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Gottfried Leibniz

Gottfried Wilhelm Leibniz foi um proeminente polímata e filósofo alemão e figura central na história da matemática e na história da filosofia. Sua realização mais notável foi conceber as ideias de cálculo diferencial e integral, independentemente dos desenvolvimentos contemporâneos de Isaac Newton. Trabalhos matemáticos sempre favoreceram a notação de Leibniz como a expressão convencional do cálculo, enquanto a notação de Newton ficou sem uso. Foi apenas no século XX que a lei de continuidade e a lei transcendental da homogeneidade de Leibniz encontraram implementação matemática. Ele se tornou um dos inventores mais prolíficos no campo das calculadoras mecânicas, trabalhou para adicionar a multiplicação automática e a divisão à calculadora de Pascal, e foi o primeiro a descrever uma calculadora cata-vento em 1685, além de inventar a roda de Leibniz, usada no aritmômetro - a primeira calculadora mecânica produzida em massa. Ele também refinou o sistema de números binários que se tornaria a base de todos os computadores digitais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Biografia

Gottfried Wilhelm Leibniz nasceu em 1 de julho de 1646, filho de Catharina Schmuck e Friedrich Leibniz, um professor de filosofia moral em Leipzig que morreu em 1652, quando Leibniz tinha apenas seis anos. Em 1663 ingressou na Universidade de Leipzig, como estudante de Direito. Em 1666 obteve o grau de doutor em direito, em Nuremberg, pelo ensaio prenunciando uma das mais importantes doutrinas da posterior filosofia. Nessa época afilia-se à Sociedade Rosacruz, da qual seria secretário durante dois anos. Foi o primeiro a perceber que a anatomia da lógica — "as leis do pensamento" — é assunto de análise combinatória. Em 1666 escreveu De Arte Combinatória, no qual formulou um modelo científico que é o precursor teórico de computação moderna: todo raciocínio, toda descoberta, verbal ou não, é redutível a uma combinação ordenada de elementos tais como números, palavras, sons ou cores. Na visão que teve da existência de uma "característica universal", Leibniz encontrava-se dois séculos à frente da época, no que concerne à matemática e à lógica.

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Pensamento

O pensamento filosófico de Leibniz parece fragmentado, porque seus escritos filosóficos consistem principalmente de uma infinidade de escritos curtos: artigos de periódicos, manuscritos publicados muito tempo depois de sua morte, e muitas cartas a muitos correspondentes. Ele escreveu apenas dois tratados filosóficos, dos quais apenas Teodiceia de 1710 foi publicado em sua vida. Leibniz data o seu começo na história da filosofia com seu Discurso sobre metafísica, que ele compôs em 1686 como um comentário sobre uma contínua disputa entre Malebranche e Antoine Arnauld. Isto levou a uma extensa e valiosa correspondência com Arnauld; o Discurso sobre metafísica não foi publicado até o século XIX. Em 1695, Leibniz fez sua entrada pública na filosofia europeia, com um artigo de jornal intitulado "Novo Sistema da Natureza e da comunicação das substâncias". Entre 1695 e 1705, compôs o seu Novos ensaios sobre o entendimento humano, um longo comentário sobre John Locke em seu Ensaios sobre o entendimento humano, mas ao saber da morte de Locke, 1704, perdeu o desejo de publicá-lo, isto aconteceu até que os novos ensaios foram publicados em 1765. A Monadologia, composta em 1714 e publicado postumamente, é constituída por 90 aforismos.

Argumento Ontológico

A história da filosofia atribui a Anselmo de Cantuária, ainda no período da Renascimento do século XII, no âmbito das Escolas de Catedral, a primeira formulação de um Argumento ontológico. Tal Argumento pretende demonstrar a existência de Deus de maneira A priori, ou seja, a partir da mera compreensão lógica do conceito de Deus, deve-se concluir a necessidade de sua existência. Podemos entender o argumento ontológico como um salto do campo da lógica (conceito de Deus) para o campo da ontologia (existência de Deus). Ao longo da história da Filosofia moderna e Filosofia contemporânea, muitos pensadores dedicaram-se a formular definições sobre 'Deus' e produzir novas maneiras de demonstrar sua existência. Dentre muitos, destacam-se René Descartes, Alvin Plantinga, Kurt Gödel e, especialmente, Leibniz.

