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Final Fantasy

Final Fantasy é uma franquia japonesa de mídia de ficção científica e fantasia criada por Hironobu Sakaguchi, pertencente, desenvolvida e publicada pela Square Enix. A franquia gira em torno de uma série de jogos eletrônicos de RPG de fantasia. O primeiro jogo da série foi lançado em 1987, com 16 títulos principais numerados lançados até o momento.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/08/2026
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Jogos publicados

Títulos

O primeiro título da série foi lançado no Japão em 18 de dezembro de 1987. Jogos subsequentes são numerados e possuem uma história não relacionada com a anterior; consequentemente, os números se referem mais a volumes do que sequências. Muitos títulos da franquia de jogos Final Fantasy foram localizados para os mercados da América do Norte, Europa e Austrália em diversos consoles, computadores pessoais e celulares. Atualmente, a série inclui títulos principais de Final Fantasy até Final Fantasy XVI, além de sequências diretas e spin-offs, tanto lançadas quanto confirmadas como em desenvolvimento. A maioria dos jogos mais antigos já foram relançados ou refeitos em diversas plataformas.

Animações

A Square Enix já expandiu a série Final Fantasy em diversas outras mídias. Vários animes e filmes de computação gráfica foram produzidos e são baseados em jogos específicos ou na franquia como um todo. A primeira produção foi uma original video animation (OVA) chamada Final Fantasy: Legend of the Crystals, uma sequência de Final Fantasy V. A história se passava no mesmo mundo do jogo, porém duzentos anos no futuro. Ele foi produzido e lançado em 1994 no Japão como quatro episódios de trinta minutos de duração. A Square Pictures lançou em 2001 seu primeiro e único longa-metragem nos cinemas: Final Fantasy: The Spirits Within. O filme se passa na Terra no futuro durante uma invasão de uma espécie alienígena. Ele foi o primeiro filme de animação a tentar representar humanos de maneira realista através da computação gráfica, porém acabou sendo um grande fracasso de bilheteria e recebeu críticas mistas. Ainda em 2001 foi lançado Final Fantasy: Unlimited, uma série de anime com 25 episódios transmitida pela TV Tokyo. A série é baseada em muitos elementos da franquia, seguindo a história de dois jovens à procura dos pais após dois monstros terem destruído sua cidade.

Outras mídias

Vários jogos da série Final Fantasy foram adaptados ou tiveram spin-offs na forma de mangás ou romances. A primeira romantização de um dos jogos foi de Final Fantasy II em 1989, sendo seguida em 1992 por uma adaptação em mangá de Final Fantasy III. A década seguinte viu o aumento do número de adaptações e spin-offs. Final Fantasy: The Spirits Within foi adaptado em um romance por Dean Wesley Smith, Final Fantasy Crystal Chronicles recebeu uma versão em mangá e Final Fantasy XI teve um mangá e um romance se passando em sua continuidade. Sete novelas baseadas no universo de Final Fantasy VII também foram escritas. A história de Final Fantasy: Unlimited foi parcialmente continuada após o fim de sua transmissão por romances e um mangá. Jogos mais recentes como Final Fantasy XIII e Final Fantasy Type-0 também receberam adaptações e spin-offs na forma de contos, romances e mangás que se passam tanto antes quanto depois de seus eventos.

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Elementos comuns

Apesar da maioria dos títulos de Final Fantasy serem histórias independentes umas das outras, vários elementos de jogabilidade são recorrentes por toda a série. A maioria dos títulos recicla nomes frequentemente inspirados nas história de várias culturas, idiomas e mitologias, incluindo asiática, europeia e árabe. Exemplos incluem nomes como Excalibur e Masamune – tirados respectivamente da lenda arturiana e do ferreiro japonês Masamune – além de nomes de feitiços como Sagrado, Meteoro e Última. A série adotou seu logotipo atual a partir de Final Fantasy IV, que emprega a mesma fonte e um emblema desenhado pelo artista japonês Yoshitaka Amano. A ilustração se relaciona com o enredo do respectivo jogo e tipicamente retrata um personagem ou objeto importante da história. Recriações posteriores dos três primeiros jogos da franquia substituíram os logos originais com similares aos do resto da série.

