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Banco Espírito Santo

O Banco Espírito Santo, foi um banco privado mais preferidos em Portugal, cujas origens remontam ao ano de 1869. Sediado na Avenida da Liberdade, em Lisboa, o BES chegou a ser a segunda maior instituição financeira privada em Portugal em termos de activos líquidos, com uma participação média de mercado de 20,3% em Portugal e 2,1 milhões de clientes. Antes de transformado em Novo Banco chegou a ser o maior banco privado de Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Imagem: brandart · BY-NC-SA · Openverse

As origens do Banco Espírito Santo remontam à atividade comercial de lotarias, câmbios e títulos de crédito que José Maria do Espírito Santo Silva (Lisboa, 1850-1915) exerceu, entre 1869 e 1884, em Lisboa. Datam de 1869 as primeiras referências ao comércio que este “patriarca da única dinastia de banqueiros portugueses” exercia, por conta própria, de compra e venda de lotarias, a par da transacção de títulos de crédito nacionais e internacionais, na sua “Caza de Cambio”, situada na Calçada do Combro, em Lisboa. Desde esta data até 1920, sucedeu-se a fundação de várias casas bancárias, tais como, a Beirão, Silva Pinto & C.ª, (1884-1897), Silva, Beirão, Pinto & C.ª (1897-1911), J. M. Espírito Santo Silva (1911) e J. M. Espírito Santo Silva & C.ª (1911-1915). Após a morte de José Maria do Espírito Santo Silva a 23 de dezembro de 1916, estas casas foram dissolvidas e os seus herdeiros fundaram a Casa Bancária Espírito Santo Silva & C.ª, gerida pelo filho José Ribeiro do Espírito Santo Silva que, a 9 de Abril de 1920, transforma a Casa Bancária em Banco. No mesmo dia é inaugurada a agência de Torres Vedras, primeiro passo com o objectivo de “levar cada vez mais perto dos clientes os serviços bancários”.

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Internacionalização

Imagem: Bibliotecas e Arquivo de Vila Franca de Xira · BY-NC-ND · Openverse

Até meados de 1970 o BESCL reforçou as participações na área internacional com aquisições, parcerias e criação de bancos em países como os EUA, Angola, Reino Unido, entre outros. Em 1972 é cofundador do Libra Bank e no ano seguinte, associado ao First National City Bank of New York funda, em Luanda, o Banco Inter Unido. Em 1973 Manuel Ricardo Espírito Santo Silva ascende ao cargo de Presidente do Conselho de Administração. Contudo a 14 de Março de 1975, em virtude do Decreto-Lei Nº 132-A, são nacionalizadas todas as instituições de crédito com sede no território português. Impedido de desenvolver a sua atividade em Portugal, o Grupo Espírito Santo (GES) tratou de refazer os seus interesses no exterior em países como o Brasil, Suíça, França e EUA. Ponto alto de desenvolvimento foi em 1975 a criação de uma holding sediada no Luxemburgo, sociedade que em 1984 deu origem ao Espírito Santo Financial Group (ESFG).

Crise de 2000

No final dos anos 1990, o BES associou-se ao Crédito Agrícola, assumindo o controlo acionário da instituição brasileira Banco Boavista. A gestão dessa situação por Ricardo Esprito Santo Salgado foi desastrosa e infligiu a investidores brasileiros, um enorme prejuízo nos fundos de investimentos administrados pela BES Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ao investir em mercados de riscos elevadíssimos sem avisar os investidores do antigo Banco Boavista. Em dezembro de 1999 com a desvalorização do Real, somente 3 instituições que administravam fundos no Brasil imprimiram prejuízos aos quotistas. Desses, o Banco Marka e o Fonte Cidam pagaram a todos os investidores. O BES pela sua subsidiária Banco Boavista cometeu um crime contra a economia, provada pela declaração do seu presidente à época que declarou que o banco protegeu os recursos próprios aplicados nos fundos primeiramente em detrimento dos clientes. Foi um escândalo , que gerou processos na Polícia Federal, Banco Central e Ministério da Fazenda. Com a interferência do antigo presidente do Banco Central, Francisco Lopes e interesses da venda dos ativos do banco, foi tudo abafado pelas autoridades financeiras. Tal não aconteceu com o Fonte Cidam que os acionistas dispuseram de seus bens e pagaram os investidores e fechou as portas, já o Banco Marka presidido por Salvatore Cacciola conseguiu um empréstimo no Banco Central e pagou também todos os investidores, foi fechado e o presidente ficou na cadeia vários anos por não pagar o banco central.Com os administradores do BES e do BC nada aconteceu, venderam o controle acionario ao Banco Bradesco e tudo foi abafado, como muitos crimes do Brasil.

