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Peru

Peru, oficialmente chamado de República do Peru, é um país sul-americano limitado ao norte pelo Equador e pela Colômbia, a leste pelo Brasil e pela Bolívia e ao sul pelo Chile. O seu litoral, a oeste, é banhado pelo oceano Pacífico. Sua geografia é variada, exibindo desde planícies áridas na costa do Pacífico, aos picos nevados dos Andes e à floresta amazônica, características que proporcionam a este país diversos recursos naturais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Etimologia

A palavra Peru é, provavelmente, derivada de Birú, o nome de um governante local que morava perto da Baía de São Miguel, no Panamá, no início do século XVI. Quando os seus domínios foram visitados por exploradores espanhóis em 1522, eram a parte mais meridional do "Novo Mundo" conhecida pelos europeus. Assim, quando Francisco Pizarro explorou as regiões mais ao sul, as designou de Birú ou Peru. A Coroa Espanhola oficializou o nome do território em 1529, com a Capitulación de Toledo, que designou o recém-encontrado Império Inca como a Província do Peru. Sob o domínio espanhol, o país era denominado Vice-Reino do Peru, que posteriormente se tornou a República Popular do Peru, após a guerra da independência do país.

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História

Primeiras civilizações

Os primeiros indícios da presença humana no território peruano datam de aproximadamente 10 560 a.C. A mais antiga sociedade complexa conhecida no Peru e nas Américas, a Civilização de Caral, floresceu ao longo da costa do oceano Pacífico entre 3 000 e 1 800 a.C. Caral é o berço da cultura peruana e de grande parte do Continente Americano. As sociedades andinas foram baseadas na agricultura, utilizando técnicas como a irrigação e terraceamento, pecuária de camelídeos e pesca também eram importantes. A organização era baseada no princípio da reciprocidade e redistribuição porque estas sociedades não tinham nenhuma noção de mercado ou dinheiro. Uma dessas sociedades andinas foi a Civilização Huari, ela desenvolveu o modelo clássico do Estado andino com o surgimento de cidades de corte imperial, um modelo que se expandiu no norte em direção ao século XVIII. Após o abandono de Huari, novos estados centralizadores de alcance regional foram erguidos ao longo da cordilheira dos Andes, como Lambayeque, Chimú e Chincha, período conhecido como o Intermediário Tardío ou Período dos Estados regionais.

Colonização

Em 1532, um grupo de conquistadores e de nativos americanos liderados por Francisco Pizarro derrotou e capturou o imperador inca Atahualpa. Francisco Pizarro exigiu ouro e prata em troca da libertação do Sapa Inca e, apesar de Francisco Pizarro ter recebido uma sala de ouro e dois quartos seguintes com prata, até ao nível do alcance dos braços de Atahualpa, o Imperador Inca foi cruelmente executado, sendo obrigado a se batizar na religião católica e sendo estrangulado após seu batismo, dessa maneira Francisco Pizarro conquistou o império inca e impôs o domínio espanhol sobre toda a região. Dez anos depois, a Coroa espanhola criou o Vice-Reino do Peru, que incluía todas as suas colônias da América do Sul. Francisco de Toledo reorganizou o país na década de 1570 com a mineração como principal atividade econômica e com o trabalho forçado indígena como a sua principal força de trabalho.

Independência

No início do século XIX, enquanto a maioria da América do Sul era assolada por guerras de independência, o Peru continuou a ser um reduto monarquista. Como a elite hesitou entre a emancipação e a lealdade para com a monarquia espanhola, a independência foi obtida apenas após as campanhas militares de José de San Martín e Simón Bolívar. Durante os primeiros anos da República, lutas endêmicas pelo poder entre líderes militares causaram instabilidade política. A identidade nacional foi forjada durante este período, com projetos bolivarianos que afundaram, como a Confederação da América Latina, e uma união com a Bolívia que se mostrou efêmera. Quando a independência foi proclamada, San Martin assumiu o comando político-militar dos departamentos livres do Peru, sob o título de Protetor, por decreto emitido em 3 de agosto de 1821. Os trabalhos do Protetorado contribuíram para a criação da Biblioteca Nacional (em favor do conhecimento), a aprovação do Hino Nacional e a abolição de leis contra os indígenas. Em 27 de dezembro de 1821, San Martín criou três ministérios: Ministério de Estado e Relações Exteriores, nomeando a Juan García del Río como ministro; Ministério da Guerra e Marinha, para Bernardo de Monteagudo; e Ministério das Finanças, para Hipólito Unanue.

