Frans Post
Frans Janszoon Post foi um pintor neerlandês. Atuou durante O Século de Ouro nos Países Baixos, e foi o primeiro artista a pintar panoramas nas Américas.
.Pouco se sabe sobre a vida de Frans Post. A principal fonte de informação é a obra "Groote Schouburgh der Konstschildeus em Schilderessen" (1719) de Arnold Houbraken. Esta, por sua vez, foi baseada em diversas biografias, registros de corporações e igrejas, e também anedotas e episódios de pintores neerlandeses da época em que viviam nos Países Baixos em fins do século XVII, com quem teve contato pessoal. O que apareceu nos léxicos de artistas de Immerzeel a Thieme-Becker sobre Post é repetição das magras informações de Houbraker. A contribuição de Thieme-Becker foi ter juntado alguns dados novos e trazido uma lista mais extensa de quadros. Frans Post, o terceiro filho do casal Jan Janszoon Post e Francyntie Peters, nasceu em 1612 em Leyden, nos Países Baixos. Seu pai e mãe eram provenientes de Leyden. Casaram-se em 1604 e mudaram-se para Haarlem onde Jan Jansz pintava vitrais. O primogênito do casal foi Pieter, nascido em 1608. O segundo é Anthoni, de 1610 e a última Johanna, que nascera pouco antes do pai falecer, em novembro de 1614. Sua mãe casou-se novamente em 1620 com Harman van Warden, que foi mau marido e abandonou o lar pouco depois. Que escolas o jovem Frans freqüentou e com quem aprendeu a pintar não se sabe. Segundo Houbraken, dedicou-se à profissão do pai até a partida para o Brasil, devido ao convite feito a ele para retratar o país.
A pintura de gênero (pintura de genre), holandesa por excelência, romana da arte da iluminura e das gravuras góticas em madeira. Daí herdar sua escala reduzida e ingênua minuciosodade, quando transposta para o óleo. Também a escola paisagista descende da mesma arte miniaturista, tal como a flamenga sua vizinha, que a precedeu, representada pelos Brueghel e seus corifeus, mas da qual se emanciparia, no século XVII, brusca e triunfalmente. Não houve, pode-se dizer, primitivos nos Países Baixos. De uns raros praticantes, incluídos, aliás, entre os flamengos, desabrocha de uma feita a arte neerlandesa, à sua plenitude e firma o seu caráter fortemente nacional. Sobravam-lhe, sem dúvida, elementos para essa pronta autonomia. Conquistada a sua independência contra a tirania espanhola, com uma inclinação, toda protestante, para as artes domésticas, toma o neerlandês o seu país por assunto e dedica-se de corpo e alma à pintura.


