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Finlândia

Finlândia, oficialmente República da Finlândia, é um país nórdico situado na região da Fino-Escandinávia, no norte da Europa. Faz fronteira com a Suécia a oeste, com a Rússia a leste e com a Noruega ao norte, enquanto a Estônia está ao sul através do Golfo da Finlândia. A capital do país e sua maior cidade é Helsinque, em finlandês Helsinki, e a segunda maior cidade é Tampere, localizada a cerca de 180 km a norte da capital. Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, estando a maior parte concentrada no sul do país. É o oitavo maior país da Europa em extensão e o país menos densamente povoado da União Europeia. A língua materna de quase toda a população é o finlandês, que é uma das línguas fino-úgricas e é mais estreitamente relacionado com o estoniano. O finlandês é apenas uma das quatro línguas oficiais da UE que não são de origem Indo-Europeia. A segunda língua oficial da Finlândia — o sueco — é a língua nativa falada por 5,5% da população.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Etimologia

O nome "Suomi" (Finlândia) tem origem incerta. Uma das teorias mais aceitas é que seja um derivado da palavra proto-báltica "Zeme", que significa "Terra", denominação também utilizada em outros idiomas bálticos, como o letão e o lituano. A expressão "Finlândia" tem muita semelhança com o nome de outros lugares escandinavos, como Finamarca, condado da Noruega, e Finuídia, pequeno território sueco. Alguns desses nomes são, obviamente, derivados de Finnr, palavra alemã que descreve um viajante e supostamente refere-se a um nômade, alguém sem residência fixa. O termo Finn também costuma se referir a um grupo de 70 mil lapões com origens na Lapônia. Finn originalmente era usado para designar pessoas da Finlândia Própria no século XV, quando a igreja nomeou um bispo com autoridade que abrangia todo o país. Com o tempo, o termo passou a designar também toda a população. Entre os primeiros documentos a mencionar uma "terra de finlandeses" estão duas runas. Uma está em Söderby, Suécia, com a inscrição "finlont" (U 582), e a outra está na ilha sueca de Gotlândia, situada no Mar Báltico, com a inscrição "finlandi" (G 319), as duas são datadas do século XI.

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História

Tida como uma ponte entre os blocos capitalista e comunista, em 1973 a Finlândia participou da Conferência de Segurança e Cooperação Europeia, cuja ata final foi assinada em 31 de julho de 1975. O fim da URSS em 1991 implicou o fim da finlandização. Em fevereiro de 1993, a Finlândia começou a negociar sua entrada na União Europeia, que ocorreu em 1994 e oficialmente em 1995. Tal como todos os países nórdicos, a Finlândia tem sua economia liberalizada desde os anos 80. A desregulamentação de mercado foi forte, algumas empresas estatais foram privatizadas e houve modestos cortes fiscais, o país entrou para a Zona Euro em 1999. O país foi um dos primeiros a adotar o euro como moeda oficial logo após seu lançamento, em 1 de janeiro de 2002. Em janeiro de 2022, a primeira-ministra Sanna Marin disse que existia uma possibilidade real de a Finlândia se juntar à OTAN. Em 24 de fevereiro, em resposta à invasão russa da Ucrânia, ela reiterou que, embora a Finlândia "não enfrentasse atualmente uma ameaça militar imediata", a adesão à OTAN ainda era uma possibilidade, observando que "o debate sobre a adesão à OTAN na Finlândia mudará." Em 25 de fevereiro, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia ameaçou a Finlândia e a Suécia com "consequências militares e políticas" se tentassem ingressar na OTAN. Ambos os países participaram da cúpula de emergência da OTAN como membros da Parceria para a Paz e ambos condenaram a invasão e prestaram assistência à Ucrânia. Após a invasão, uma pesquisa realizada em fevereiro de 2022 mostrou apoio à adesão à OTAN em 53%, oposição em 28% e 19% não tinham certeza. Após uma reunião em 1º de março de 2022 para discutir a possibilidade de se candidatar a membros de pleno direito da OTAN, a primeira-ministra Sanna Marin afirmou que ainda não havia nenhuma decisão sobre o assunto, dizendo que "uma questão tão importante precisa ser tratada minuciosamente". No entanto, no dia 15 de maio o Presidente e o Comité Ministerial concordaram que a Finlândia se candidataria a uma vaga após o Parlamento ser ouvido.

