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Global Media Group

Global Media Group é uma holding e um dos maiores grupos de media em Portugal, com presença nos sectores da imprensa e da rádio.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Imagem: Marc_Smith · BY · Openverse

Origem: Olivedesportos & Lusomundo

A Global Media Group tem a sua origem na Olivedesportos, empresa fundada em 1984 por Joaquim Oliveira e nas privatizações do Diário de Notícias (DN) e do Jornal de Notícias (JN) que foram em 1991 para o grupo Lusomundo do Luís Silva. Esse mesmo grupo também tinha adquirido a maioria da TSF Rádio Notícias, fundada por um grupo de jornalistas, em 1994. Também em 1994, a Controlinveste do Joaquim Oliveira adquire o seu primeiro título de imprensa, o jornal desportivo O Jogo. E em 1998, lança, em parceria com a RTP e a PT Multimédia, a Sport TV, uma televisão por assinatura. Em 2001, a Controlinveste criou, em parceria com Portugal Telecom (PT), a empresa Sportinveste Multimedia, responsável pela gestão das operações digitais e multimédia em dois dos três principais clubes de futebol em Portugal (Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal), bem como de outros sites dedicados à distribuição de conteúdos informativos e multimédia na área do desporto.

Anos 2000

Em 2005, a PT, que tinha comprado, no início dos anos 2000, o grupo Lusomundo ao Luís Silva, num negócio avaliado na altura em mais de €500 milhões, vende a Lusomundo Serviços, que incluía apenas o negócio dos media, à Controlinveste num negócio avaliado em mais de 300 milhões, e financiado pelo Banco Comercial Português e o Banco Espírito Santo. Após esta aquisição, o grupo Controlinveste reuniu ofertas na área dos media que inclui a Sport TV e a rádio de informação TSF, às quais se juntam títulos de imprensa como o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24 Horas, O Jogo, Global Notícias; outros títulos como o jornal Ocasião; na imprensa regional, o Açoriano Oriental (o mais antigo jornal de Portugal), o Jornal do Fundão, o Diário de Notícias da Madeira; as revistas Evasões, Volta ao Mundo e ainda uma participação acionista na agência Lusa.

Reestruturação e mudança de razão social

Entre outubro de 2012 e novembro de 2013, as dificuldades financeiras do grupo, sobretudo devido ao elevado passivo, obrigaram Joaquim Oliveira a ceder o controlo do grupo que formalizou a venda parcial da sua participação acionista na Controlinveste Media, ao vender 72,5% do capital aos investidores Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo, António Mosquito Mbakassie e Luís Montez. O capital da empresa ficou repartido em 27,5% pelo grupo Joaquim Oliveira, 27,5% por António Mosquito, 15% por Luis Montez, 15% pelo BCP e 15% pelo BES. O negócio levou o Daniel Proença de Carvalho para o cargo de presidente não-executivo. Em 17 de dezembro 2014, mudou-se o nome de Controlinveste para Global Media Group.

Grupo BEL

Em setembro de 2020, o Global Media Group chegou a acordo com o grupo Bel, do empresário Marco Galinha, para a sua entrada como acionista da empresa. Ele compra 40% do GMG, pelo valor de quatro milhões de euros, e faz uma injecção de capital de seis milhões de euros. O grupo Bel, fundado em 2001, tem atividades em vários setores, e entrou nos media em 2018 através do Jornal Económico. O Marco Galinha torna-se Presidente do Global Media Group em fevereiro de 2021. Em julho de 2023, houve uma emissão de novas ações que foram subscritas pelas Páginas Civilizadas, que ficou a controlar 50,2% da Global Media. Logo a seguir, a 25 de julho de 2023, a World Opportunity Fund Ltd (WOF), com sede nas Bahamas, adquiriu à sociedade Palavras de Prestígio, Lda, uma quota representativa de 38% do capital social da Páginas Civilizadas, e a 21 de setembro de 2023, adquiriu outras ações à sociedade Grupo Bel, ficando a controlar 51% do capital social da Páginas Civilizadas, e assim a maioria du grupo GMG.

Situação financeira a partir de 2023

No dia 6 de dezembro, em comunicado interno, a Comissão Executivado, liderada por José Paulo Fafe, anunciou que iria negociar com caráter de urgência rescisões com 150 a 200 trabalhadores e avançar com uma reestruturação, que disse ser necessária para evitar "a mais do que previsível falência do grupo". Entretanto, as direções do Jornal de Notícias, TSF, O Jogo e do Dinheiro Vivo apresentaram demissão, na sequência do processo de reestruturação. Em março de 2024, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) suspendeu os direitos patrimonais e de voto da WOF alegando incumprimento da Lei da Transparência. O Marco Galinha voltou a comprar a sua posição mas o grupo foi desmembrado. O GMG ficou com o Diário de Notícias, Dinheiro Vivo e o Açoriano Oriental, enquanto o Jornal de Notícias, a TSF, o Notícias Magazine, O Jogo, o Volta ao Mundo, e o Evasões foram cedidos à «Notícias Ilimitadas», um consórcio de empresários do Norte (que conta com o Marco Galinha e o Domingos de Andrade como acionistas com respetivamente 30 e 20% do capital), em julho. O estado comprou na mesma altura a participação da Global Media e Páginas Civilizadas na Lusa

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Proprietários

Imagem: BTO - Official · BY · Openverse

Os detentores de 5% ou mais do capital da empresa são, em dezembro de 2024, os seguintes:[a]

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Fontes consultadas

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