o incluiu na conspiração, juntamente com Sirgianes Paleólogo e o protoestrator Teodoro Sinadeno, que pretendia derrubar Andrônico II Paleólogo e colocar seu neto, Andrônico III, no trono imperial. Com a ameaça de uma guerra, o imperador entregou a Trácia e alguns distritos na Macedônia para seu neto. Quando Andrônico III se tornou o único imperador em 1328, seu amigo fiel Cantacuzeno se tornou o principal ministro e Aleixo foi premiado com as posições que eram dele: chefe do secretariado imperial (mesazonte) e encarregado das finanças estatais. Estas posições permitiram-lhe juntar uma considerável fortuna pessoal, que utilizou para construir um refúgio pessoal, uma torre fortificada em Epibates, perto de Selímbria, na costa do Mar de Mármara. No início de 1341, logo depois da morte de Andrônico III, recebeu também o cargo de mega-duque, comandante da marinha bizantina. Reequipou a frota, pagando de seu bolso as 100 000 hipérpiros necessárias.

Guerra civil

Com a morte de Andrônico, duas facções emergiram na corte: os apoiadores de Cantacuzeno, principalmente os magnatas provinciais da Macedônia e da Trácia, e os seus adversários, liderados principalmente pelo patriarca João XIV Calecas, que obteve o apoio da viúva de Andrônico, Ana de Saboia. Cantacuzeno não reivindicou o trono para si, mas queria a regência baseando-se na sua associação muito próxima com o finado imperador e conseguiu-a com o apoio das tropas na capital. Porém, sua posição foi enfraquecida pela aliança de Apocauco com o grupo do patriarca. Cantacuzeno, em seu relato sobre o evento, afirma que Apocauco o instigou a tomar o trono para si na esperança de reforçar ainda mais sua posição pessoal e, quando recusou, o poderoso chanceler trocou de lado.

Família

Aleixo Apocauco tinha dois irmãos, João e Nicéforo, que foram mencionados na crônica de João Cantacuzeno numa passagem datada de 1362, embora nada mais se saiba deles. Se casou duas vezes. Sua primeira esposa era filha de um nobre menor, que tinha o título de disípato, enquanto que a segunda, com quem se casou por volta de 1341, era a prima do grande estratopedarca Jorge Cumno. Teve três filhos do primeiro casamento e dois no segundo: Além disso, um de seus filhos se casou com uma filha de João Vatatzes.

Análise

Como um homem novo, Apocauco não tinha a confiança dos aristocratas dinásticos que dominavam o governo imperial. Os únicos relatos da época da guerra civil, as memórias de Cantacuzeno e a História de Nicéforo Gregoras, com seus vieses pró-aristocráticos, pintam um retrato muito negativo dele, que tem sido adotado por virtualmente todos os historiadores modernos. A historiadora Eva de Vries-Van der Velden acredita que a imagem de Apocauco como o ingrato protegido de Cantacuzeno e um manipulador inveterado que fora responsável pela irrupção da guerra é incorreto e, em sua maior parte, resultado da propaganda distorcida de Cantacuzeno e Gregoras. Porém, ela reconhece que Apocauco foi o "mais obstinado adversário de Cantacuzeno" durante a guerra e seu regime ditatorial após 1343. De acordo com o historiador Angeliki Laiou, porém, Apocauco pode ser visto como o expoente de uma mudança radical no direcionamento do Império Bizantino: ao invés do império antigo e rural, governado por uma aristocracia proprietária de terras, parece ter favorecido um estado comercial, marítimo e pró-ocidente, baseado nas repúblicas marítimas italianas.

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Fontes consultadas

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