Pré-história

De acordo com evidências arqueológicas, a área onde agora é a Finlândia foi ocupada pelo homem primeiramente em torno de 8 500 a.C. durante a idade da pedra enquanto a última era do gelo retrocedia. Os primeiros habitantes do sul do país provinham dos atuais países bálticos, enquanto os habitantes do norte eram originários da Europa ocidental, da atual Rússia e da Sibéria. Os povos mais adiantados provavelmente eram caçadores e camponeses, que viviam na tundra e com o que o mar oferecia. A cerâmica é conhecida desde 5 300 a.C.. A existência de um sistema de troca extenso durante o período mesolítico é indicada pela propagação do asbesto e da pedra-sabão na Finlândia oriental, e por existir ardósia na Escandinávia, na Rússia, no sul do lago Onega além de na Escandinávia do norte. Desconfia-se (e é tido como provável) que os falantes das línguas fino-úgricas chegaram à área durante a idade da pedra, e foram possivelmente os primeiros colonos Mesolíticos.

Domínio sueco (século XII–XIX)

Os primeiros colonizadores suecos desembarcaram na costa finlandesa na época medieval, ainda no século XII, encontrando um país sem uma organização estatal, dividido em clãs familiares locais. Na esteira dos colonos suecos, chegaram os cruzados suecos e o estado sueco. Os reis suecos estabeleceram seu domínio durante as Cruzadas do Norte (1155 até 1249). Pouco tempo depois, o país foi agregado e completamente colonizado pela Suécia. Em 1293, foi construída a fortaleza de Viburgo, no interior do golfo da Finlândia, para consolidar as conquistas suecas na Finlândia e na Carélia. Pelo Tratado de Noteburgo, em 1323, foi estabelecida a fronteira entre a Finlândia sueca e a República da Novogárdia. O sueco tornou-se a língua oficial da nobreza, administração e educação. O finlandês tornou-se uma língua secundária, falada principalmente pelos camponeses e pelo clero. O Bispo de Turcu era a pessoa preeminente na Finlândia antes da Reforma Protestante.

Grão-ducado da Finlândia

Em 29 de março de 1809, depois de ter sido tomada pelas forças militares de Alexandre I da Rússia, a Finlândia tornou-se o Grão-ducado da Finlândia, autônomo no império russo até o fim de 1917, durante esse tempo, a língua finlandesa ganhou mais espaço, e a partir de 1860, um forte movimento popular nacionalista cresceu. Em 1835, foi publicado o Kalevala, que se tornou um épico nacional, e em 1882, o finlandês foi declarado o idioma oficial no estatuto nacional. A fome matou cerca de 15% da população entre 1866 e 1868, uma das maiores fomes da história europeia, o que levou a Rússia a facilitar a regulamentação financeira. O crescimento econômico e político foi rápido, o PIB tornou-se equivalente a metade dos Estados Unidos e um terço da Grã-Bretanha.

Independência e guerra civil

Após a Revolução de fevereiro a posição da Finlândia como parte da Rússia passou a ser questionada, principalmente pelos democratas sociais. Uma vez que o chefe de estado era o czar russo, não ficava claro quem era o chefe executivo após a revolução. Os democratas assinaram o chamado "Power Law", que daria autoridade máxima ao parlamento. No entanto, o governo russo não aprovou, e dissolveu o parlamento pela força, o que foi considerado ilegal pelos democratas, uma vez que grande parte da influência russa sobre a Finlândia foi finalizada pelo "Power Law". Novas eleições foram realizadas e o partido de direita saiu-se vencedor, ele era o principal inimigo político dos democratas. O partido derrotado se recusou a aceitar o resultado e ainda alegou que a dissolução de parlamento foi extralegal. Os dois partidos, quase igualmente poderosos, tornaram-se altamente antagonizados.

