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Exame vestibular

Exame vestibular designa o processo de seleção de novos estudantes empregado pelas universidades brasileiras. Também designados de exames de acesso ao equivalente ensino superior em Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Imagem: NASA's Marshall Space Flight Center · BY-NC · Openverse

Um sistema que antecedeu ao vestibular foi o Baccalauréat, criado na França. No caso do Brasil, o exame vestibular foi criado pela mesma lei que instaurou a Lei Rivadávia (Cury, 2009). Ao contrário do vestibular — prestado para uma instituição de ensino e curso específicos — o Baccalauréat é um exame prestado por área de conhecimento que provê acesso a qualquer instituição de ensino superior na França.

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Processo de seleção

Universidades públicas

Os vestibulares para as universidades públicas no Brasil são os mais concorridos dentre aqueles aplicados no país, seja pela oportunidade única do estudo gratuito ou pela reputação de um ensino de qualidade de que gozam estas instituições em relação às privadas. Sendo o número de vagas limitado nas universidades, estes vestibulares atingem um grau de concorrência elevado, representado pelo número elevado de candidatos por vaga. Essa grande concorrência, somada a elevada carga conteudística das provas, exige que jovens se preparem intensamente durante meses ou anos, tanto em termos acadêmicos quanto psicológicos. Em 2009, o então Ministro da Educação (Fernando Haddad) apresentou a proposta de unificar o vestibular das universidades federais brasileiras utilizando um novo modelo de prova para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O MEC argumenta que o vestibular tradicional desfavorece candidatos que não podem se locomover pelo território. Assim, um jovem que queira prestar medicina e tenha problemas financeiros, dificilmente poderá participar de processos seletivos de diferentes faculdades - e terá suas chances de aprovação diminuídas. Por outro lado, as federais localizadas em estados menores ficam restritas aos candidatos de suas regiões.

Universidades particulares

Os vestibulares para as universidades particulares no Brasil são muitas vezes pré-conceituados. Principalmente pelo fato de apresentarem menor concorrência que as públicas. Porém, é notável uma evolução no nível das provas nos últimos anos.

Estrutura da prova

A estrutura das provas varia de acordo com a instituição responsável pela prova e algumas vezes uma mesma instituição utiliza diferentes métodos ao longo dos anos e dependendo do objetivo da prova. Algumas instituições costumam dividir o exame em duas fases distintas: Outras permitem que o candidato preste a prova via internet enquanto outras demandam uma maior vigilância sobre o candidato, tendo uma enorme estrutura para a execução da prova para milhares de candidatos em apenas um dia.[carece de fontes?] Recentemente o governo brasileiro tomou medidas no tocante a incentivar que as notas do Exame Nacional do Ensino Médio fossem levadas em consideração para a colocação do candidato nas provas vestibulares.

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Críticas ao modelo

Imagem: estudio malabares | design · BY · Openverse

Uma série de pensadores e movimentos sociais vê no modelo do vestibular uma barreira de acesso ao ensino superior público para as camadas mais populares da sociedade, que não podem pagar para cursar o Ensino Médio em escolas particulares, via de regra de qualidade superior, nem para se preparar em cursos específicos para suas necessidades (conhecidos como "cursinhos pré-vestibular" ou simplesmente "cursinhos"). Há também quem argumente que os exames, da forma como são propostos, avaliam não o verdadeiro conhecimento que deveria ter sido adquirido no Ensino Médio, mas simplesmente informações memorizadas pelo vestibulando com o objetivo único de se ser aprovado nos exames em questão, sem que haja uma compreensão mais profunda dos conteúdos nem o desenvolvimento do raciocínio crítico. Além disso, existem outros fatores que podem influenciar no rendimento do vestibular, como, por exemplo, o estresse, já que a pressão exercida sobre os candidatos é alta (disputa por uma vaga cobiçada, alguns já tentaram outras vezes e não conseguiram) e alguns acabam caindo diante desse quadro, e também há a variável tempo, pois alguns candidatos sentem dificuldade em terminar a prova dentro dos curtos prazos exigidos.

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Vantagens do modelo

Imagem: Agência Brasília · BY · Openverse

Há vantagens inegáveis que decorrem da utilização do vestibular em vez de outras formas de seleção (entrevistas, indicações, necessidades econômicas). A principal é a impessoalidade da prova e da correção, coadunada com a existências apenas de raros casos de suspeita de fraudes, normalmente acompanhados de cancelamento de prova (Unicamp, 1997; UFAC, 2005). Garantido o anonimato nas correções, todos os candidatos têm chances iguais de concorrerem às vagas, segundo, é claro, o preparo acadêmico de cada um. O vestibular privilegia a meritocracia, que é a base de qualquer sistema universitário de ponta no mundo. A meritocracia é criticada pelo argumento de que favoreceria aqueles que tiveram maiores condições (inclusive, econômicas) de se preparar. Entretanto, do ponto de vista da Universidade o que se espera é exatamente alunos bem preparados para tratar toda complexidade e volume de informações tratado dentro dos cursos. Assim se identifica o problema na formação, possivelmente deficiente, fornecida pelo Estado para o ensino básico e secundário.

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Fontes consultadas

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