Enredos e temas

O conflito central de muitos jogos Final Fantasy se foca em um grupo de personagens enfrentando algum antagonista diabólico que aspira dominar o mundo de jogo. As histórias frequentemente envolvem um estado soberano em rebelião, com o protagonista participando dos conflitos. Os heróis frequentemente estão destinados a derrotar o mal, ocasionalmente se reunindo com os outros personagens como resultado direto das ações maliciosas do antagonista. Outra marca da série é a existência de dois vilões; o principal nem sempre é quem ele parece ser, já que o antagonista inicial da história pode estar subordinado a outro personagem ou entidade. O vilão apresentado no começo do jogo não é necessariamente o final, com os personagens precisando continuar sua aventura além do que parece ser a batalha final.

Personagens

Cada jogo possui seu próprio grupo de personagens únicos, porém há alguns recorrentes na série. Desde o lançamento de Final Fantasy II, incluindo recriações do Final Fantasy original, um personagem chamado Cid tem aparecido de diversas maneiras: como um aliado não jogável, um membro da equipe e como vilão. Apesar da aparência e personalidade de Cid mudarem de título para título, ele é normalmente está relacionado com dirigíveis. Biggs e Wedge, inspirados por dois personagens homônimos da franquia Star Wars, também aparecem em vários jogos como personagens menores, algumas vezes como alívios cômicos. Títulos mais recentes possuem diversos personagens homens com características efeminadas. Criaturas recorrentes incluem os chocobos e os moogles. Chocobos são grandes aves galiformes que aparecem em vários jogos como um meio de transporte de longas distâncias. Moogles, por outro lado, são pequenas criaturas brancas com asas e uma antena e que se assemelham a ursos de pelúcia. Em cada jogo eles servem em diferentes capacidades, incluindo carteiros, ferreiros, membros da equipe e meio de salvar o progresso. As aparições dos chocobos e moogles são frequentemente acompanhadas por temas musicais específicos que em cada título recebem um arranjo diferente.

Jogabilidade

Os jogadores comandam um grupo de personagens nos jogos Final Fantasy enquanto eles progridem pela história ao explorar o mundo e derrotar oponentes. Inimigos são tipicamente encontrados randomicamente através da exploração, um traço que mudou a partir de Final Fantasy XI e Final Fantasy XII. Os jogadores emitem ordens como "Lutar", "Magia" e "Item" para personagens individuais enquanto combatem através de uma interface de menu. As batalhas eram organizadas em rodadas antes de Final Fantasy XI, com os protagonistas e os antagonistas em lados diferentes do campo de combate. Final Fantasy IV introduziu o sistema "Active Time Battle" que ampliou a natureza de rodadas com um sistema de marcação de tempo perpétuo. Ele foi projetado por Hiroyuki Ito e injetava urgência e excitação no combate ao forçar o jogador a agir antes do inimigo atacar, sendo empregado até Final Fantasy X, que implementou o sistema "Conditional Turn-Based". Esse novo sistema manteve as batalhas em rodadas, porém adicionou nuances a fim de criar um maior desafio para os jogadores. Final Fantasy XI adotou um sistema de batalha em tempo real onde os personagens agem continuamente dependendo do comando emitido. Final Fantasy XII continuou com essa jogabilidade através do sistema "Active Dimension Battle". O sistema de combate de Fina Fantasy XIII foi projetado por Toshiro Tsuchida, que também criou o sistema "Conditional Turn-Based", e tinha a intenção de possuir uma maior sensação de ação e emular as sequências de batalha do filme Final Fantasy VII: Advent Children.

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Desenvolvimento

Origens

A Square Co. entrou na indústria japonesa de jogos eletrônicos no meio da década de 1980 com RPGs simples, jogos de corrida e jogos de plataforma para o console Family Computer Disk System da Nintendo. O projetista Hironobu Sakaguchi escolheu em 1987 criar um novo jogo RPG de fantasia para o Nintendo Entertainment System, se inspirando em outros jogos de fantasia populares da época: Dragon Quest da Enix, The Legend of Zelda da Nintendo e a série Ultima da Origin Systems. Sakaguchi anos depois explicou que, apesar de atribuído à suposta falência que a Square estava enfrentando, o jogo era sua tentativa derradeira na indústria e que Final Fantasy proveio de seus sentimentos na época; caso o título não tivesse vendido bem, ele teria deixado seu emprego e voltado para a universidade. Apesar dessa explicação, publicações também atribuíram o título às esperanças da Square de que o projeto poderia solucionar suas dificuldades financeiras. Segundo Sakaguchi, o nome surgiu do desejo da equipe de que o título pudesse ser abreviado como "FF", que soaria bem em japonês. O nome originalmente escolhido foi Fightning Fantasy, porém ele precisou ser alterado devido a temores de conflitos de marca registrada com os livros-jogos de RPG de mesmo nome. Já que a palavra "Final" era famosa no Japão, Sakaguchi decidiu chamar o jogo de Final Fantasy. De acordo com o próprio, qualquer título de abreviatura "FF" teria servido para o que eles queriam naquele momento.