Meados do século XIX

Entre 1840 e 1860, o Peru desfrutou de um período de estabilidade sob a presidência de Ramón Castilla através do aumento da receita do Estado com as exportações de guano. No entanto, em 1870, esses recursos foram desperdiçados, o país estava pesadamente endividado e a luta política voltou a aumentar. Em 5 de abril de 1879, o Chile declarou guerra ao Peru, desencadeando a Guerra do Pacífico. O estopim foi o confronto entre a Bolívia e o Chile por um problema fiscal em que o Peru foi comprometido pelo Tratado de Aliança Defensiva assinado com a Bolívia em 1873. No entanto, a historiografia peruana é unânime em sustentar que a causa de esta guerra era a ambição do Chile de tomar os territórios de salitre e guaneros do sul do Peru. Numa primeira fase da guerra, a campanha naval, a marinha peruana repeliu o ataque chileno até 8 de outubro de 1879, dia em que se travou a batalha naval de Angamos, onde a Marinha chilena com seus navios Cochrane, Blanco Encalada, Loa e Covadonga encurralaram o monitor Huáscar, o principal navio da Marinha peruana comandado pelo almirante Miguel Grau Seminario, que morreu na briga e desde então se tornou o maior herói do Peru.

Século XX

Lutas internas após a guerra foram seguidas por um período de estabilidade no âmbito do Partido Civil, que durou até o início do regime autoritário de Augusto B. Leguía. A Grande Depressão causou a queda de Leguía, renovada turbulência política e a emergência da Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA). A rivalidade entre esta organização e uma coalizão das elites e dos militares definiram a política peruana nas três décadas seguintes. Em 1968, as forças armadas, lideradas pelo general Juan Velasco Alvarado, aplicaram um golpe militar contra o presidente Fernando Belaúnde. O novo regime levou a cabo reformas radicais para fomentar o desenvolvimento, mas não obteve apoio generalizado. Em 1975, Velasco foi substituído como presidente pelo general Francisco Morales Bermúdez, que paralisou as reformas e supervisionou o restabelecimento da democracia.

Século XXI

Após a renúncia de Fujimori, Valentín Paniagua assumiu a presidência interina e convocou novas eleições. Em 2001, Alejandro Toledo foi eleito presidente, prometendo combater a corrupção e promover o crescimento econômico. Toledo governou até 2006, quando foi sucedido por Alan García, que já havia sido presidente entre 1985 e 1990. Durante seu segundo mandato, García focou em políticas econômicas neoliberais e em atrair investimentos estrangeiros, mas enfrentou críticas por questões de direitos humanos e corrupção. Em 2011, Ollanta Humala foi eleito presidente, inicialmente com uma plataforma de esquerda, mas acabou adotando políticas mais moderadas e continuando com o modelo econômico neoliberal. Humala governou até 2016

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Geografia

O território peruano cobre 1 285 216 km2 de área, no oeste da América do Sul. O país faz fronteira com o Equador e a Colômbia ao norte, o Brasil a leste, a Bolívia a sudeste, o Chile ao sul e o oceano Pacífico a oeste. Sua capital atual é Lima.

Topografia e hidrografia

As montanhas dos Andes e o oceano Pacífico definem as três regiões tradicionalmente usadas ​​para descrever o país geograficamente. A costa (litoral), a oeste, é uma planície estreita, em grande parte árida, exceto por vales criados por rios sazonais. A serra (planalto) é a região da cordilheira dos Andes, que inclui o planalto Altiplano, bem como o ponto culminante do país, o Huascarán, com 6 768 m de altitude. A terceira região é a selva (florestas), uma vasta extensão de planícies cobertas pela floresta Amazônica, que se estende a leste. Quase 60% da área do país está localizada dentro desta região. A maioria dos rios peruanos tem origem nos picos da cordilheira dos Andes e correm através de três bacias. Aqueles que correm em direção ao oceano Pacífico são íngremes e curtos, fluindo apenas intermitentemente. Os afluentes do rio Amazonas são mais longos, tem um fluxo muito maior e são menos íngremes, uma vez que saem da serra. Os rios que vão em direção ao Lago Titicaca são geralmente curtos e têm um grande fluxo. Os maiores rios do país são o Ucayali, o Marañón, o Putumayo, o Yavarí, o Huallaga, o Urubamba, o Mantaro e o Amazonas.

