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Geleira

Geleira (português brasileiro) ou glaciar (português europeu) é uma grande e espessa massa de gelo formada em camadas sucessivas de neve compactada e recristalizada, de várias épocas, em regiões onde a acumulação de neve é superior ao degelo. É dotada de movimento e se desloca lentamente, em razão da gravidade, relevo abaixo, provocando erosão e sedimentação glacial.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Etimologia

O português geleira, do século XIX, preferível ao castelhanismo ventisqueiro e diferentemente do galicismo glaciar, é derivado do português gelo (do latim gelu, 'gelo, geada, frio intenso') e o sufixo -eira, que, no caso, traduz a ideia de 'intensidade, aumento, acúmulo'. O espanhol hielo, 'gelo', de 1220-1250, permite datar o português gelo no século XVI, ainda que seu primeiro registro seja o do dicionário de António de Morais Silva (1813). Embora predomine na América Hispânica (principalmente na Argentina) e no português europeu o galicismo glaciar, do século XX, o vocábulo espanhol que traduz o português geleira é vestiquero, do século XVII, derivado do espanhol viento, de fins do século X, do latim ventus, 'vento'. O francês glacier, de 1572, que passou ao inglês glacier, de 1744, deriva do francês glace, latim vulgar glacia, latim glacies, 'gelo'. Palavra dos falares alpinos, o francês glacier torna-se usual a partir do século XVIII, quando ainda concorre com glacière, de 1640, hoje obsoleto nesse sentido. O italiano ghiacciaio e o alemão Gletscher (desde o século XVI), ambos 'geleira', ganham curso no século XVIII como derivados do latim glacies.

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Formação

As geleiras se formam em áreas onde se acumula mais neve no inverno que se derrete no verão. Quando as temperaturas se mantêm abaixo do ponto de congelamento, a neve caída muda sua estrutura já que a evaporação e a recondensação da água causa a recristalização para formar grânulos de gelo menores, espessos e de forma esférica. Este tipo de neve recristalizada é conhecido por nevado. À medida que a neve se acumula e se converte em nevado, as camadas mais profundas são submetidas às pressões cada vez mais intensas. Quando as camadas de gelo e neve têm espessuras que alcançam várias dezenas de metros, o peso é tal que a nevada começa a desenvolver cristais de gelo maiores. Nas geleiras, onde a fusão se dá na zona de acúmulo de neve, a neve pode converter-se em gelo através da fusão e o regelo (no período de vários anos). Na Antártida, onde a fusão é muito lenta ou não existe (inclusive no verão), a compactação que converte a neve em gelo pode demorar mil anos. A enorme pressão sobre os cristais de gelo faz que estes tenham uma deformação plástica, cujo comportamento faz com que as geleiras se movam lentamente sob a força da gravidade como se tratasse de um enorme fluxo de terra.

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Classificação

As geleiras/glaciares classificam-se de acordo com seu tamanho e a relação que mantêm com a geografia. São geralmente aceitos 6 tipos de glaciares.

Glaciares alpinos ou confinados

Chamam-se glaciares alpinos ou confinados os glaciares cuja morfologia depende do relevo e se encontram geralmente em montanhas ocupando o fundo dos talvegues. Os glaciares de vale são a representação clássica daquilo que fazemos de um glaciar: uma bacia de alimentação em forma de círculo aos pés de um pico montanhoso. O glaciar suspenso é geralmente pequeno e encontra-se só junto à parede de uma montanha, razão do termo suspenso. Trata-se de um glaciar cujo cumulação de neve depende fundamentalmente da queda dos séracs de um glaciar suspenso. Trata-se de um glaciar que ocupa um circo, no sentido em que está rodeado por montanhas, pelo que não pode escapar dele ou então muito pouco.

Glaciares continental ou não ou confinados

Esses glaciares são de tal maneira extensos e espessos que o relevo tem pouca incidência sobre a sua morfologia. Apresentam-se na forma de um imenso pacote de gelo que acaba por formar um planalto muito pouco inclinado e de onde surgem de vez em quando um nunatak, nome pelo qual é conhecido um cume rochoso na Islândia, e que formam as chamadas correntes glaciares. Uma calota glaciar ou calota de gelo é uma massa de gelo que cobre uma área menor que 50 000 km². Exemplos de calota glaciar ou calota de gelo: Um manto de gelo ou inlandsis é uma massa de gelo glaciar que cobre mais de 50 000 km² de terreno.