Segunda guerra mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia e a União Soviética (URSS) se enfrentaram duas vezes: na Guerra de Inverno (1939-40), e na continuação da guerra entre 1941 e 1944, durante a Operação Barbarossa, quando a Alemanha invadiu a URSS. Durante 872 dias, tropas finlandesas e alemãs sitiaram Leninegrado, uma das principais cidades da URSS. Após a derrota da Alemanha pelas frentes orientais e o subsequente avanço soviético, a Finlândia foi forçada a se retratar com a URSS, e aceitar exigências de reparações e controle. Vários tratados assinados entre 1947 e 1948 determinavam que a Finlândia devia ceder à URSS boa parte de seu território, foi o "Tratado de Paz de Moscou". A Finlândia foi forçada a reparar a URSS pelos danos de guerra e a ceder partes da região da Carélia, bem como partes das cidades de Salla e Pechenga, que representavam juntas 10% de seu território e 20% de sua capacidade industrial, dentre eles o "Porto de Viburgo". Cerca de 400 mil desalojados deixaram essas áreas.

A Guerra Fria

Em 1950, metade dos trabalhadores finlandeses estava em áreas agrícolas e 30% viviam em áreas urbanas. Novas oportunidades na indústria e comércio atraíram pessoas para as cidades. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1952 trouxeram muitos turistas para o país. Como na década de 70 as oportunidades de trabalho não cresceram, milhares de pessoas migraram para a área principal da Suécia, sobretudo em 1969 e 1970. A Finlândia participou ativamente na liberação comercial do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Acordo Geral de Tarifas e Comércio. Apesar de pretender ficar neutra durante a Guerra Fria, a Finlândia esteve na chamada "Zona Cinzenta" entre os países ocidentais. O "Tratado de YYA" deu à URSS grande influência dentro da Finlândia, o que foi altamente explorado pelo presidente Urho Kekkonen contra seus adversários. Ele manteve o monopólio efetivo nas relações com a URSS, o que aumentou muito sua popularidade. Tentou-se também evitar declarações políticas que fossem consideradas antissoviéticas, a chamada finlandização. Essa censura também servia para literatura e qualquer tipo de meios de comunicação.

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Geografia

A Finlândia é um país com milhares de lagos e ilhas, 187 888 lagos e 179 584 ilhas, mais concretamente. Um destes lagos, o Saimaa, é o 5.º maior lago da Europa. A paisagem finlandesa é predominantemente plana, com algumas colinas e montes baixos. O ponto mais alto do país, o Halti, com 1 328 m, encontra-se no extremo norte da Lapónia. Cerca de 75% da área terrestre do país está coberto por Taiga (ou floresta boreal), com pouca terra arável, o tipo mais comum de rocha é o granito. A Morena é o tipo mais comum de solo, recoberto por uma fina camada de húmus de origem biológica. Podzol é visto na maioria das épocas do ano, exceto nos períodos de pouca drenagem, nessa época o solo é ocupado por Gley soils e Pauls. Grande parte das ilhas estão localizadas no sudoeste, no Mar do Arquipélago, parte do arquipélago das ilhas Alândia, e ao longo da costa sul do Golfo da Finlândia. A Finlândia é um dos poucos países cuja superfície ainda se expande, devido à recuperação pós-glacial que vem ocorrendo desde a última era glacial; a superfície se expande cerca de 7 quilômetros por ano.

Clima

Assim como a fauna, o clima da Finlândia é extremamente diversificado devido a localização geográfica do país, como, por exemplo, as temperaturas muito adequadas para cultivo de grãos ao sul, mas não recomendadas para agricultura em geral ao norte devido à proximidade com o ártico. Como dito antes, a localização é a maior razão do clima diversificado do país, cujo inverno pode durar 180 dias de acordo com a região; o sul costuma ficar coberto de neve de 3 a 4 meses por ano, e o norte, até 7 meses. O inverno é extremamente rigoroso, podendo atingir temperaturas glaciais, com baixas de até -15 °C em janeiro e fevereiro ao sul, e -30 °C ao norte; nessa estação, as temperaturas raramente passam de 10 °C. Com a chegada do verão e as ações do Sol da meia-noite na Escandinávia a temperatura média fica entre 15 °C e 20 °C, mas dependendo das atividades solares podem alcançar os 30 °C em algumas épocas.