Projeto

Sakaguchi precisou de uma equipe de produção muito maior para o primeiro Final Fantasy que os títulos anteriores da Square. Ele começou a criar a história do jogo enquanto ao mesmo tempo experimentava com ideias de jogabilidade. Uma vez estabelecidos o sistema de jogabilidade e o tamanho do mundo de jogo, ele integrou suas ideias de história aos recursos disponíveis. Uma abordagem diferente tem sido usada para todos os jogos subsequentes: a história é completada primeiro e a jogabilidade é construída ao seu redor. Os projetista nunca foram restringidos pela consistência, porém a maioria acredita que cada título deve possuir um número mínimo de elementos em comum. As equipes de desenvolvimento se esforçam para criar mundos completamente novos em cada jogo, evitando que os novos títulos sejam muito semelhantes com os anteriores. Os cenários são conceitualizados desde cedo na produção e detalhes de projeto como partes de edifícios são aprofundados como a base para estruturas inteiras.

Tecnologia

Os primeiros jogos para o Nintendo Entertainment System utilizavam pequenas representações em sprite dos personagens e do mundo por causa das limitações gráficas. As cenas de batalha usavam versões mais detalhadas e completas dos personagens em uma visão lateral. Essa prática continuou até Final Fantasy VI, que usava versões mais detalhadas para ambas as telas. Os sprites do Nintendo Entertainment System tinham 26 pixels de altura e uma paleta de 4 cores. Seis quadros de animação foram usados para representar as diferentes situações dos personagens, como "saudável" e "cansado". Os títulos para o Super Nintendo Entertainment System usavam gráficos e efeitos melhorados, além de uma maior qualidade de áudio, porém eram de forma geral bem similares aos seus predecessores no desenho básico. Os sprites do Super Nintendo Entertainment System tinham dois pixels a menos, entretanto possuíam uma paleta maior e mais quadros de animação: respectivamente onze cores e quarenta quadros. A melhora permitiu que os desenvolvedores fizessem personagens mais detalhados na aparência e expressassem mais emoções. O primeiro jogo já tinha personagens não jogáveis com quem o jogador podia interagir, porém eles eram em sua maioria objetos estáticos. A partir do segundo título a Square usou caminhos predeterminados a fim de criar cenas mais dinâmicas para os personagens não jogáveis, incluindo situações de comédia e drama.

Música

Os diferentes títulos da franquia Final Fantasy possuem uma grande variedade musical, porém frequentemente reutilizam os mesmos temas. A maioria dos jogos começa com uma peça musical chamada "Prelúdio", que evoluiu de um simples arpejo de duas vozes nos primeiros jogos para arranjos muito mais complexos e melódicos em títulos mais recentes. Vitórias em combate são frequentemente acompanhadas por uma fanfarra de vitória, um tema que se tornou uma das peças musicais mais reconhecidas da série. O tema que acompanha as aparições dos chocobos também é utilizado recorrentemente e já foi rearranjado em diferentes estilos para se adequar a cada jogo. Uma peça chamada "Prólogo", as vezes intitulada de "Final Fantasy" e originária do primeiro título, é tocada frequentemente durante os créditos finais. Apesar de leitmotives serem comuns nos jogos cujas histórias são mais centradas nos personagens, músicas temas são tipicamente reservadas para os personagens principais e elementos de enredo recorrentes.