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Movimento

O gelo comporta-se como um sólido quebradiço até que a pressão que tem em cima alcança os 50 metros de espessura do gelo. Uma vez ultrapassado este limite, o gelo comporta-se como um material plástico e começa a fluir. O gelo glaciário consiste em camadas de moléculas colocadas umas sobre as outras. As uniões entre as camadas são mais débeis que as existentes dentro de cada camada, de modo que quando o esforço ultrapassa as forças das ligações que mantêm as capas unidas, estas se deslocam umas sobre as outras. Outro tipo de movimento é o deslizamento basal do gelo. Este se produz quando a geleira inteira desloca-se sobre o terreno no qual se encontra. Neste processo, a água de fusão contribui para o deslocamento do gelo mediante a lubrificação. A água líquida origina-se em decorrência da diminuição do ponto de fusão à medida que aumenta a pressão. Outras fontes para a origem da água de fusão podem ser a fricção do gelo contra a rocha, o que aumenta a temperatura e por último, o calor proveniente da Terra.

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Velocidade

A velocidade de deslocamento das geleiras está determinada pela fricção. Como se sabe, a fricção faz com que o gelo do fundo movimente-se a uma velocidade menor que as partes superiores. No caso das geleiras de vales, isto também se aplica para a fricção das paredes dos vales, porque as regiões centrais são as que apresentam um maior deslocamento. Isto foi confirmado em experimentos realizados no século XIX no que foram utilizadas estacas alinhadas em geleiras alpinas e analisou sua evolução. Posteriormente confirmou-se que as regiões centrais tinham se deslocado por distâncias maiores. Acontece exatamente o mesmo, ainda que em menor velocidade, com a água dos rios movendo-se em seus leitos. As velocidades médias variam. Algumas apresentam velocidades tão lentas que as árvores podem estabelecer-se entre os sedimentos depositados. Em outros casos, contudo, deslocam-se vários metros por dia. Este é o caso da geleira Byrd, uma geleira de descarga na Antártida que, de acordo com estudos de satélites, desloca-se de 750 a 800 metros por ano (uns dois metros por dia).

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Erosão

As rochas e os sedimentos são incorporados às geleiras por vários processos. As geleiras realizam erosões no terreno principalmente de duas maneiras: abrasão e atrito.

Abrasão e atrito

À medida que a geleira flui sobre a superfície fraturada do leito de rocha, arrasta consigo blocos de rocha que incorpora ao gelo. Este processo conhecido como atrito, produz-se quando a água de fusão penetra nas fendas e diaclases do leito de rocha e do fundo da geleira e se congela. Conforme a água se expande, atua como uma alavanca que solta a rocha, levantando-a. Desta maneira que os sedimentos de todos os tamanhos passam a formar parte da carga da geleira. A abrasão ocorre quando o gelo e a carga de fragmentos rochosos deslizam sobre o leito de rocha e funcionam como um papel de lixa que alisa e pule a superfície situada abaixo. A rocha pulverizada pela abrasão recebe o nome de farinha de rocha. Esta farinha está formada por grânulos de rocha do tamanho da ordem dos 0,002 a 0,00625 mm. Às vezes, a quantidade de farinha de rocha produzida é tão elevada que as correntes de água de fusão adquirem uma cor acinzentada.

Velocidade da erosão

A velocidade da erosão de uma geleira é muito variável. Esta erosão diferenciada levada a cabo pelo gelo é controlada por quatro fatores importantes:

Sedimentos

Uma vez que o material sólido é incorporado à geleira, pode ser transportado por vários quilómetros antes de ser depositado na área da ablação. Todos os depósitos deixados pelos glaciares recebem o nome de sedimentos glaciares. Os sedimentos glaciares são divididos pelos geólogos em dois tipos distintos: Os grandes blocos que se encontram no tilito ou livres sobre a superfície designam-se por erráticos glaciários que são diferentes ao leito de rocha em que se encontram (isto é, a sua litologia não é a mesma que a rocha encaixada subjacente). Os blocos erráticos de uma geleira são rochas soltas e portanto logo abandonadas pela corrente de gelo. O seu estudo litológico permite averiguar a trajectória da geleira que os depositou.