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Contribuições científicas

Imagem: Andrew Gray — original photos, Alexey Gomankov — collage · BY-SA · Openverse

Os escritos de Leibniz estão a ser discutidos até os dias de hoje, não apenas por suas antecipações e possíveis descobertas ainda não reconhecidas, mas como formas de avanço do conhecimento atual. Grande parte de seus escritos sobre a física está incluído nos Escritos Matemáticos de Carl Immanuel Gerhardt.

Física

Leibniz teve grandes contribuições para a estática e a dinâmica emergentes sobre ele, muitas vezes em desacordo com Descartes e Newton. Ele desenvolveu uma nova teoria do movimento (dinâmicas) com base na energia cinética e energia potencial, que postulava o espaço como relativo, enquanto Newton sentira fortemente o espaço como algo absoluto. Um exemplo importante do pensamento maduro de Leibniz na questão da física é seu Specimen Dynamicum, de 1695. Até a descoberta das partículas subatômicas e da mecânica quântica que os regem, muitas das ideias especulativas de Leibniz sobre aspectos da natureza não redutível a estática e dinâmica faziam pouco sentido. Por exemplo, ele antecipou Albert Einstein, argumentando, contra Newton, que o espaço, tempo e movimento são relativos, não absolutos. As regras de Leibniz são importantes, se muitas vezes esquecidas, provas em diversos campos da física. O princípio da razão suficiente tem sido invocado na cosmologia recente, e sua identidade dos indiscerníveis na mecânica quântica, um campo de algum crédito, mesmo com ele tendo antecipado em algum sentido. Aqueles que defendem a filosofia digital, uma direção recente em cosmologia, alegam Leibniz como precursor.

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Sinófilo

Leibniz foi talvez o primeiro grande intelectual europeu a se interessar de perto pela civilização chinesa, que ele conhecia por corresponder-se e ler outras obras de missionários cristãos europeus destacados na China. Ele aparentemente leu Confucius Sinarum Philosophus no primeiro ano de sua publicação. Ele chegou à conclusão de que os europeus poderiam aprender muito com a tradição ética confucionista. Ele ponderou sobre a possibilidade de que os caracteres chineses fossem uma forma involuntária de sua característica universal. Ele observou como os hexagramas do I Ching correspondem aos números binários de 000000 a 111111, e concluiu que esse mapeamento era evidência de grandes realizações chinesas no tipo de matemática filosófica que ele admirava. Leibniz comunicou suas ideias do sistema binário que representa o cristianismo ao imperador da China, esperando que isso o convertesse. Leibniz foi um dos filósofos ocidentais da época que tentou acomodar as ideias confucionistas às crenças europeias predominantes.

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Escritos e publicação

Leibniz escreveu principalmente em três idiomas: latim escolástico, francês e alemão. Durante sua vida, ele publicou muitos panfletos e artigos acadêmicos, mas apenas dois livros "filosóficos", o Combinatorial Art e o Théodicée. (Ele publicou numerosos panfletos, muitas vezes anônimos, em nome da Casa de Brunswick-Lüneburg, mais notavelmente o "De jure suprematum", uma consideração importante da natureza da soberania.) Um livro substancial apareceu postumamente, seu Nouveaux essais sur l'entendement humain, que Leibniz havia retirado da publicação após a morte de John Locke. Somente em 1895, quando Bodemann completou seu catálogo de manuscritos e correspondência de Leibniz, a enorme extensão do Nachlass de Leibniz ficou clara: cerca de 15 000 cartas para mais de 1 000 destinatários e mais de 40 000 outros itens. Além disso, muitas dessas cartas são de tamanho de ensaio. Grande parte de sua vasta correspondência, especialmente as cartas datadas após 1700, permanece inédita, e muito do que é publicado apareceu apenas nas últimas décadas. Os mais de 67 000 registros do Catálogo da Edição Leibniz cobrem quase todos os seus escritos conhecidos e as cartas dele e para ele. A quantidade, variedade e desordem dos escritos de Leibniz são um resultado previsível de uma situação que ele descreveu em uma carta da seguinte forma:

Obras selecionadas

O ano dado é geralmente aquele em que a obra foi concluída, não de sua eventual publicação.

Coleções

Seis importantes coleções de traduções para o inglês são Wiener (1951), Parkinson (1966), Loemker (1969), Ariew e Garber (1989), Woolhouse e Francks (1998) e Strickland (2006). A edição crítica contínua de todos os escritos de Leibniz é Sämtliche Schriften und Briefe.

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Fontes consultadas

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