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Ferrovias Indianas

As Ferrovias Indianas são uma agência governamental de propriedade do Ministério das Ferrovias, Governo da Índia, que opera o sistema ferroviário nacional da Índia. Gerencia a quarta maior rede ferroviária do mundo em tamanho, com uma extensão de rota de 67.956 km em 31 de março de 2020. 45.881 km, ou 71% de todas as rotas de bitola larga, eram eletrificados com tração elétrica de 25 kV AC em 1º de abril de 2020.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Histórico

Imagem: rafael.m.guedes · PDM · Openverse

A empresa Ferrovias Indianas é fruto de longo processo de fundação de companhias ferroviárias independentes ao longo dos séculos XIX e XX, partindo do interesse das potencias coloniais em reforçar seus domínios, a saber: Índia Portuguesa, Índia Britânica, Índia Francesa e Índia Dinamarquesa. A única colónia que não participou deste processo foi a Índia Neerlandesa, que foi suprimida em 1825.

Século XIX: primeiras ferrovias e empresas

As primeiras propostas de linhas ferroviárias para a Índia foram feitas no intuito de ligar áreas próximas a Chenai, no ano de 1832. O Caminho de Ferro do Morro Vermelho (Red Hill railway), a primeira linha do país, ia de Sengundram (antigamente Morros Vermelhos ou Red Hills) à ponte Chintadripet, nas zonas próximas a Chenai, em 1837. A ferrovia foi usada principalmente para transportar pedra de laterita para a construção de estradas em Chenai. A composição era rebocada por uma locomotiva rotativa a vapor. Em 1845, uma nova linha ferroviária foi aberta para dar suporte a construção da barragem de Godavari, ligando a vila de Dowleswaram a cidade de Rajahmundry. As primeiras linhas (construídas com projeto do engenheiro britânico Arthur Cotton) foram, portanto, industriais, para dar suporte a empreendimentos.

Primeira metade do século XX: fusões de empresas e expansão do sistema

A empresa Ferrovia Madras foi fundida com a empresa Ferrovia do Sul de Maarastra em 1908 para formar as Ferrovias de Madras e Sul de Maarastra em 1908. A mesma companhia, em 1 de abril de 1944, tornou-se a primeira a ser estatizada pelo governo da Índia, formando o esboço das Ferrovias Indianas.

Segunda metade do século XX: estatização do sistema e eletrificação

A reorganização das ferrovias na Índia em zonas regionais começou em 1951, quando as as Ferrovias de Madras e Sul de Maarastra tornam-se as Ferrovias Indianas. Em 14 de abril de 1951, o capital circulante da companhia Ferrovias de Madras e Sul de Maarastra, juntamente com as companhias Ferrovias do Sul da Índia e Ferrovias do Estado de Maiçor foram fundidas para formar a subsidiária das Ferrovias do Sul, uma das divisões da empresa Ferrovias Indianas. Em 5 de novembro do mesmo ano foram criadas as subsidiárias Ferroviária Central e Ocidental. Naquele ano, o cargo de Comissário Chefe das Ferrovias foi abolido e o Conselho das Ferrovias adotou a prática de tornar seu membro mais antigo o presidente do conselho. No mesmo ano, o governo de Bengala Ocidental estatizou a Companhia de Vias Férreas de Calcutá. As zonas ferroviárias do Norte, Leste e Nordeste foram criados em 14 de abril de 1952. Ao final de 1952 já estavam formadas as 16 subsidiárias de zona das Ferrovias Indianas.

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Fontes consultadas

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