Morenas ou morainas

O nome mais comum para os sedimentos das geleiras é o de morenas ou morainas. O termo tem origem francesa e foi atribuído por camponeses para referir-se aos rebordos e terraplanagens aluviais de sedimentos encontrados perto das bordas das geleiras nos Alpes franceses. Na geologia moderna, este termo é mais usado num sentido mais lato, porque se aplica a uma série de formas, todas elas compostas por tilito. Há diferentes tipos de morenas, conforme a posição que ocupam na geleira:

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Transformação do terreno

Vales glaciários

Antes da glaciação, os vales das montanhas tinham uma característica forma de V, produzida pela erosão da água na vertical. Contudo, durante a glaciação esses vales alargam-se e aprofundam-se, o que dá origem à criação de um vale glaciário em forma de U. Além do seu aprofundamento e alargamento, a geleira também alisa este vale graças à erosão. Desta forma vai eliminando os esporões de terra que estendem no vale. Como resultado desta interacção, são criadas falésias triangulares designadas esporões truncados, visto que muitas geleiras aprofundam mais os seus vales do que fazem os seus pequenos afluentes. Em consequência, quando as geleiras acabam retrocedendo, os vales das geleiras afluentes ficam por cima da depressão glaciária principal, e são designados por vales suspensos. As partes do solo que foram afectadas pelo atrito e a abrasão, podem ser ocupadas pelos denominados lagos paternoster, nome originado do latim (Pai Nosso) que faz referência a uma parte das contas do rosário.

Arestas e espigões

Além das características que as geleiras criam em um terreno montanhoso, também é possível encontrar cristas sinuosos de bordos aguçados que recebem o nome de arestas e picos piramidais e agudos designados por espigões. Esses dois traços podem ter o mesmo processo desencadeante: o aumento do tamanho dos circos produzidos pelo atrito e pela acção do gelo. No caso dos espigões, o motivo da sua formação são os circos que rodeiam uma única montanha. As arestas surgem duma maneira similar; a única diferença é que os circos não estão dispostos em círculo, mas sim em lados opostos de uma divisória. As arestas também podem ser produzidas com a junção das geleiras paralelas. Neste caso as línguas glaciárias vão estreitando as divisórias à medida que sofrem erosão e fazem o polimento dos vales adjacentes.

Rochas moutonnées

São formadas pela passagem da geleira, quando esta esculpe pequenas colinas a partir de protuberâncias do leito de rocha. Uma protuberância de rocha deste tipo dá-se o nome de rocha moutonnée (do francês mouton), porque se assemelham a caneiros. As rochas moutonnées são formadas quando a abrasão da geleira alisa a suave pendente que está na frente do gelo glaciário que se aproxima e o atrito aumenta a inclinação do lado oposto à medida que o gelo passa por cima da protuberância. Estas rochas indicam a direcção do fluxo da geleira.

Colinas assimétricas

As morenas ou morainas são as únicas formas depositadas pelas geleiras. Em determinadas áreas que, em alguma ocasião estiveram cobertas por calotas de gelo continentais, existe uma variedade especial de paisagem glaciária caracterizada por colinas lisas, alargadas e paralelas chamadas colinas assimétricas. As colinas assimétricas têm perfil aerodinâmico e são formadas principalmente por terreno errático ou tilitos. A sua altura oscila entre 15 e 50 metros e podem chegar a medir até um quilómetro de comprimento. O lado mais vertical da colina está na direcção do avanço do gelo, enquanto a pendente mais larga está virada para a direcção da deslocação do gelo.

Sedimentos glaciários estratificados

A água que surge da área de ablação afasta-se da geleira numa camada plana que transporta sedimentos finos; à medida que diminui a velocidade, os sedimentos transportados, começam a depositar-se e então a água resultante da fusão começa a originar canais anastomosados. Quando esta estrutura se forma, associada a uma calota de gelo, recebe o nome de planície aluvial. As planícies de aluvião só podem estar acompanhadas por pequenas depressões conhecidas por kettles ou marmitas de gigante, ainda que seja uma forma menor de relevo que se forma nas correntes fluviais, motivo pelo qual não se deveria considerar no sentido estrito do termo, relacionado com as geleiras, apesar de serem muito frequentes em terrenos fluvioglaciários. As depressões das geleiras também se produzem em depósitos de tilitos.

Depósitos em contato com o gelo

Quando uma geleira diminui o seu tamanho até chegar a um ponto crítico, o fluxo detém-se e o gelo para. Entretanto, as águas de fusão que correm por cima, no interior e por baixo do gelo, deixam depósitos de sedimentos estratificados. Por isso, à medida que o gelo vai-se derretendo, vai deixando depósitos estratificados em forma de colinas, terraços e cúmulos. Este tipo de depósito é conhecido como depósito em contacto com o gelo. Quando estes depósitos têm a forma de colinas com encostas empinadas ou montículos são designados por kames. Alguns kames são formados quando a água de fusão deposita sedimentos através de aberturas no interior do gelo. Noutras situações, só são a consequência de deltas até o exterior do gelo, produzidos pela água de fusão.

