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Estreito de Torres

O estreito de Torres é uma passagem náutica entre a península de York, extremo norte da Austrália, e a Nova Guiné, ilha da Melanésia, parte do estado independente de Papua-Nova Guiné e outra parte território da Indonésia. Tem cerca de 150 km de largura, 48 000 km² de área, e é pontilhado por uma grande quantidade de ilhas denominadas ilhas do Estreito de Torres, algumas habitadas. Foi "descoberto" pelo navegador luso Luís Vaz de Torres.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Geografia

O estreito

O estreito une o mar de Coral, no leste, ao mar de Arafura, ao golfo de Carpentária e ao mar de Timor, a oeste, todos pertencentes ao oceano Pacífico. Tem cerca de 150 km de largura e 48 000 km² de área total. É muito raso, e um labirinto de recifes e ilhas o tornam muito difícil de navegar. Importante rota de navegação, encontra-se hoje muito bem mapeado e sinalizado. Durante o Pleistoceno a área onde se localiza o estreito estava seca e permitiu a passagem de populações de homens e animais entre a Ásia e a Austrália. Numa data entre 12 000 e 8 000 anos atrás, com o fim da glaciação, o mar voltou a ocupar o estreito, de modo parecido ao ocorrido com o estreito de Bering e a América, isolando as populações nativas.

As ilhas

Existem 274 ilhas no estreito, distribuídas pelos seus 150 km de largura de norte a sul e espalhadas por outros 200 a 300 km de leste a oeste , sendo 17 presentemente habitadas por populações melanésias parecidas com as de Papua, num total de 8089 pessoas (censo oficial de 2001), que se utilizam do inglês e mais três idiomas nativos (Kala Lagaw Ya, Meriam Mir e Creole do Estreito de Torres). Elas apresentam diferentes formações geológicas, sendo agrupadas em cinco grupos distintos,mas basicamente são: ilhas vulcânicas, de terras férteis e com picos mais elevados; ilhas de coral e areia, de topografia baixa; ilhas de formação por depósito de sedimentos dos rios da Nova Guiné; ilhas com picos de granito, sobreviventes da ponte que unia os continentes; ilhas próximas à península de York, tem o mesmo padrão geológico desta.

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História

O primeiro ocidental a navegar pelo estreito foi o navegador português Luís Vaz de Torres, então o segundo em comando de uma expedição naval espanhola comandada por Pedro Fernandes de Queirós, que partiu do Peru para explorar o sul do Oceano Pacífico, de leste para oeste, em 1605. Quando Queirós, após descobrir as ilhas Vanuatu, e com problemas no barco, retornou para a costa da América para comunicar sua descoberta, Torres ficou encarregado de prosseguir rumo oeste em outro barco, o San Pedro, com a programada tentativa de chegar a Manila pelas Molucas. Velejou pela costa meridional da Nova Guiné e deve ter pelo menos avistado a extremidade norte da Austrália, embora não existam registros específicos disso. Deixou um relato detalhado de sua viagem, localizado em Manila, no ano de 1769 pelo geógrafo escocês Alexander Dalrymple, que foi quem batizou o estreito com o nome Torres. Em 1770, quando James Cook anexou a Austrália ocidental à coroa britânica, se encontrava na ilha da Possessão, uma das ilhas do estreito. Estas foram anexadas à província australiana de Queensland em 1879 e ficaram fazendo parte da colônia britânica, mesmo as que ficavam perto da costa da Nova Guiné.

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Fontes consultadas

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