Clima e biodiversidade

O Peru não tem um clima exclusivamente tropical, pois a influência da Cordilheira dos Andes e da corrente de Humboldt causa uma grande diversidade climática no país. A costa tem temperaturas moderadas, baixos índices de precipitações e alta umidade, com exceção de sua região norte, mais quente e úmida. Na serra (sierra), a chuva é frequente durante o verão e a temperatura e a umidade diminuem com a altitude até os picos congelados dos Andes. A selva é caracterizada por fortes chuvas e altas temperaturas, com exceção de sua parte mais ao sul, que tem invernos frios e chuvas sazonais. Devido à sua variada geografia e clima, o Peru tem uma grande biodiversidade, com 21 462 espécies de plantas e animais registradas até 2009; 5 855 delas endêmicas.

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Demografia

Com cerca de 31,2 milhões de habitantes, o Peru é o quinto país mais populoso da América do Sul. A taxa de crescimento demográfico caiu de 2,6% para 1,6% entre 1950 e 2000; a população deverá atingir a marca de cerca de 42 milhões de habitantes em 2050. Em 2007, 75,9% dos peruanos viviam em áreas urbanas e 24,1% em áreas rurais.

Composição étnica

O Peru é um país multiétnico, formado por diferentes grupos ao longo de cinco séculos. De acordo com um estudo genético de DNA autossômico, realizado em 2008, pela Universidade de Brasília (UnB) a composição da população do Peru é a seguinte: 73% de contribuição indígena, 15,10% de contribuição europeia e 11,90% de contribuição africana. Uma tese de doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais de 2013 indica uma ancestralidade autóctone de aproximadamente 80%. Um artigo da sciencemag.org de 2018 refere ancestralidade de 80% de nativos americanos, 16% de europeus e 3% de africanos. Os ameríndios habitam o território peruano há vários milênios, muito antes da conquista espanhola da região no século XVI, de acordo com o historiador Noble David Cook a população peruana diminuiu de quase 5–9 milhões habitantes em 1520 para cerca de 600 mil em 1620, principalmente por causa de doenças infecciosas.

Religiões

No censo de 2007, 81,3% da população com mais de 12 anos de idade descreveu-se como católica, 12,5% como evangélicos, 3,3% de outras denominações e 2,9% como irreligiosos. O governo peruano está intimamente ligado com a Igreja Católica. O artigo 50 da Constituição reconhece o papel da Igreja Católica como "um elemento importante no desenvolvimento histórico, cultural e moral da nação". O clero e leigos recebem remuneração do Estado, além do estipêndios pagos a eles pela Igreja. Isto aplica-se aos 52 bispos do país, assim como a alguns padres cujos ministérios estão localizados em cidades e vilas ao longo das fronteiras. Além disso, cada diocese recebe um subsídio mensal institucional do governo. Um acordo assinado com o Vaticano em 1980 concede o estatuto especial para a Igreja Católica no Peru.

Urbanização

As principais cidades do país são Lima (o lar de mais de cerca de 8 milhões de pessoas), Arequipa, Trujillo, Chiclayo, Piura, Iquitos, Cuzco, Chimbote e Huancayo; todas registraram mais de 250 mil habitantes no censo de 2007. Existem 15 tribos indígenas isoladas no território peruano. O espanhol era o idioma usado por 83,9% dos peruanos com cinco anos de idade ou mais em 2007 e é a principal língua do país. Ele coexiste com várias outras línguas indígenas, sendo a mais comum o quíchua, falado por 13,2% da população do país. Outras línguas nativas e estrangeiras eram faladas naquela época por 2,7% e 0,1% dos peruanos, respectivamente. O índice de alfabetização foi estimado em 92,9% em 2007, mas essa taxa é menor em áreas rurais (80,3%) do que nas áreas urbanas (96,3%). O ensino primário e o secundário são obrigatórios e gratuitos nas escolas públicas.

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Política

Governo

O Peru é uma república democrática representativa semipresidencilista com um sistema multipartidário. Sob a atual constituição, o presidente é o chefe de Estado e de governo, eleito para um mandato de cinco anos e não pode buscar a reeleição imediata, devendo ficar por pelo menos um termo constitucional antes da reeleição. O presidente designa o primeiro-ministro e, com o seu conselho, o resto do Conselho de Ministros. Há um Congresso unicameral com 130 membros eleitos para um mandato de cinco anos. Leis podem ser propostas tanto pelo poder executivo quanto pelo legislativo, e se tornam leis de facto após serem aprovadas pelo Congresso e promulgadas pelo presidente.

Forças armadas

As forças armadas peruanas são a principal força de combate e defesa da nação. É composta por um exército, uma marinha e uma aeronáutica, cuja principal função é defender a soberania, a independência e a integridade territorial do país. As forças armadas estão subordinadas ao Ministério da Defesa e ao presidente como comandante em chefe. A conscrição foi abolida em 1999 e substituída por um serviço militar voluntário. A Polícia Nacional do Peru, apesar de ser subordinada às forças armadas, é inteiramente construída sobre uma estrutura civil. A conscrição foi abolida em 1999 e substituída por um serviço voluntário.