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A glaciação do Quaternário

Em 1821, um engenheiro suíço, Ignaz Venetz, apresentou um artigo em que sugeria a presença de rasgos característicos da paisagem glaciária a distâncias consideráveis dos Alpes. Esta ideia foi negada por outro cientista suíço, Louis Agassiz, mas quando Louis tentou demonstrar a não validade da teoria de Ignaz, na verdade acabou por acreditar nas afirmações do seu colega e outros que o seguiram, como De Saussure, Esmark e Charpentier. De facto, um ano mais tarde na sua expedição com Charpentier (1836), Agassiz colocou a hipótese de ter existido um período glacial que teria tido efeitos generalizados e de longo alcance. A sua contribuição para a chamada Teoria glacial consolidou o seu prestígio como naturalista. Com o passar do tempo e graças ao desenvolvimento do conhecimento geológico, comprovou-se que existiram vários períodos de avanço e retração das geleiras e que as temperaturas existentes na terra eram muito diferentes das actuais.

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Alguns efeitos do período glacial quaternário

Os efeitos do período glaciar Quaternário são bem evidentes. Sabe-se que espécies de animais e plantas foram obrigadas a emigrar enquanto que outras conseguiram adaptar-se. Apesar de tudo, a evidência mais importante é o actual levantamento sofrido pela Escandinávia e América do Norte. Sabe-se que, por exemplo, a baía de Hudson durante os últimos mil anos elevou-se cerca de 300 metros. O motivo desta ascensão é devido ao equilíbrio de isostasia. Esta teoria sustenta que quando uma massa como uma geleira se sobrepõe à superfície terrestre, esta vai-se afundando pela pressão, mas quando a geleira se derrete, a crosta terrestre começa a elevar-se até à sua posição original, ou seja, volta ao seu nível de equilíbrio, ao libertar-se do peso da própria geleira. A este processo de voltar ao sistema inicial chama-se movimento eustático.

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Causas das glaciações

Apesar do conhecimento adquirido durante os últimos anos, ainda se sabe pouco sobre as causas das glaciações. As glaciações generalizadas foram raras na história da Terra. Sem dúvida, a Idade do gelo no Pleistoceno não foi o único evento de glaciação já que se pode identificar depósitos denominados por tilitas, uma rocha sedimentar formada quando se litifica o tilito glaciário. Estes depósitos encontrados em estratos de diferentes idades, apresentam características similares como fragmentos de rocha estriada, algumas sobrepostas à superfícies do leito de rocha polida e estriada ou associadas com arenitos e conglomerados que mostram traços de depósitos na planície aluvial. Identificaram-se dois episódios glaciares Pré-Cambriano, o primeiro há cerca de 2000 milhões de anos e o segundo há cerca de 600 milhões de anos. Além disso, em rochas do Paleozóico tardio, de uma antiguidade por volta de 250 milhões de anos, encontrou-se um registo bem documentado de uma época glaciar anterior.

Tectónica de placas

Como as geleiras só podem se formar sobre terra firme, a ideia da tectónica de placas sugere que a evidência de glaciações anteriores se encontra presente em latitudes tropicais, visto que a derivação das placas tectónicas transportou os continentes desde latitudes tropicais até regiões mais próximas dos polos. A evidência de estruturas glaciares na América do Sul, África, Austrália e na Índia confirmam esta ideia, devido a saber-se que experimentaram um período glaciar perto do final do Paleozóico há cerca de 250 milhões de anos. A ideia de que as evidências de glaciações encontradas em latitudes médias estão intimamente relacionadas com a deslocação das placas tectónicas e foi confirmada com a ausência de traços glaciares no mesmo período para as latitudes mais altas da América do Norte e Eurásia, o que indica, como é obvio, que as suas localizações eram muito diferentes das actuais. Por outro lado, no arquipélago de Svalbard nas explorações de minas de carvão, também serve para confirmar a ideia da deslocação das placas tectónicas, visto que aí, nesse arquipélago, não existe vegetação suficiente que explique esses veios de carvão mineral.

Variações na órbita terrestre

Devido à deslocação das placas tectónicas ser muito lenta, esta explicação não pode ser utilizada para explicar a alternância entre climas glaciares e interglaciares que se deu durante o Pleistoceno. Por este motivo, os cientistas acreditam que tais oscilações climáticas do Pleistoceno devem estar ligadas a variações da órbita terrestre. Esta hipótese foi formulada pelo jugoslavo Milutin Milankovitch e se baseia na premissa de que as variações da radiação solar que atingem a Terra constituem um factor fundamental no controlo do clima terrestre. Apesar das condições do modelo de Milankovitch não parecerem justificar grandes alterações na radiação incidente, não há dúvida que a alteração se faz sentir como se pode observar pelo contrates das estações do ano.

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Fontes consultadas

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