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Género

Gênero, ou gênero (no Brasil), refere-se a qualquer forma de comunicação com convenções sociais estabelecidas ao longo do tempo. É um conceito amplo de classificação que agrupa características comuns a grupos, objetos ou ideias, sem se prender a definições rígidas. O termo evoluiu significativamente, especialmente com o avanço das ciências sociais e do feminismo, para distinguir aspectos sociais e culturais das diferenças biológicas.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 18/08/2026

Pontos-chave

  • Gênero abrange convenções sociais de comunicação e classificação.
  • O conceito de gênero foi formalizado em 1955 por John Money para distinguir sexo biológico de papel social.
  • Teorias feministas popularizaram a distinção entre sexo biológico e construção social de gênero a partir dos anos 1970.
  • Antropologia, psicologia e sociologia utilizam o conceito de gênero para analisar a organização social, o parentesco e as relações humanas.
  • Identidade de gênero abrange a percepção individual de masculinidade, feminilidade ou outras identificações, incluindo não-binariedade e fluidez.
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Evolução do Conceito de Gênero

Imagem: Codelco · BY-NC-ND · Openverse

A distinção entre sexo biológico e gênero como papel social foi introduzida em 1955, mas só ganhou força nos anos 1970 com o feminismo. Hoje, o uso do termo varia, sendo mais rigoroso nas ciências sociais e em documentos da OMS, mas em outros contextos pode substituir ou incluir o sexo biológico.

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Gênero nas Ciências Sociais

Imagem: jacilluch · BY-SA · Openverse

O conceito de gênero é fundamental para a análise em diversas áreas das ciências sociais, permitindo a compreensão das dinâmicas sociais, culturais e psicológicas.

Antropologia

Na Antropologia Clássica, a distinção de gênero era vista na organização social e parentesco, mas sem aprofundamento. Evolucionistas como Lewis Henry Morgan associavam a descendência feminina a sociedades 'menos avançadas'. Lévi-Strauss via a troca de mulheres como base para alianças. Críticas feministas apontam etnocentrismo na abordagem antropológica das distinções de gênero.

Psicologia

Robert Stoller (1968) definiu gênero como aspectos anatômicos, morfológicos e fisiológicos. Seus estudos com indivíduos intersexo ou criados em um gênero diferente do sexo biológico sugeriram que o gênero é mais maleável que o sexo biológico, sendo 'mais fácil mudar o sexo biológico do que o gênero de uma pessoa'.

Sociologia

A Sociologia clássica não desenvolveu a questão de gênero, vista como micro. A partir dos anos 1960, com os estudos feministas, o gênero tornou-se uma variável analítica importante. Sociólogos contemporâneos desconstruíram dicotomias clássicas (indivíduo X sociedade), abrindo caminho para abordagens não totalizantes e a compreensão da diferenciação social.

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Feminismo e Estudos de Gênero

Imagem: PROYECTO AGUA** /** WATER PROJECT · BY-NC-SA · Openverse

O livro 'O segundo sexo' (1949) de Simone de Beauvoir questionou o determinismo biológico e lançou as bases para os estudos de gênero, propondo que 'não se nasce mulher, torna-se mulher'. O termo gênero passou a ser usado para se referir a construções sociais e culturais de masculinidades e feminilidades, excluindo diferenças biológicas.

04

Identidade de Gênero

Imagem: Asamblea Nacional del Ecuador · BY-SA · Openverse

A identidade de gênero é a percepção individual de masculinidade, feminilidade ou outras identificações. Pode envolver o sexo biológico, papéis sociais e a forma como a sociedade responde à apresentação de gênero. Culturas diversas possuem papéis de gênero específicos, e em contextos ocidentais, identidades não-binárias ou fluidas são reconhecidas.

Cisgênero e Transgênero

Cisgênero descreve quem se identifica com o sexo biológico atribuído ao nascer. Não implica necessariamente conformidade com papéis de gênero sociais. A identidade cisgênero não determina a sexualidade. Transgênero refere-se a pessoas cuja identidade de gênero difere do sexo atribuído ao nascer.

Não Binariedade e Fluidez

Pessoas que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher podem ser não-binárias ou de gênero fluido. Gênero fluido implica identificações que variam entre masculino e feminino, ou uma mistura de ambos. Não-binário é um termo guarda-chuva para identidades que não se encaixam estritamente nas categorias masculina ou feminina, podendo incluir identidades agênero ou múltiplas.

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Fontes consultadas

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