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Evangelii Gaudium

Evangelii Gaudium ou Alegria do Evangelho, é a primeira Exortação Apostólica pós-Sinodal escrita pelo Papa Francisco. Foi publicada no encerramento do Ano da Fé, no dia 24 de novembro do ano de 2013.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Estrutura

Imagem: Catholic Church (England and Wales) · BY-NC-SA · Openverse

Introdução

O Papa, na introdução, cita várias passagens bíblicas, que mostram uma relação entre a alegria de receber a mensagem cristã e a saída missionária. No parágrafo 17, ele explica que decidiu explorar as seguintes questões:

Capítulo I: A transformação missionária da Igreja

Neste capítulo Papa Francisco destaca a importância da paróquia porque possui uma grande plasticidade, pode assumir formas muito diferentes e exorta a oração, movimentos, prelazia, e outras comunidades de base para se integrar na pastoral local, de cada paróquia. Em seguida, destaca a importância dos bispos de cada diocese para fortalecer o anúncio cristão por caminhos sempre novos. Neste contexto, afirma estar disposto a reformar o papado e buscando sugestões que visam a exercer o meu ministério para devolvê-lo mais fiel ao sentido que Jesus Cristo quis dar.

Capítulo II: Na crise do compromisso comunitário

O capítulo é dividido em duas partes: sob o título Alguns desafios do mundo atual discute as questões da economia, a exclusão e a cultura moderna, incluindo novos movimentos religiosos e o relativismo. Sob o título Tentações dos agentes pastorais, descreve dois enganos possíveis entre os cristãos: primeiro o fascínio do gnosticismo que propõe uma fé fechada no subjetivismo, onde apenas interessa uma determinada experiência ou uma série de raciocínios e conhecimentos, e segundo o neopelagianismo autorreferencial e prometeuco que tem elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e um cuidado exibicionista da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja.

Capítulo III: O anúncio do Evangelho

A Igreja é a totalidade dos batizados, e todos eles devem realizar o querigma. O Papa se detém sobre a importância da homilia que deve ser breve e evitar que se pareça com uma conferência ou uma lição, também deve ser preparada com cuidado e antecipação, um pregador que não se prepara não é «espiritual»: é desonesto e irresponsável.

Capítulo IV: A dimensão social da Evangelização

Este capítulo é rico em temas: inclusão social dos excluídos (os sem abrigo, os toxicodependentes, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados, etc), o trabalho político de longo prazo e o diálogo social: O diálogo entre a fé e a razão, o diálogo ecumênico, o diálogo inter-religioso, o diálogo social amplo. No parágrafo 246, diz que os católicos têm muito a aprender com os não-católicos, especialmente os anglicanos e ortodoxos, onde temos a possibilidade de aprender algo mais sobre o significado da colegialidade episcopal e sobre a sua experiência da sinodalidade. Parágrafo 247 afirma que o judaísmo, cuja Aliança com Deus nunca foi revogada, porque «os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis», não é uma religião estranha ao cristianismo e que considera o povo da Aliança e a sua fé como uma raiz sagrada da própria identidade cristã.

Capítulo V: Evangelizadores com Espírito

O encerramento da exortação retoma o encontro pessoal com Cristo e imitando a Virgem Maria como um ícone e um exemplo da atitude do anúncio missionário.

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Fontes consultadas

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