Biodiversidade

Fitogeograficamente, a Finlândia é compartilhada entre as regiões árticas, a Europa central e por províncias da Eurásia dentro do Reino Holárctico; assim, de acordo com a WWFN, o país pode ser considerado parte de três ecossistemas: a Taiga Russo-escandinava, os Bosques Mistos de Sarmácico e os Bosques Montanhosos de Vidoeiros. A Finlândia é um país com uma ampla variedade na fauna, com pelo menos 60 espécies nativas de mamíferos, 248 de aves e mais de setenta espécies de peixes e répteis, sobretudo sapos, a maioria vinda de regiões vizinhas há milhares de anos. Além de animais domésticos, a Finlândia abriga uma grande quantidade de ursos pardos (o animal nacional), lobos cinza, glutões, alces e renas. Três das principais aves da Finlândia incluem o Cisne-bravo, o Cisne Grande europeu e o Tetraz-grande, considerada a ave nacional do país, um galiforme do grupo dos tetrazes que mede aproximadamente 86 cm e apresenta coloração inteiramente escura e marrom, peito com reflexos verdes e manchas vermelhas ao redor dos olhos. Quanto aos peixes, o Salmão costuma ser abundante nos rios e lagos, além de ser também muito apreciado pela culinária local.

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Política

A Constituição da Finlândia define o sistema político do país. A Finlândia é uma democracia representativa com um sistema semipresidencialista parlamentar. Além da política em nível estadual, os moradores usam o seu voto nas eleições autárquicas e nas eleições da União Europeia. Segundo a Constituição, o Presidente da Finlândia é o chefe de Estado e responsável pela política externa (que exclui os assuntos relacionados com a União Europeia) em cooperação com o gabinete. Outras competências incluem ser o comandante-em-chefe, decretos e os poderes nomeados. A votação direta é usada para eleger o presidente para um mandato de seis anos, sendo no máximo dois mandatos consecutivos. O atual presidente (início do mandato em 2012) é Sauli Niinistö (PCN). O Parlamento unicameral de 200 membros da Finlândia exerce a suprema autoridade legislativa na Finlândia. O Parlamento pode alterar as leis e a constituição, provocar a demissão do Conselho de Estado e derrubar vetos presidenciais. Seus atos não estão sujeitos à revisão judicial. Várias comissões parlamentares ouvem especialistas e preparam a legislação. O voto proporcional em distritos eleitorais é usado para eleger o Parlamento para um mandato de quatro anos. O Presidente do Parlamento é atualmente Sauli Niinistö (Partido da Coligação Nacional). O gabinete (o Conselho do Estado Finlandês) exerce poderes mais executivos. É chefiado pelo primeiro-ministro da Finlândia e inclui outros ministros e o ministro da Justiça. A maioria do parlamento decide a sua composição e um voto de confiança pode ser usado para modificá-lo. A atual primeira-ministra é Sanna Marin, do Partido Social Democrata.

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Militares

As Forças de Defesa da Finlândia é constituída por soldados profissionais (oficiais e pessoal técnico), conscritos e uma força de reserva. O número de tropas ativas está em 34 700 soldados uniformizados, sendo 25% destes profissionais. O alistamento é obrigatório para homens, sob a qual todos os cidadãos finlandeses do sexo masculino acima de 18 anos de idade servem por 6 a 12 meses de serviço armado ou 12 meses de serviço civil (não armado). O serviço voluntário de manutenção da paz no exterior pós-recrutamento é popular e as tropas servem em todo o mundo em missões da ONU, da OTAN e da União Europeia. Aproximadamente 500 mulheres escolhem o serviço militar voluntário todos os anos, em média. Mulheres podem servir em todos os ramos, incluindo infantaria de linha de frente e forças especiais. O exército finlandês consiste em uma força de campo altamente móvel, apoiado por unidades de defesa locais. O exército defende o território nacional e sua estratégia militar emprega o uso do terreno densamente arborizado e numerosos lagos para desgastar um agressor, em vez de tentar manter o exército atacante na fronteira.

