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Agência de Notícias e Informação

Agência de Notícias e de Informações (1948–1975), também designada por Agência Noticiosa de Informação e conhecida por ANI, foi uma agência noticiosa criada em Lisboa no ano de 1947 por iniciativa dos jornalistas Francisco Dutra Faria, Barradas de Oliveira e Marques Gastão. A agência surgiu face ao crescente isolamento internacional do Estado Novo e às percebidas insuficiências da Agência Noticiosa Lusitânia, então muito focada sobre o Ultramar Português. Foi extinta por nacionalização e incorporação na ANOP em 1975.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Descrição

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

A Agência de Notícias e Informação (ANI) foi constituída como Sociedade de Responsabilidade Limitada em 1947, tendo, de acordo com a escritura pública da sua constituição, como objeto o «fornecimento de artigos, notícias, informações ou tópicos às empresas jornalísticas ou a quaisquer outras entidades, podendo também explorar qualquer ramo de comércio ou indústria em que os sócios concordarem à exceção do bancário». A nova agência iniciou logo em 1948 a distribuição em Portugal do serviço internacional da agência norte-americana United Press International (UPI) e, em 1955, criou a sua rede telegráfica para distribuição do serviço noticioso à imprensa portuguesa. A ANI apostou fundamentalmente no noticiário internacional e no do Ultramar, entrando em concorrência com a Lusitânia. Dirigida por jornalistas próximos do regime, a ANI assumiu um carácter oficioso, sendo uma fonte privilegiada de influência do Estado Novo sobre a imprensa. Dutra Faria era um antigo colaborador da Lusitânia. De acordo com Wilton da Fonseca, esta seria a terceira aposta de Marcello Caetano no campo da informação: das críticas e tentativas de introduzir modificações no Secretariado Nacional de Propaganda para a Lusitânia, da Lusitânia para a ANI».

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