Família real britânica
A família real britânica compreende aos parentes dos monarcas do Reino Unido. O atual chefe de estado do Reino Unido e outros 14 reinos da Commonwealth é o rei Carlos III, que ascendeu ao trono no dia 8 de setembro de 2022 com sua esposa e consorte, a rainha Camila, após a morte da rainha Isabel II. Embora não exista uma definição estritamente legal ou formal no Reino Unido para quem é ou não um membro da família real, geralmente é usado o termo Sua Majestade (S.M.) ou Sua Alteza Real (S.A.R.) como forma de tratamento aos membros da família. A família real é considerada um ícone cultural britânico e é o grupo de pessoas mais associadas à cultura britânica na contemporaneidade.
O rei Carlos III é o chefe da família real e tem dois filhos e cinco netos. A "Lista da Família Real" do Lord Chamberlain menciona todos os descendentes da rainha Isabel II e seus cônjuges, juntamente com os primos dela e seus cônjuges. A lista do Lord Chamberlain se aplica para fins de regulamentação do uso de símbolos reais e imagens da família. As diretrizes sobre como cumprimentar um membro da família real, dizem que eles devem primeiro ser recebidos com "Sua Alteza Real". O status de Alteza Real é restrito aos filhos de um monarca, netos de linha masculina de um monarca, filhos do filho mais velho do Príncipe de Gales e suas esposas.
Árvore genealógica
Abaixo, encontra-se a árvore genealógica da Casa de Windsor apenas com os membros da realeza que utilizam (ou utilizaram) títulos adquiridos por casamento ou prestígio, e estilos reais adquiridos ao nascerem.
Os filhos e netos patrilineares do monarca têm automaticamente o direito de serem conhecidos como príncipe ou princesa com o estilo "Sua Alteza Real" (SAR). Uma carta-patente pelo rei Jorge V em 1917 declarou que os bisnetos do monarca não seriam considerados príncipes ou princesas, exceto o filho mais velho do filho mais velho do Príncipe de Gales, ou seja, o primeiro neto deste último. Porém, em 2012, a rainha Isabel II emitiu outra carta-patente declarando que todos aqueles nascidos do filho mais velho do Príncipe de Gales serão considerados também príncipes ou princesas. Apesar de serem netos da rainha Isabel II, Peter Phillips e Zara Tindall (filhos de Ana, Princesa Real) não são considerados príncipe e princesa por serem matrilineares. Lady Luísa Windsor e Jaime, Conde de Wessex, embora com direito ao pariato, não são chamados de príncipe e princesa porque seus pais, o Duque e a Duquesa de Edimburgo, queriam que eles tivessem títulos mais modestos.
Os membros da família representam o monarca em visitas oficiais e viagens a outros países como embaixadores para promover relações diplomáticas. A família apoia o monarca em seus deveres estaduais e nacionais, com exceção das funções constitucionais. Se o soberano estiver indisposto, dois Conselheiros de Estado são necessários para cumprir seu papel. Atualmente, o herdeiro do trono britânico, Carlos, Príncipe de Gales e outros príncipes como Guilherme, Duque de Cambridge e Eduardo, Conde de Wessex, realizam deveres oficiais em nome da rainha Isabel II. A cada ano, a atual família real realiza mais de 2 000 compromissos oficiais em todo o Reino Unido e em todo o mundo, entretendo 70 000 convidados e respondendo a 100 000 cartas. Os compromissos incluem funerais estaduais, festividades nacionais, festas em jardim, recepções e visitas às Forças Armadas. De acordo com o historiador Robert Lacey, a rainha Isabel II disse que as investiduras dos homenageados eram as coisas mais importante que ela fazia. O rei Carlos III, o príncipe Guilherme e a princesa Ana também realizam investiduras. As aparições públicas da família geralmente são acompanhadas por caminhadas, onde a realeza cumprimenta e conversa com membros do público fora dos eventos. Os eventos anuais com a presença da família real incluem a Cerimônia de Abertura do Parlamento, Trooping the Colour e o Dia da Lembrança.
Historicamente, a família real e a mídia se beneficiaram mutuamente; a família usava a imprensa para se comunicar com o público, enquanto a mídia usava a família para atrair leitores e espectadores. Com o advento da televisão, no entanto, a mídia começou a prestar menos respeito à privacidade da família real. A biógrafa real Penny Junor diz que a família real se apresentou "como a família modelo" desde a década de 1930. O autor Edward Owen escreveu que durante a Segunda Guerra Mundial, a monarquia britânica buscou uma imagem de uma "família mais informal e vulnerável" que tivesse um efeito unificador sobre a nação durante a instabilidade. Na década de 1990, a família real enfrentou um assédio massivo dos tabloides britânicos devido as relações conturbadas dos filhos da rainha Isabel II e seus cônjuges. Em 1992, a Princesa Real e seu marido Mark Phillips se divorciaram; o Príncipe e a Princesa de Gales se separaram após conversas telefônicas íntimas do príncipe com sua amante, Camilla Parker Bowles serem vazadas; o Duque e a Duquesa de Iorque se separaram após fotografias da duquesa de topless tendo os dedos dos pés chupados por outro homem aparecerem em tabloides. Os escândalos contribuíram para a relutância do público em pagar pelos reparos do Castelo de Windsor após o incêndio de 1992. Um outro "desastre de relações públicas" foi a resposta indiferente da família real à morte de Diana, Princesa de Gales, em 1997.
Os membros sêniores da família real, que representam o monarca, obtêm sua renda de fundos públicos conhecidos como subvenção soberana. A concessão soberana é um pagamento anual do governo britânico ao monarca. Ele vem das receitas do Crown Estate, que são propriedades comerciais de propriedade da Coroa. Os membros da família real que recebem dinheiro da subvenção soberana devem prestar contas ao público por isso e não estão autorizados a ganhar dinheiro com seu nome. A segurança da família real não é paga pela subvenção soberana, mas geralmente é atendida pela Polícia Metropolitana de Londres. A família real, o Ministério do Interior Britânico e a Polícia Metropolitana decidem quais membros têm direito à segurança policial financiada pelos contribuintes. Os membros estendidos não mantêm o direito automático à proteção; em 2011, as princesas Beatriz e Eugénia deixaram de receber segurança policial.
A residência oficial do monarca em Londres é o Palácio de Buckingham. Anúncios de nascimentos e mortes de membros da família real são tradicionalmente anexados às grades frontais. A maioria dos atuais membros da família real residem em Londres. A residência em que o rei Carlos III e sua esposa Camila passam mais tempo é a Clarence House. Outra residência londrina do rei é o Palácio de St. James, que ele compartilha com a Princesa Real e a princesa Alexandra. A princesa Alexandra também reside em Thatched House Lodge em Richmond, Grande Londres. O Príncipe e Princesa de Gales e o Duque e Duquesa de Gloucester têm suas residências e escritórios em apartamentos no Palácio de Kensington. O Duque e a Duquesa de Kent residem em Wren House nos terrenos do palácio. O Duque de Iorque e sua família vivem no Royal Lodge no Windsor Great Park na cidade de Windsor, enquanto o Conde e a Condessa de Wessex residem no Bagshot Park no condado de Surrey. O Castelo de Windsor também é uma das residências da família real, e era usada pela rainha Isabel II antes de seu falecimento, assim como o Castelo de Balmoral na Escócia, onde a monarca e seus famíliares costumavam passar as férias de verão.