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Demografia

O desenvolvimento da população ainda é caracterizado por um êxodo rural contínuo, mas não uniformemente alto, especialmente entre os jovens, que se mudam para as cidades para estudos e trabalho, o que significa que as comunidades rurais da Finlândia Oriental e Central, em particular, sofrem com o declínio e o envelhecimento da população. Enquanto em 2005 cerca de 36% da população do país tinha menos de 30 anos, em Suomussalmi, no leste da Finlândia, esse número caía para 28%. A expectativa de vida no período de 2010 a 2015 foi de 80,7 anos (homens 77,6 anos e mulheres 83,4 anos). A Finlândia conta atualmente com 5,6 milhões de habitantes. Possui uma densidade populacional média de 18,4 habitantes por quilômetro quadrado. Isto a torna, depois de a Noruega e da Islândia, o terceiro país mais escassamente povoado da Europa. A população da Finlândia tem sempre sido concentrada nas regiões do sul do país, um fenômeno ainda mais acentuado após a urbanização do século XX. As maiores e mais importantes cidades da Finlândia são as da Área Metropolitana de Helsinque — Helsinque, Espoo e Vantaa. Outras grandes cidades incluem Tampere, Turku e Oulu.

Religião

Com cerca de 4,1 milhões (ou 76,4% da população no final de 2012) de adeptos, a maioria dos finlandeses são membros da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia. A Igreja Evangélica Luterana da Finlândia é uma das maiores igrejas luteranas no mundo, embora sua participação tenha entrado em declínio, especialmente durante as últimas duas décadas e ainda mais em 2006, depois que a adesão diminuiu quase um por cento ao ano. O número de membros saindo da Igreja Luterana da Finlândia tem vindo a aumentar rapidamente em 2010, com um número estimado entre 70 000 — 80 000, ou cerca de 2% em 2010; com base no número de 56 000 resignações nos primeiros 10 meses de 2010. O segundo maior grupo — e o que cresce mais rapidamente — é a população sem nenhuma afiliação religiosa, sendo 21,0% da população do país. Uma pequena minoria pertence à Igreja Ortodoxa Finlandesa (1,1%). Outras denominações protestantes e a Igreja Católica Romana na Finlândia são significativamente menores, assim como os muçulmanos, judeus e outras comunidades não cristãs (totalizando 1,4% dos habitantes).

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Subdivisões

A Finlândia está dividida em 5 províncias continentais (finlandês: aluehallintovirasto; sueco: regionförvaltningsverk) e 1 província autónoma (sueco: regionförvaltningsmyndighet; finlandês: itsehallinnollinen maakunta). Por sua vez, as províncias estão subdivididas em 19 regiões (finlandês: maakunta, sueco: landskap), e estas, por sua vez, estão subdivididas em 71 sub-regiões (finlandês: seutukunta, sueco: ekonomisk region), as quais estão divididas em 313 municípios (finlandês: kunta; sueco: kommun). As ilhas Alândia ganharam um governo autónomo em 1920 reafirmado em 1991, cuja autoridade é reconhecida pela União Europeia.