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Recepção

A série Final Fantasy de maneira geral tem sido aclamada pela crítica e comercialmente bem sucedida, porém cada jogo teve diferentes graus de sucesso. A franquia tem tido um crescente aumento de vendas; ela já tinha vendido dez milhões de unidades em maio de 1996, 45 milhões até agosto de 2003, 63 milhões em dezembro de 2005 e 85 milhões por julho de 2008. A Square Enix anunciou em junho de 2011 que Final Fantasy já havia vendido cem milhões de cópias, chegando em 110 milhões por volta de março de 2014. Esse grande número de vendas colocou a franquia uma das mais vendidas na história da indústria dos jogos eletrônicos. Vários jogos da série foram sucessos de venda. Final Fantasy VII já vendeu mais de 9,5 milhões de cópias mundialmente, sendo o título mais vendido de toda a franquia. Final Fantasy VIII se tornou o jogo mais vendido nos Estados Unidos apenas dois dias após seu lançamento, mantendo a posição por mais de três semanas. Final Fantasy X vendeu 1,4 milhões de unidade apenas durante a pré-venda japonesa, estabelecendo um recorde para o RPG de console mais vendido. Final Fantasy XI alcançou em março de 2006 a marca de duzentos mil jogadores diários, chegando em um milhão de assinantes em julho de 2007. Final Fantasy XII vendeu mais de 1,7 milhões de cópias no Japão durante sua primeira semana, enquanto na América do Norte o jogo vendeu 1,5 milhões de unidades durante o mesmo período. Final Fantasy XIII vendeu um milhão de cópias no Japão apenas em seu primeiro dia. Final Fantasy XIV: A Realm Reborn lotou seus servidores ao ser lançado, eventualmente alcançando 1,5 milhões de assinantes em dois meses.

Crítica

A franquia já recebeu aclamação mundial de diversas publicações especializadas da indústria, com destaque especial para seus gráficos, histórias e trilhas sonoras. A revista Next Generation elegeu em 1996 a série Final Fantasy como a 17.ª maior de todos os tempos. Já em 2008 a The Game Group plc fez uma votação aberta e Final Fantasy foi escolhida como a melhor franquia da história, com cinco de seus jogos aparecendo na lista de "Maiores Jogos de Todos os Tempos". Muitos dos jogos da série já foram incluídos em listas de melhores. Vários Final Fantasy já foram listados múltiplas vezes pela IGN em listas de "melhores jogos". Onze jogos da franquia foram colocados em 2006 na lista da Famitsu dos "100 Jogos Favoritos de Todos os Tempos", quatro deles estando entre os dez primeiros, com Final Fantasy X e Final Fantasy VII ficando respectivamente na primeira e segunda posições. A série também detém sete Guinness World Records, dentre eles "Maior Número de Jogos em uma Série de RPG". A edição de 2009 do livro também listou dois títulos da franquia entre os cinquenta maiores jogos de consoles de todos os tempos: Final Fantasy XII na oitava posição e Final Fantasy VII na vigésima.

Legado

A série Final Fantasy como um todo e vários de seus jogos individualmente foram creditados como tendo introduzido e popularizado muitos conceitos que hoje são amplamente usados em RPGs de consoles. O título original é frequentemente citado como um dos mais influentes RPGs pioneiros de console, tendo desempenhado um papel importante na legitimação e popularização do gênero. Muitos RPGs eletrônicos apresentavam batalhas mano a mano contra monstros em uma perspectiva de primeira pessoa, porém Final Fantasy introduziu uma perspectiva lateral com grupos de inimigos contra um grupo de heróis que desde então tem sido frequentemente utilizado. Ele também possuía um dos primeiros sistemas de evolução de classes de personagens, além de diferentes métodos de transporte como barcos, canoas e aeronaves. Final Fantasy II foi a primeira sequência na indústria dos jogos eletrônicos a omitir todos os personagens do título anterior. Ele também apresentou um sistema de progressão baseado em atividades, algo que depois foi empregado em outras séries de RPG como SaGa, Grandia e The Elder Scrolls. Final Fantasy III continha um sistema de funções, um meio de progressão de personagens que permitia os jogadores a mudarem de classe, adquirirem classes novas mais avançadas e combinar suas habilidades em qualquer momento durante a jogabilidade. Final Fantasy IV é considerado um marco do gênero por apresentar uma história dramática com grande ênfase no desenvolvimento de personagens e relações pessoais. Já Final Fantasy VII é creditado como tendo sido o título de maior impacto da série, permitindo que RPGs de console alcançassem grande destaque no mercado de massa.

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Fontes consultadas

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