Relações internacionais

O Peru é um membro ativo de vários blocos regionais e um dos fundadores da Comunidade Andina de Nações. É também um participante em organizações internacionais como a Organização dos Estados Americanos e das Nações Unidas. As relações exteriores do Peru têm sido dominadas por conflitos de fronteira com países vizinhos, muitos dos quais foram liquidados durante o século XX. Há ainda uma disputa com o Chile sobre limites marítimos no oceano Pacífico.

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Subdivisões

O Peru é dividido em 25 regiões e pela província de Lima. Cada região tem um governo próprio e eleito composto por um governador e um conselho com um mandato de quatro anos. Esses governos planejam o desenvolvimento regional, executam projetos de investimento público, promovem atividades econômicas e realizam a gestão das propriedades públicas. A província de Lima é administrada por um conselho da cidade. O objetivo é devolver o poder aos governos regionais e municipais, entre outros, para melhorar a participação política popular. ONGs fazem um importante papel no processo de descentralização e ainda influenciam a política local.

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Economia

O país é fortemente dependente da mineração para exportação de matérias-primas, que representam 60% das exportações: em 2019, o país era o segundo produtor mundial de cobre e prata, oitavo produtor mundial de ouro, terceiro produtor mundial de chumbo, segundo produtor mundial de zinco, o quarto maior produtor mundial de estanho, o quinto maior produtor mundial de boro e o quarto maior produtor mundial de molibdênio. – sem esquecer as explorações de gás e de petróleo. Pouco industrializado, o Peru sofre com a variação internacional dos preços das commodities. Na agricultura, o Peru é um dos 5 maiores produtores de abacate, mirtilo, alcachofra e aspargos, um dos 10 maiores produtores mundiais de café e cacau, e um dos 15 maiores produtores mundiais de batata e abacaxi, além de ter uma produção considerável de uva. Os produtos agrícolas exportados de maior valor são o café, as uvas, e frutas tropicais em geral. O cacau, o aspargo e o abacaxi, entre outros, também são plantados para a exportação. Na pecuária, o Peru é um dos 20 maiores produtores do mundo de carne de frango.

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Infraestrutura

Educação

No Peru, a educação está sob a jurisdição do Ministério da Educação, que é responsável pela formulação, implementação e monitoramento da política nacional de educação. De acordo com a Constituição do Peru, a educação é obrigatória e gratuita em escolas públicas para os níveis iniciais, primário e secundário. Também é gratuito em universidades públicas para alunos com desempenho acadêmico satisfatório e que superam os exames de admissão (vestibular). A educação é dividida em diferentes níveis: a formação inicial, corresponde à do período entre zero e cinco anos de idade, e tem por finalidade principal dar às crianças estímulos necessários para o seu desenvolvimento, através de técnicas e atividades educacionais. O ensino primário começa com o primeiro ciclo, que consiste no primeiro e segundo grau. A idade de entrada para as crianças é de seis anos. Este nível começa na primeira série e termina na sexta série.

Saúde

No país, os cidadãos possuem um sistema de saúde misto (público e privado). O Ministério da Saúde é responsável pela proteção da dignidade pessoal, promoção da saúde, prevenção de doenças e garantia de atenção integral a todos os habitantes, enquanto o Instituto Nacional de Saúde se encarrega da pesquisa, do desenvolvimento e da transferência de tecnologia. O percentual de gastos com saúde correspondente ao PIB foi de 5,2% em 2018. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, o sistema de saúde universal peruano cobre 78% da população com necessidades médicas. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, em 2016 a expectativa de vida dos homens era de 72 anos, enquanto para as mulheres era de 77,3 anos. A taxa de mortalidade infantil é de 17,8 por 1 000 nascimentos, tendo diminuído 76% de 1990 a 2011. O Instituto Nacional de Estatística e Informação (INEI) também fez uma projeção para os próximos 35 anos e afirmou que a esperança de vida, em 2050, chegará a 79 anos, bem como que a mortalidade infantil será reduzida para 10 mortes por 1 000 nascimentos neste mesmo período. As principais causas de morte em peruanos são neoplasias, influenzas, pneumonia, doença bacterianas, doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares. De acordo com os Censos Populacionais e Habitacionais de 2017, 75,5% da população possui algum tipo de seguro saúde e 24,5% da população não possui nenhum tipo de seguro.