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Economia

A Finlândia tem uma economia mista altamente industrializada, com um PIB per capita igual ao de outras economias europeias, como França, Alemanha, Bélgica e Reino Unido. O maior setor da economia é o de serviços com 65,7%, seguido pela fabricação e refino com 31,4%. A produção primária é de 2,9%. Com relação ao comércio exterior, o setor chave da economia é a produção. As maiores indústrias são eletrônicos (21,6%), máquinas, veículos e outros produtos de metal engenharia (21,1%), indústria florestal (13,1%) e produtos químicos (10,9%). A Finlândia tem recursos madeireiros e minerais diversos e de água doce. Silvicultura, fábricas de papel e o setor agrícola (em que os contribuintes gastam cerca de 3 bilhões de euros por ano) são politicamente sensíveis aos moradores rurais. A Área Metropolitana de Helsinque, gera cerca de um terço do PIB. Em uma comparação com outros membros da OCDE em 2004, a produção de alta tecnologia na Finlândia foi a segunda maior depois da Irlanda. As perspectivas gerais a curto prazo são boas e o crescimento do PIB tem sido superior ao de muitos membros da UE.

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Infraestrutura

Educação e ciência

A maior parte do ensino pré-universitário é organizado a nível municipal. Mesmo que muitas, ou a maioria, das escolas tenham sido iniciadas como escolas particulares, hoje apenas cerca de 3% dos estudantes estão matriculados em escolas privadas (escolas principalmente com sede em Helsinque), índice este menor que o verificado na Suécia e na maioria dos outros países desenvolvidos. A pré-educação escolar é rara em comparação com outros países da União Europeia. A educação formal é geralmente iniciada na idade de 7 anos. A escola primária tem normalmente 6 anos de duração, o ensino secundário menos de 3 anos, e a maioria das escolas são geridas por funcionários municipais.

Transporte

O amplo sistema de estradas é utilizado principalmente para o transporte de cargas internas e tráfego de passageiros. A despesa anual da rede rodoviária, de cerca de 1 bilhão euros, é paga com impostos para veículos e combustíveis que ascendem em torno de 1,5 milhões de euros e 1 bilhão de euros. A principal porta de entrada de passageiros internacionais é o Aeroporto de Helsínquia-Vantaa, com mais de 13 milhões de passageiros em 2008. O Aeroporto de Oulu é o segundo maior e cerca de 25 outros aeroportos tem serviços regulares de passageiros. As empresas sediadas em Helsinque-Vantaa Finnair, Blue1 e Finncomm Airlines vendem serviços aéreos, tanto nacional como internacionalmente. Helsinque tem uma localização ideal para o transporte marítimo de longo curso entre a Europa Ocidental e o Extremo Oriente. Apesar da baixa densidade populacional, o governo gasta anualmente cerca de 350 milhões de euros[carece de fontes?] para manter os 5 865 km de até para muitas cidades rurais. Apenas uma empresa ferroviária opera na Finlândia, o Grupo VR, que tem uma quota de mercado de 5% de passageiros (dos quais 80% são viagens urbanas na Grande Helsinque) e uma quota de 25% do mercado de cargas. Helsinque também tem uma rede ferroviária urbana.

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Cultura

Música

A música tradicional da Finlândia tem influências nitidamente escandinavas. Uma particularidade Finlandesa é o facto de o gênero Metal Sinfônico ser muito popular entre os jovens. A cantora finlandesa Tarja Turunen ficou mundialmente conhecida pelo estilo. O piano é um instrumento popular neste país. Na Finlândia, estilos como o techno e o trance fazem bastante sucesso entre os jovens. O compositor erudito finlandês mais conhecido mundialmente é Jean Sibelius.

Esporte

A Finlândia tem na actualidade vários nomes conhecidos do desporto internacional, onde se destacam o multi-campeão olímpico Paavo Nurmi, o maior dos Finlandeses Voadores; o nadador Jani Sievinen; o futebolista Jari Litmanen; nos desportos motorizados, os pilotos de Fórmula 1 Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Kimi Räikkönen, Heikki Kovalainen e Valtteri Bottas; e o bicampeão mundial de Snowboard Peetu Piiroinen, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2010.[carece de fontes?] A Finlândia é um país tradicionalmente forte no lançamento do dardo, sendo titular de 14 das 39 medalhas de ouro já disputadas nas olimpíadas. O esporte mais popular do país é o hóquei no gelo. A seleção nacional tem uma medalha de ouro no campeonato mundial, além de diversas medalhas de prata e bronze.[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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