Fantasia (gênero)
Fantasia é um gênero da ficção em que geralmente se utilizam fenômenos sobrenaturais, mágicos e outros como elementos primários do enredo, tema ou configuração. Muitas obras dentro do gênero ocorrem em mundos imaginários, onde há criaturas mágicas e itens mágicos. Geralmente, a fantasia distingue-se dos gêneros ficção científica e horror pela expectativa de que ele dirige claramente de temas científicos e macabros, respetivamente, embora haja uma grande sobreposição entre os três, todos os quais são subgêneros da ficção especulativa. Muitas vezes sendo acompanhada pelo romance.
Como a fantasia não se limita a um só mundo e ao material, como em outros gêneros, há muito que pode ser trabalhado. As características que definem a ficção fantástica é tema de debate entre escritores e leitores, uma vez que é um assunto extremamente amplo. Mas, em opinião geral, uma característica delineadora é a independência da ciência ou tecnologia tais como conhecemos. Muitos mundos têm sua própria ciência, suas próprias tecnologias, ou não as possuem, ou não se prendem tanto aos conceitos reais. A magia é um exemplo disso. A ciência diz que a magia não existe, entretanto, na fantasia podemos vê-la se manifestar livremente. Como dito acima, as histórias podem conter apenas criaturas humanas e seres do mundo real, quanto podem reunir criaturas como dragões, centauros e elfos. Não é regra, então são vistos como elementos. São comuns: jovens guerreiros, magos, profecias, maldições demoníacas, lendas de dragões.
Apesar de o gênero, no seu sentido moderno, ter menos de dois séculos, os seus antecedentes têm uma história longa. Começam talvez com os documentos mais antigos conhecidos pela humanidade. Mitos e outros elementos que surgiriam para definir a fantasia e os seus subgêneros foram parte de alguns dos mais grandiosos e celebrados trabalhos de literatura. Desde a Odisseia, as Lendas Arturianas, dos romances medievais à poesia épica da Divina Comédia, das aventuras fantásticas de bravos heróis e heroínas, monstros e reinos secretos, inspiraram muitas audiências. Neste sentido, a história da fantasia e a história da literatura estão intimamente interligadas. A história do mundo moderno da fantasia começa com William Morris, membro da irmandade pré-rafaelita, que, nos fins do século XIX, se tornou o pioneiro do género com a obra The Well at the World’s End (o Poço no Fim do Mundo) e outras obras, e Edward Plunkett, Lord Dunsany, que continuou a tradição até ao século XX.
A fantasia é um gênero muito popular, encontrando lugar em quase todas as mídias. Enquanto que a arte fantástica e os filmes de fantasia foram altamente sucedidos, é na literatura e nos jogos eletrônicos que o gênero se expandiu mais e se diversificou. Os jogos de fantasia cruzam medias diferentes. O RPG de mesa, mais precisamente o famoso Dungeons & Dragons, foi o principal percursor da fantasia fora da literatura, mas que a usava de certo modo. No mundo dos games eletrônicos, ficou em evidência o japonês Final Fantasy, nome de peso, se tornando um ícone dos RPG eletrônicos. Devido a estes, muita nova arte, literatura, e mesmo música surgiu. As companhias de jogos publicavam romances fantásticos com base no universo dos seus jogos. Do mesmo modo, filmes baseados em livros de fantasia e séries de TV com essas temáticas também se tornaram populares. A fantasia moderna, incluindo a mais recente, também criou muitos subgêneros sem ligação clara com o folclore ou mitologia, embora a inspiração nestes temas continue. Há mais liberdade para se desenvolver algo nesse gênero. Autores gostam de fantasia principalmente por poderem usar sua imaginação ao extremo para causar as mais diversas emoções em seus leitores.
Dentro da fantasia, pode-se haver vários subgêneros, que geralmente são a mistura de outros gêneros com fantasia. São elas:


