Francisco Maria Supico
Francisco Maria Supico foi um farmacêutico que se destacou como investigador da história local e como jornalista e filantropo. Deixou uma vasta colaboração na imprensa regional e nacional e várias monografias, destacando-se um vasto conjunto de crónicas históricas intituladas Escavações, inicialmente publicadas no periódico A Persuasão, mas editadas postumamente em monografia. Pertenceu à maçonaria.
Fez o tirocínio de farmácia em Montemor-o-Velho e em Coimbra. Concluído o tirocínio fez exame prático, em 1851, na Universidade de Coimbra. Transferiu-se em 1852 para a ilha de São Miguel, Açores, fixando-se na cidade de Ponta Delgada, onde residiu o resto da vida, trabalhando como administrador da farmácia do Hospital da Misericórdia de Ponta Delgada. Provavelmente tendo tido iniciação maçónica em Coimbra, a sua vinda para Ponta Delgada terá sido enquadrada nos objetivos locais da maçonaria, visando dinamizar a imprensa, consolidar o associativismo, desenvolver estudos. Em Ponta Delgada, pertenceu, pelo menos às lojas 17 de Março de 1866 (onde usou o nome simbólico Kossut), 1.º de Janeiro e Companheiros da Paz. Em correspondência do Grande Oriente Lusitano Unido, é identificado como venerável da Loja 1.º de Janeiro e referido por «Poderoso Irmão Francisco Maria Supico, Cavaleiro Rosa Cruz». Como a Loja 1.º de Janeiro praticava o Rito Escocês, Francisco Maria Supico terá atingido, pelo menos, o Grau 18 daquele rito.
Para além da vasta obra deixada dispersa por múltiplos periódicos, é autor das seguintes obras:


