Fulgencio Batista
Fulgencio Batista Zaldívar foi um militar cubano que serviu como presidente eleito da ilha entre 1940 e 1944, e depois como ditador entre 1952 e 1959, até ser derrubado pela Revolução Cubana.
Batista inicialmente subiu ao poder como parte da "Revolta dos Sargentos" que derrubou o regime autoritário de Gerardo Machado em 1933. Em seguida, nomeou a si mesmo chefe das forças armadas com a patente de coronel e efetivamente controlou a cinco membros da Presidência conhecido como "La Pentarquía", sendo um deles Ramón Grau que foi nomeado presidente, o revolucionário Antonio Guiteras Holmes também foi nomeado como parte do gabinete. Ele manteve esse controle através de uma série de presidentes "fantoches" até 1940, quando ele próprio era eleito Presidente de Cuba em uma plataforma populista. Após a renúncia do presidente Federico Laredo Bru em 1940, Batista concorreu como candidato pela Coligação Socialista-Democrática, uma coligação que envolvia o Partido Liberal, o Partido da União Nacionalista, a Associação Nacional Democrática e a União Revolucionária Comunista, esta última de ideologia marxista-leninista quem seria um dos precursores do atual Partido Comunista de Cuba. Ele então instalou a Constituição de Cuba de 1940, considerado progressista para a época, e serviu até 1944. Batista consolidou o seu poder concentrando em si todas as nomeações para os cargos públicos. Durante o primeiro mandato de Batista, Cuba cooperou na Segunda Guerra Mundial com os aliados e declarou guerra ao Japão, Alemanha e Itália. Durante sua gestão, leis e políticas trabalhistas seriam promulgadas a favor dos sindicatos, realizando importantes reformas sociais, sendo apoiadas pelos comunistas que atacavam a oposição anti-Batista rotulando Ramón Grau e os demais de "fascistas" e "reacionários".
Imagem: Arxiu del So i de la Imatge de Mallorca · BY-NC-ND · Openverse
Depois de terminar seu mandato ele viveu na Flórida, retornando a Cuba para concorrer à presidência em 1952. Enfrentando certa derrota eleitoral, ele liderou um golpe militar contra Carlos Prío Socarrás. De volta ao poder, Batista suspendeu a Constituição de 1940 e revogou a maioria das liberdades políticas, incluindo o direito à greve, e restabeleceu a pena de morte. Batista outorgou para si mesmo um salário anual maior que o do presidente dos Estados Unidos (passou de 26,400 dólares para 144 mil dólares, enquanto Harry S. Truman ganhava 100 mil). No dia 27 de março de 1952, os Estados Unidos reconheceram oficialmente o regime de Batista. Ele, então alinhado com os latifundiários ricos que possuíam as maiores plantações de açúcar, e presidiu uma economia estagnada que aumentara o fosso entre os cubanos ricos e pobres. Com o governo cada vez mais corrupto e repressivo de Batista, começou a lucrar de forma sistemática a partir da exploração comercial de interesses em Cuba, através da negociação de relações lucrativas com a máfia americana, com drogas, jogos de azar, as empresas de prostituição em Havana, e com grandes multinacionais com sede nos EUA em que foram adjudicados contratos lucrativos.
O apoio dos Estados Unidos e o subsequente distanciamento
O apoio do governo dos Estados Unidos à ditadura de Fulgencio Batista, por sete anos (1952-59), foi um dos episódios emblemáticos da Guerra Fria. Esse apoio era devido às suas posições favoráveis aos negócios norte-americanos na ilha. Entretanto, nos últimos dois anos da ditadura, as relações com os Estados Unidos começaram a esfriar. Em março de 1958, os Estados Unidos suspenderam a venda de armas a Cuba, o que contribuiu para o enfraquecendo do regime de Fulgencio Batista. Em 1º de janeiro de 1959, Fidel Castro triunfou na Revolução Cubana e, em 7 de janeiro, Washington reconheceu oficialmente o novo governo, acreditando que poderia manter relações normais, tendo em vista que durante sua viagem de 11 dias pelos EUA em abril de 1959, Castro teria dito que Cuba permaneceria neutra em qualquer disputa entre o Ocidente e o bloco soviético.


