Giuseppe Verdi
Giuseppe Fortunino Francesco Verdi foi um compositor italiano de óperas do período romântico. Sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália e um dos mais influentes do século XIX, assim como Richard Wagner (1813–1883) na Alemanha.
Giuseppe Verdi (AFI: [d͡ʒuˈzɛppe ˈverdi]) era filho de Carlo Verdi, dono de uma taberna, e de Luisa Utini. Verdi nasceu na pequena localidade de Roncole, uma pequena vila do município de Busseto, então no departamento de Taro, que fazia parte do Primeiro Império Francês, após a anexação do Ducado de Parma e Piacenza. O registro de batismo, em 11 de outubro, lista-o como tendo "nascido ontem", mas como os dias eram muitas vezes considerados como começando ao pôr-do-sol, isso poderia significar que ele nasceu em 9 ou 10 de outubro. No dia seguinte, foi batizado na igreja católica, e foi registrado em latim como Josephus Fortuninus Franciscus. No dia seguinte (terça-feira), o pai de Verdi levou seu recém-nascido até Busseto, onde o bebê foi registrado como francês com o nome de Joseph Fortunin François. "Assim aconteceu que, para o mundo civil e temporal, Verdi nasceu como sendo um francês".
Reconhecimento inicial
A produção de sua primeira ópera, Oberto, foi feita no Teatro alla Scala de Milão em novembro de 1839, alcançando pouco sucesso. Após a produção, Bartolomeo Merelli, empresário do Teatro alla Scala, ofereceu a Verdi um contrato de mais dois trabalhos. Enquanto ele trabalhava em sua segunda ópera, Un Giorno di Regno, sua esposa faleceu. A ópera estreou em setembro de 1840. A ópera foi um fracasso e ele caiu em desespero e prometeu que não iria mais compor. No entanto, Merelli persuadiu-o a escrever Nabucco, sendo apresentada em março de 1842, fazendo do compositor famoso em Milão. Diz a lenda que a letra da famosa canção "Va Pensiero" que inspirou Verdi a voltar a compor.
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Entre 1855 e 1867, Verdi continuou a compor grandes óperas, inseriu em sua lista: Un ballo in maschera (1859), La forza del destino (feita para o Teatro Imperial de São Petersburgo para 1861, mas não apresentada até 1862) e a versão revisada de Macbeth (1865). Outras, com menos produções na época: Les vêpres siciliennes (1855) e Don Carlo (1867), ambas feitas para a Ópera de Paris e inicialmente em francês. Atualmente, essas últimas são mais interpretadas na revisão em italiano. Simon Boccanegra foi composta em 1857. Em 1869, Verdi foi convidado, junto a outros compositores, a compor uma seção para uma missa de réquiem em memória de Gioachino Rossini. Aquele réquiem foi composto e completo, mas teve sua apresentação cancelada no último minuto (e não foi interpretado durante a vida do compositor). Verdi responsabilizou a falta de entusiasmo para o projeto do maestro que iria conduzi-lo, Angelo Mariani, que era amigo de longa data de Verdi. O episódio levou-os a uma permanente quebra de relações pessoais. A soprano, Teresa Stolz (que posteriormente tornou-se uma grande profissional e teve um romance com Verdi), era, naquela época, cogitada a casar com Mariani, mas ela o deixou pouco depois. Cinco anos mais tarde, Verdi revisou sua parte "Libera Me" do Requiem para Rossini e fez dessa revisão parte do seu próprio Requiem, honrando o famoso romancista e poeta Alessandro Manzoni, que morreu em 1873. O Requiem completo foi apresentado pela primeira vez na Catedral de Milão, em 22 de maio de 1874.
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Nos anos seguintes, Verdi trabalhou na revisão de suas primeiras composições, as mais notáveis são as novas versões de Don Carlo, La forza del destino e Simon Boccanegra. Otello, baseada na obra de William Shakespeare, com um libreto escrito pelo jovem compositor de Mefistofele, Arrigo Boito, teve sua première em Milão, em 1887. A música é "contínua" e não pode ser facilmente dividida para ser apresentada em concerto. Muitos dizem que essa obra não tem o brilho melódico característico de Verdi, enquanto outros críticos dizem que é a obra-prima trágica de Verdi. Outra diferença é a falta de prelúdio, tão comum ao público Verdiano. Arturo Toscanini tocou como violoncelista na exibição de estreia mundial da obra e tornou-se amigo de Verdi (reverenciando o compositor assim como Beethoven). A última ópera de Verdi, Falstaff, tendo o libreto também escrito por Boito, foi baseada em The Merry Wives of Windsor de Shakeaspeare e uma tradução de Victor Hugo. Essa ópera teve um sucesso internacional. É uma das supremas óperas cômicas, que mostra a genialidade de Verdi no contraponto.
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Após a Itália ser unificada, em 1861, muitas das óperas de Verdi foram reinterpretadas como Risorgimento. Começando em Nápoles, em 1859, e se espalhando por toda a Itália, o slogan "Viva VERDI" foi usado como um acróstico de Viva Vittorio Emanuele Re D'Italia (Vitor Emanuel, Rei da Itália), se referindo a Vítor Emanuel II da Itália, então rei da Sardenha. O Coro dos Hebreus (título para Va, pensiero) foi outra peça que entrou para o folclóre. Antes do corpo de Verdi ser levado até o cemitério, Arturo Toscanini conduziu o coro com 820 cantores, na casa em Miserere, onde Il Trovatore foi apresentado. Verdi foi eleito como Membro da Câmara dos Deputados em 1861, seguindo um conselho do Primeiro-Ministro Cavour, mas em 1865 ele renunciou ao cargo. Em 1874, ele foi nomeado Senador do Reino, por Vítor Emanuel II da Itália.
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Os predecessores que influenciaram Verdi musicalmente foram Gioachino Rossini, Vincenzo Bellini, Giacomo Meyerbeer e, mais notavelmente, Gaetano Donizetti e Saverio Mercadante. Com a exceção de Otello e Aida, que teve a influência de Richard Wagner. Mesmo tendo muito respeito por Charles Gounod, Verdi teve muito cuidado em não aprender nada do compositor francês, quem seus contemporâneos chamavam de maior compositor ainda vivo. Algumas partes de Aida parecem ter uma familiaridade superficial com o compositor russo Mikhail Glinka, a quem Franz Liszt, depois de sua turnê no Império Russo, popularizou na Europa Oriental. Em toda sua carreira, Verdi raramente usou o Dó agudo da tessitura de tenores, citando que o fato do tenor ter a oportunidade de cantar tal nota o distrai antes e depois do fato. Entretanto, ele compôs uma ária com o Dó agudo tenoril para Duprez em Jérusalem e para Tamberlick na versão original de La forza del destino. Entretanto, atualmente pode-se ouvir tal nota na ária Di quella pira em Il Trovatore, mas essa não está escrita na partitura.
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Quando era criança, Giuseppe Verdi costumava tocar na casa dos Barezzi. O instrumento que tocava foi construído por Anton Tomaschek. Giuseppe Verdi era um grande admirador dos pianos de Johann Fritz, tendo utilizado um piano vienense Fritz de 6 pedais desde a criação da sua ópera Rigoletto, em 1851, até à criação da sua ópera Aida, em 1871. Este piano pode ser visitado na Villa Verdi, antiga residência do compositor na Província Placência, em Itália. Em 1857, numa apresentação com vista à inauguração do Teatro A. Galli, em Rimini, Verdi tocou num piano de cauda de Joseph Danckh.


