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Feminilidade

Feminilidade ou feminidade é um conjunto de atributos, comportamentos e papéis geralmente associados às meninas e às mulheres. A feminilidade é constituída por ambos os fatores socialmente definidos e biologicamente-criados. Isto faz com que seja distinta da definição biológica do sexo feminino, já que machos e fêmeas podem exibir características femininas. As pessoas que apresentam uma combinação de ambas as características masculinas e femininas são consideradas andróginas e as filósofas feministas têm argumentado que a ambiguidade de gênero pode obscurecer a classificação de gênero. As conceituações modernas de feminilidade também não confiam apenas em construções sociais, mas nas escolhas individuais feitas pelas mulheres.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Tara Williams sugeriu que as noções modernas de feminilidade na sociedade falante de Inglês começou durante o período medieval inglês no momento da peste bubônica em 1300. As mulheres no início da Idade Média foram referidas simplesmente dentro de seus papéis tradicionais de solteira, esposa ou viúva.:4 Depois que a Peste Negra na Inglaterra dizimou cerca de metade da população, os papéis tradicionais de esposa e mãe mudaram e novas oportunidades surgiram para as mulheres na sociedade. Prudence Allen traçou como o conceito de "mulher" mudou durante este período. Em 1949, a intelectual francesa Simone de Beauvoir escreveu que "nenhum destino biológico, psicológico ou econômico determina o valor que a fêmea humana apresenta na sociedade" e "não se nasce, mas se torna, uma mulher", uma ideia que foi pego em 1959 pelo sociólogo canadense-americano Erving Goffman e em 1990 pela filósofa americana Judith Butler, que teorizaram então que género não é fixo ou inerente, mas sim um conjunto socialmente definido de práticas e traços que, ao longo do tempo, se tornam rótulos de feminino ou masculino. Goffman argumentou que as mulheres são socializadas para se apresentarem como "preciosas, ornamentais e frágeis, sem instrução e mal adaptadas para qualquer coisa que exija esforço muscular" e projetar "timidez, reserva e uma exibição de fragilidade, medo e incompetência."

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Comportamento e personalidade

Enquanto as características que definem a feminilidade não são universalmente idênticas, existem alguns padrões: bondade, empatia, sensibilidade, carinho, doçura, compaixão, tolerância, nutrição, deferência e carência são traços que tradicionalmente têm sido citados como femininos. A feminilidade é por vezes ligada a objetificação sexual e apelo sexual. A passividade sexual, ou receptividade sexual, às vezes são consideradas traços femininos, enquanto a assertividade sexual e o desejo sexual às vezes são considerados masculinos. A dicotomia sexo/gênero de Ann Oakley teve uma considerável influência sobre os sociólogos ao definirem comportamento masculino e feminino na forma regulamentada, policiada e reproduzida na nossa sociedade, bem como as estruturas de poder relacionadas com os conceitos. Alguns teóricos queer e outros pós-modernistas, porém, rejeitaram a dicotomia sexo (biologia) / gênero (cultura) como uma "simplificação perigosa".

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Vestuário e aparência

Nas culturas ocidentais, o ideal de aparência feminina inclui tradicionalmente, cabelo longo e esvoaçante, a pele clara e uma cintura estreita e os pouco ou nenhum pelo corporal ou facial. Em outras culturas, no entanto, as expectativas são diferentes. Por exemplo, em muitas partes do mundo, os pêlos das axilas não são considerados pouco feminino. Hoje, a cor rosa está fortemente associada à feminilidade, enquanto no início de 1900 a cor rosa era associada a meninos e o azul às meninas. Estes ideais femininos de beleza têm sido criticados por feministas e outros como sendo restritivos, insalubres e até mesmo racistas. Em particular, a prevalência de aneroxia e outros distúrbios alimentares nos países ocidentais tem sido frequentemente atribuídos ao ideal feminino moderno da magreza. Em muitos países muçulmanos, as mulheres são obrigadas a cobrir suas cabeças com um hijab (véu), considerado um símbolo de modéstia feminina e moralidade.

Na história

Os padrões culturais variam muito sobre o que é considerado feminino. Por exemplo, no século XVI, na França, saltos altos foram considerados um tipo distintamente masculino de sapato, embora sejam atualmente considerados como femininos. No Egito Antigo, as vestes ajustadas e rendadas com pedraria eram consideradas como roupas femininas, enquanto vestes apenas envolvendo o corpo, perfumes, cosméticos e joias elaboradas eram usadas tanto por homens quanto por mulheres. Na antiga Pérsia, as roupas eram na Roma antiga usavam a palla, um manto retangular e o maphorion.

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Modificação corporal e superficial

A modificação corporal é a alteração deliberada do corpo humano para fins de estética ou não-médico. Durante séculos na China Imperial, os pés pequenos eram considerados uma característica aristocrática em mulheres. A prática das ligaduras se destinava a melhorar esta característica, embora tornasse o caminhar difícil e doloroso. Em algumas partes da África e Ásia, os anéis de pescoço são usados para alongar o pescoço. Nessas culturas, um pescoço longo caracteriza a beleza feminina. O Padaung da Birmânia e mulheres tutsis do Burundi, por exemplo, praticam esta forma de modificação do corpo.

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Visões acadêmicas

Para entender o termo ideal feminino, precisamos entender o que a feminilidade é. "Ela encarna uma constelação de significados, que geralmente se referem aos atributos, comportamentos, interesses, maneirismos, aparências, funções e expectativas que temos associados ao sexo feminino durante o processo de socialização, a socialização do papel de gênero depende de modelagem e reforço - as meninas são e as mulheres aprendem e internalizam traços e comportamentos femininos socialmente esperados e aceitáveis e são recompensadas por comportamentos de gênero adequado." A publicação The Psychology of Women Quarterly também menciona que há inúmeros problemas psicológicos relacionados com a feminilidade entre as mulheres e as adolescentes. A construção social da feminilidade tem efeitos adversos sobre as mulheres. O que está faltando na pesquisa atual de feminilidade é "uma ferramenta que permita a compreensão das experiências da feminilidade subjetiva das mulheres e avaliem suas relações com a saúde psicológica das mulheres". O que mais tarde foi desenvolvido foi a Escala de estresse subjetivo da Feminilidade (SFSS), uma escala que mede as experiências das mulheres de ser mulher e avalia os níveis de estresse que podem sentir associado com suas experiências femininas. Sabemos também que "as normas femininas da cultura dominante são insidiosamente potentes e capilares e são susceptíveis de influenciar a cada mulher que vive na sociedade americana [...] a evidência empírica sugere que os estudos atuais sobre a feminilidade (ou seja, traços, normas papel, estresse do papel de gênero) podem não conseguir captar as experiências de mulheres de diversas origens".

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