Pesquisa · Mapa mental

Cerco de Artogerassa

O Cerco de Artogerassa ocorre durante dois anos, entre 368 e 370, e teve como consequência a captura da rainha Farranzém e do tesouro real do Reino da Armênia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
01

Contexto

No ano 367/8, o xá Sapor II (r. 309–379) tramou um complô contra Ársaces II, que foi levado como prisioneiro político e morreu em cativeiro. Isto foi parte do plano do xá para conquistar a Armênia, já que os tratados com os imperadores Joviano (r. 363–364) e Valente (r. 364–378) falharam. Após capturar Ársaces, enviou seu exército. Quando o exército se preparava para invadir, Farranzém e Papa levaram o tesouro armênio e se esconderam na fortaleza de Artogerassa, onde foram defendidos pelas tropas dos azatani. A invasão foi liderada por Cílaces e Arrabanes, dois armênios que desertaram para Sapor. Cílaces e Arrabanes foram apoiados pelos nobres Vaanes, o Apóstata e Meruzanes I Arzerúnio que também desertaram. Sapor queria suprimir o governo arsácida e substituir a dinastia por administradores persas e senhores aristocráticos armênios tradicionais.

02

Cerco

As fontes divergem sobre ao acontecimentos. Segundo Moisés de Corene, Papa não estava na fortaleza, pois foi enviado ao Império Romano. Farranzém foi sitiada por Meruzanes e Vaanes, que tiveram dificuldades em capturá-la. Cansados de esperar por notícias de Papa, os defensores entregam-se aos sitiantes. Segundo Fausto, o Bizantino, o cerco foi conduzido por Zecas e Carano, que atacaram-na com alegadas cinco milhões, mas não conseguiram tomar a fortaleza e começaram a saquear o país. Enquanto o cerco se desenrolava, Farranzém recebeu várias mensagens de apoio de Papa (também segundo Fausto o herdeiro estava no Império Romano) encorajando-a a resistir aos persas. Após 14 meses de cerco, uma praga assolou o forte e em pouco tempo cerca de 11 mil homens e seis mil mulheres pereceram. Fausto alegou que foi devido a ira divina. No fim, apenas sobreviveram Farranzém e duas aias. O grão-camareiro eunuco Hair entra secretamente na fortaleza e insulta a rainha chamando-a de prostituta e a dinastia arsácida alegando que estavam esperando em julgamento e desgraça e perderam suas terras. Antes de sair secretamente, disse: "O que já aconteceu com você foi justo, e é assim que vai acontecer". Farranzém, sozinha, abre os portões da Artogerassa e deixa os sitiantes entrarem.

03

Rescaldo

Para Moisés, Farranzém foi levada à Assíria com os tesouros reais e a guarnição. Lá, foram massacrados e empalados em postes de vagões. Segundo Fausto, ao entrarem, as tropas persas começaram a capturar os tesouros reais, levando 9 dias para concluir a missão, e levam-nos junto da rainha. Artaxata e Valarsapate e muito butim e prisioneiros são capturados e levados. Ao chegarem em Ctesifonte, Sapor agradeceu os esforços de seus generais e esperando humilhar a Armênia e o Império Romano, entrega a rainha a seus soldados que violentamente a estupraram até a morte. Os prisioneiros foram assentados no Assurestão e Cuzestão. Segundo Amiano Marcelino, Sapor incendiou Artogerassa e levou a rainha e os tesouros reais. Valente enviou o conde Arinteu com um exército para ajudar os armênios em caso dos persas tentarem nova campanha. No meio tempo, Sapor envia mensagens secretas a Papa alegando que estava em perigo por ficar junto de Cílaces e Arrabanes. Papa mata-os e envia suas cabeças para Sapor como sinal de submissão. Em 373/374, Terêncio apresenta acusações contra Papa e incita Valente a nomear outro rei para impedir que o país caísse nas mãos dos persas. Em 374, Terêncio fez parte da conspiração que matou Papa.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando