FireWire
O Firewire, i.LINK (Sony), IEEE-1394, Lynx, ou High Performance Serial Bus é uma interface serial de ligação eletrônica criada pela empresa americana Apple na década de 1990, em cooperação com outras empresas, para ligação de computadores pessoais e aparelhos digitais de áudio e vídeo, que oferece transferência de dados de alta velocidade e serviços de dados em tempo real. Pode ser considerado a tecnologia sucessora da interface paralela SCSI.
Segundo Michael Johas Teener, diretor e editor original do documento padrão IEEE 1394 e Director Técnico da Equipa Apple de FireWire entre 1990 e 1996: "O nome original do projecto FireWire era Chefcat, o nome da minha chávena de café preferida. As conexões padrão usadas no FireWire são familiarizadas com as conexões do venerável Nintendo GameBoy. Apesar de não serem especialmente glamurosas, as conexões do GameBoy provaram ser de confiança, sólidas, fáceis de usar e imunes aos assaltos de crianças. "O FireWire é uma marca da Apple Computer, Inc. tendo sido registada em 1993. O nome FireWire foi escolhido por um grupo de engenheiros durante uma conversa antes da Comdex 1993, momentos antes do projeto se tornar público. IBM, Apple, Texas Instruments, Maxtor, Western Digital e, Seagate estavam todas presentes a apresentar drives, sistemas e toda uma série de tecnologia com suporte para FireWire. As forças de marketing por trás do projecto FireWire originalmente tinham considerado um nome diferente: Performa.
Imagem: Derek K. Miller (1969-2011) · BY-NC · Openverse
O FireWire é uma tecnologia de entrada/saída de dados em alta velocidade para conexão de dispositivos digitais, desde camcorders e câmaras digitais, até computadores portáteis e desktops. Amplamente adotada por fabricantes de periféricos digitais como Sony, Canon, JVC e, Kodak, a interface tornou-se um padrão estabelecido na indústria tanto por consumidores como por profissionais. Desde 1995, um grande número de camcorders digitais modernas incluem esta ligação, assim como os computadores Macintosh e PCs da Sony (para uso profissional ou pessoal de áudio/vídeo). O FireWire também foi usado no iPod da Apple durante algum tempo, o que permitia que as músicas pudessem ser carregadas em apenas alguns segundos e, também recarregando simultaneamente a bateria usando um único cabo. Os modelos mais recentes, porém, como o iPod nano e o novo iPod de 5ª geração, substituíram a conexão FireWire padrão por USB 2.0.
Sistema de redes
O FireWire com o apoio de software é útil para criar sistemas de rede ad-hoc (onde só existem terminais e nenhum router). O Linux, Windows XP e, MacOS X são alguns dos sistemas operativos que suportam este tipo de rede. Uma rede entre dois computadores pode ser criada sem hub, muito à semelhança do exemplo entre o scanner e a impressora acima referido. A transferência de dados entre dois computadores através de um cabo FireWire é rápida e praticamente sem configuração de ligação em rede. No aparelho de videogame PlayStation 2, alguns jogos, como Gran Turismo 3, possuem a opção de jogo via rede FireWire.
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O FireWire foi desenvolvido pela Apple Computer na década de 1990, a partir de uma versão mais lenta da interface que havia sido desenvolvida nos anos 80, para substituição do bus SCSI, por um grupo de trabalho do IEEE do qual a Apple fazia parte. O desenvolvimento da Apple completou-se em 1995, tendo ficado definido no IEEE como padrão 1394 e que se compõe atualmente por três documentos: o padrão original 1394-1995, o padrão 1394a-2000 (adenda de 2000) e o padrão 1394b-2002 (adenda de 2002). A ligação original (IEEE 1394-1995) é constituída por 6 condutores, 4 dos quais agrupados em 2 pares cruzados, 1 para transmissão de dados em modo half-duplex e outro para o sinal de relógio. Os dois restantes são usados para a alimentação dos dispositivos a que se encontram ligados. Cada par cruzado é blindado internamente, assim como o invólucro exterior do cabo. É a boa protecção desta blindagem que permite as altas taxas de transferência do FireWire.
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Os dispositivos num bus FireWire podem comunicar por «acesso directo da memória», no qual o dispositivo utiliza o hardware para mapear a memória interna para a memória física do FireWire. O SBP (Serial Bus Protocol ou protocolo de bus série) usado por unidades de disco FireWire usa esta capacidade a fim de reduzir o número de interrupts e buffer copies. Em SBP, o iniciador (dispositivo de controlo) realiza um pedido enviando um comando para uma determinada área do address space do FireWire do alvo. Este comando normalmente inclui buffer addresses no «espaço físico de endereços» do FireWire do iniciador, que o alvo utiliza para mover dados de I/O do e para o iniciador. Em muitas implementações, particularmente em PCs e Macintoshes com a interface OHCI, o mapeamento entre a memória física do FireWire e a memória física do dispositivo é realizado recorrendo ao hardware, sem intervenção do sistema operacional. Se, por um lado, isto permite uma velocidade de comunicação extremamente elevada e baixa latência entre fontes de dados, sem necessidade de cópias desnecessárias (tal como entre uma câmara de vídeo e uma aplicação de gravação de vídeo, ou entre uma unidade de disco e os buffers da aplicação), por outro também pode ser um risco em termos de segurança se dispositivos não-seguros estiverem ligados ao bus. Em virtude disto, praticamente todas as instalações de alta-segurança adquirem, por sistema, máquinas mais recentes que mapeiam um «espaço de memória virtual» para a memória física do FireWire (tal como um Macintosh G5, ou qualquer estação de trabalho Sun). Desactivando o mapeamento entre o FireWire e o dispositivo de memória realizado pelo hardware OHCI, desactiva fisicamente todo o interface FireWire, ou seja, deixa de existir FireWire de todo.
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Os dispositivos de FireWire são organizados no bus numa topologia de árvore. Cada dispositivo possui um id próprio. Um dos nós é considerado «root node» (nó de raiz) e, conseqüentemente, tem sempre o id mais elevado. Os ids são atribuídos durante o processo de atribuição realizado após cada «bus reset», atribuindo-se, por ordem, o id mais baixo à máquina mais distante da root na topologia da rede.
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Embora os dispositivos de FireWire possam ser hot-swapped sem desligar qualquer equipamento, há casos relatados de avarias em camcorders em virtude dos pinos terem acidentalmente provocado um curto-circuito ao desligar. Além disso, a diferença de potencial entre o computador e a câmara pode resultar em faíscas ao ligar a câmara à entrada de FireWire. O resultado prático disto é o chipset de FireWire da câmara ser avariado, deixando a porta de FireWire, ou a própria câmara, inutilizável. Para assegurar uma proteção do material, tanto a câmara como o computador devem estar desligados antes de ligar um cabo FireWire. A maior parte dos equipamentos restantes de uso comercial é menos sensível dos que as câmaras de vídeo digital, mas, ainda assim, deve-se ter algum cuidado no que toca ao hot-swapping.


