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Fibrilação auricular

Fibrilação auricular, fibrilhação auricular ou fibrilação atrial é um ritmo cardíaco anormal caracterizado por batimentos rápidos e irregulares. Os episódios têm muitas vezes início com breves períodos de batimentos anormais que com o passar do tempo se tornam estáveis e a intervalos maiores. Muitos episódios são assintomáticos. Em alguns podem-se manifestar sintomas como palpitações, desmaio, falta de ar ou dor no peito. A doença está associada a um risco acrescido de insuficiência cardíaca, demência e acidente vascular cerebral (AVC). É um tipo de taquicardia supraventricular.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Sinais e sintomas

Quando surge subitamente um episódio de fibrilação auricular paroxística, o paciente sente dispneia e cansaço, podendo, dependente da patologia cardíaca associada, desencadear um pré-edema pulmonar. Isto deve-se à perda súbita de cerca de 20% do débito cardíaco. Pode haver uma diminuição da pressão arterial, mas não muito significativa, pois a diminuição do débito cardíaco leva de imediato a uma vasoconstrição periférica de modo a manter um equilíbrio entre o volume vascular (continente) e o seu enchimento (conteúdo). O paciente pode sentir palpitações ou um tremor sobre a região précordial. Muitas vezes é assintomático. Quando já existem sintomas por doença cardíaca preexistente, o aparecimento da fibrilação auricular vai agravar esses sintomas. A fibrilação auricular é frequente no pós operatório de algumas cirurgias cardíacas. É extremamente raro que a fibrilação auricular leve a um estado de choque cardiogénico.

Complicações

O maior risco da FA são os quadros de embolia periférica, mais frequentemente cerebral. Ocorrem pela formação de trombos dentro das aurículas, mas sobretudo dentro dos apêndices auriculares ou aurículos. A agregação plaquetária é grande dentro dessas cavidades onde o sangue estagna devido à falta de contração das aurículas. Este risco existe sobretudo nos casos de fibrilação paroxítica e é quando o nódulo sinusal retoma o comando que os coágulos são ejectados para a aorta e desta seguem pelas carótidas em direção ao cérebro. É a uma das causas mais importantes de acidente vascular cerebral da pessoa idosa. Na meia idade, os pacientes de maior risco são os portadores de doenças da válvula mitral.

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Causas

Na maioria das vezes, os pacientes diagnosticados com fibrilação apresentam arritmia cardíaca que pode ser causada por malformações presentes desde o nascimento, danos na estrutura do coração causados por infartos ou problemas em determinadas válvulas cardíacas. No entanto, mesmo pessoas que não apresentam histórico de alteração no ritmo cardíaco ou malformações no órgão podem ser diagnosticadas com fibrilação atrial. Apesar de raros, existem casos de infecções virais que geram alteração no ritmo cardíaco.

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Fisiopatologia

Trata-se uma atividade elétrica caótica, irregular e muito rápida de cerca de 350 a 600/min. Felizmente muitos destes estímulos não conseguem ser transmitidos aos ventrículos pois ao chegarem ao nódulo aurículo-ventricular encontram-no em período refratário e são bloqueados a este nível. Havendo uma anarquia eléctrica, não existe uma contração em massa do miocárdio auricular, há um enchimento ventricular deficiente e perde-se cerca de 20% do débito cardíaco. Em muitos casos (sobretudo no idoso) um episódio é desencadeado por uma extrassístole supraventricular principalmente se ela tiver origem na desembocadura das veias pulmonares.

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Diagnóstico

Existem vários exames que podem ser feitos para obter o diagnóstico de FA. Geralmente, médicos solicitam esses testes quando há a presença de sintomas. Esses exames são: Eletrocardiograma, holter, ecocardiograma, monitor cardíaco móvel, monitor de eventos, eletrocardiograma transtorácico.

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Tratamento

O tratamento depende da patologia co-existente e da idade do paciente.

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