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Operações

Imagem: Concierge.2C · BY-SA · Openverse

Em 2012, o banco liderado por Ricardo Salgado, foi o único dos três maiores bancos privados portugueses a aumentar capital recorrendo apenas aos acionistas e ao mercado de capitais, sem recorrer ao dinheiro dos contribuintes. Em Janeiro de 2013 o BES foi o único banco português a gerir a operação que marca o regresso de Portugal aos mercados desde que o país foi alvo de intervenção da troika. Em 2013, o grupo BES passou a liderar a banca portuguesa na satisfação de clientes, de acordo com o Índice Nacional de Satisfação de Clientes – ECSI Portugal. Este estudo é um sistema de medida da qualidade de bens e serviços disponíveis no mercado português, que avalia a banca ao nível da qualidade dos produtos e serviços, da relação qualidade/preço, do atendimento, da preocupação e capacidade de aconselhamento, da rapidez na resposta a pedidos, da qualidade das agências, da Inovação, e da Comunicação.

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Crise de 2014

Em 2013 era presidido pelo neto do fundador, Ricardo Salgado, quando divulgou um balanço de prejuízo acima de 95 milhões de euros. Em Maio de 2014, através de um prospecto de aumento de capital, o banco revelou que uma auditoria externa às contas de 2013 do grupo Espírito Santo apurou irregularidades nas suas contas e concluiu que a sociedade apresentava uma situação financeira grave. Já no final de Março, o crédito em risco representava 11,1 % da carteira do banco, tendo este reconhecido que a sua exposição seria superior à média do sector. Esta situação resultava da carteira de crédito às empresas representar 73,4 % do total de financiamento concedido, em 2013. Esta área de negócio possuía um registo de incumprimento superior ao que se verificava para o crédito a particulares. Em junho de 2014, Ricardo Salgado pediu a Pedro Passos Coelho (na altura primeiro ministro de Portugal) que desse o aval a um programa de recapitalização do Grupo Espírito Santo que previa que a Caixa Geral de Depósitos financiasse cerca de 2 mil milhões de euros.

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Medida de Resolução do Banco de Portugal

Imagem: Concierge.2C · BY-SA · Openverse

A 3 de agosto 2014, o BdP anunciou por meio do seu Governador Carlos Costa, um resgate no valor de 4.900 milhões de euros a partir do Fundo de Resolução que amontoou os 4,9 mil milhões de euros (dos quais 3,9 mil milhões vinham de um empréstimo) e pôs fim ao BES como um banco privado, e começou um banco novo, o Novo Banco. O Fundo de Resolução também passou a deter a totalidade do capital do Novo Banco. O Banco Central Europeu (BCE) retirou o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do banco às operações de política monetária. Os ativos não-tóxicos[necessário esclarecer] do BES foram transferidos para uma novo banco operada desde 2014, o Novo Banco, financiado pelo Fundo de Resolução do BdP enquanto os ativos tóxicos permaneceram no banco existente. O Novo Banco manteve a administração que tinha entrado recentemente no ex-BES e será vendido o mais breve possível. Os accionistas do antigo BES assim como os detentores de obrigações subordinadas perderam todos os créditos. A partir de 3 de agosto de 2014 o BES passou a ter como Presidente do Conselho de Administração Luís Augusto Máximo dos Santos.

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