Transportes

A rede de estradas do Peru, em 2021, era composta de 175 589 km de rodovias, com 29 579 km pavimentados. Algumas rodovias do país que se destacam são a Rodovia Pan-Americana e a Estrada do Pacífico. Em 2016 o país tinha 827 km de rodovias duplicadas, e vinha investindo em mais duplicações: o planejamento era ter 2634 km em 2026. Já a rede ferroviária do país é pequena: em 2018, o país só tinha 1 939 km de vías férreas. O Peru tem aeroportos internacionais importantes como os de Lima, Cuzco e Arequipa. Os 10 aeroportos mais movimentados da América do Sul em 2017 foram: São Paulo-Guarulhos (Brasil), Bogotá (Colômbia), São Paulo-Congonhas (Brasil), Santiago (Chile), Lima (Peru), Brasília (Brasil), Rio de Janeiro. (Brasil), Buenos Aires-Aeroparque (Argentina), Buenos Aires-Ezeiza (Argentina) e Minas Gerais (Brasil).

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Cultura

A cultura peruana está enraizada principalmente nas tradições indígenas e espanholas, apesar de também ter sido influenciada por diversos grupos étnicos africanos, asiáticos e europeus. As tradições artísticas peruanas remontam à cerâmica elaborada, produtos têxteis, jóias e esculturas de culturas pré-incas. Os incas mantiveram estes ofícios e fizeram realizações arquitetônicas, incluindo a construção da cidade de Machu Picchu. O estilo barroco dominou a arte colonial, embora modificado por tradições nativas. Durante este período, a arte estava focada em temas religiosos; as inúmeras igrejas da época e as pinturas da Escola de Cuzco são representativas desse período. As artes estagnaram após a independência, até o surgimento do Indigenismo, no início do século XX. Desde os anos 1950, a arte peruana tornou-se eclética e foi moldada por correntes artísticas estrangeiras e locais. A culinária peruana combina as cozinhas indígena e espanhola, com fortes influências africanas, árabes, italianas, chinesas e japonesas. Entre os pratos comuns estão anticuchos, ceviches e pachamancas. O clima variado do país permite o crescimento de diversas plantas e animais, o que produz uma diversidade de ingredientes e técnicas culinárias que é elogiada em todo o mundo.

Arquitetura

A arquitetura peruana é bem diversificada, e sua ampla história compreende desde o Antigo Peru, passando pelo Império Inca e Vice-reinado até os dias atuais. A arquitetura colonial peruana, desenvolvida no vice-reinado entre os séculos XVI e XIX, foi caracterizada por meio da importação e adaptação de estilos arquitetônicos europeus à realidade peruana, como um resultado da arquitetura original. A utilização de sistemas de construção, como a quincha, além de ornamentações de iconografia andina propiciaram à arquitetura colonial uma identidade peruana própria. Dois dos exemplos mais conhecidos do Renascimento são a Catedral de Cuzco e a Igreja de Santa Clara, também em Cusco. Após este período, a mistura cultural alcançou sua expressão mais rica no estilo barroco.

Esportes

O esporte mais popular no Peru é o futebol. A seleção peruana se classificou para cinco Copas do Mundo FIFA (1930, 1970, 1978, 1982 e 2018) tendo como melhor colocação o sétimo lugar em 1970. A seleção peruana ganhou duas Copa América em 1939 e 1975. Os principais clubes de futebol são o Universitario de Deportes, Alianza Lima, Sporting Cristal da capital Lima e Cienciano de Cuzco, mesmo não tendo um título nacional, o Cienciano ganhou o status de grande porque ganhou a Copa Sul-Americana de 2003. O Universitario de Deportes é o clube de futebol do país mais bem sucedido sendo o maior campeão nacional, em 1972 o Universitario de Deportes chegou a final da Libertadores contra o Independiente onde foi vice, essa marca só foi alcançada de novo por um time peruano na Libertadores de 1997, onde o Sporting Cristal chegou a decisão contra o Cruzeiro Esporte Clube, sendo vice. O voleibol é o segundo esporte mais popular do país. Praticado principalmente pelas mulheres; nos Jogos Olímpicos de 1988 a seleção feminina de voleibol ganhou a medalha de prata. Outras medalhas olímpicas peruanas são 1 ouro e mais 2 pratas, sendo a primeira de todas conquistada ainda nos Jogos de Londres 1948. O país sediou em 2019, pela primeira vez, uma edição dos Jogos Panamericanos. Outro resultado expressivo é o vice-campeonato conquistado no Mundial de Voleibol Feminino de 1982, realizado no país. No tênis, seu melhor jogador foi Luis Horna, nº 33 do mundo em simples e nº 15 em duplas

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Fontes consultadas

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