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Francisco de Paula Dutra Faria

Francisco de Paula Dutra Faria foi um influente jornalista ligado ao integralismo lusitano e ao Estado Novo, que se destacou como diretor da Agência de Notícias e de Informações (ANI) e como comentador televisivo durante os anos finais da Segunda República Portuguesa. Publicou também algumas obras de ficção. O seu nome consta na lista de colaboradores do Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas. Usou o pseudónimo de Patrick Al Cane.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Nasceu na freguesia de Santa Luzia da cidade de Angra do Heroísmo, cidade onde conclui o ensino secundário no respetivo Liceu Nacional. Ainda estudante liceal, iniciou-se com entusiasmo no jornalismo, fundando e dirigindo em Angra do Heroísmo um periódico intitulado Cruzada Nova (1928), uma revista de pendor nacionalista dedicada às artes e à doutrinação ligada ao campo conservador católico. Terminado o ensino secundário, em 1929, com 19 anos de idade, fixou-se em Lisboa, onde se integrou nos meios intelectuais e políticos ligados ao movimento nacional-sindicalista e se dedicou ao jornalismo. Conjuntamente com outro jornalista terceirense, Ramiro Valadão, acabou por se integrar no movimento nacional-sindicalista. Em colaboração com António Pedro, fundou e dirigiu os periódicos Acção Nacional e Revolução, órgãos de propaganda daquela corrente política. Nas páginas do Revolução elogiou a subida de Adolf Hitler ao poder. Também colaborou na revista integralista intitulada Política (1929-1931). Com a consolidação da Ditadura Nacional foram extintos os movimentos de caráter político, entre os quais os grupos nacional-sindicalistas e integralistas, e foi imposta a cessação da publicação dos periódicos que controlavam.

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Obras publicadas

Para além das colaborações dispersas pelos diversos periódicos em que trabalhou, ou com os quais colaborou, é autor das seguintes obras:

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Fontes consultadas

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