Estrasburgo
Estrasburgo é uma comuna situada no leste da França, na margem esquerda do Rio Reno. É a capital da região administrativa de Grande Leste e do departamento do Baixo Reno.
Antes do século V a cidade era conhecida como Argantorati (no nominativo e Argantorate no locativo), um nome celta latinizado. Inicialmente com o final -rati, que em gaulês significa "local fortificado", sendo um cognato da palavra irlandesa antiga ráth e arganto(n), (cognata da palavra latina argentum que também significa prata) a palavra gaulesa para prata e qualquer metal precioso, incluindo ouro o que significa uma mina de ouro próximo a um rio. Depois do século V a cidade tornou-se conhecida por um nome completamente diferente: Strasbourg, uma palavra afrancesada do alsaciano, Strossburi. O nome é de origem germânica e tem origem na palavra latina strata, significando "estrada", ou seja no cruzamento de estradas e o fim -bourg vindo do protogermânico: burgz, que significa o mesmo que "burgo" em português: fortaleza em um morro. Gregório de Tours foi o primeiro a mencionar o novo nome da cidade. Em seu décimo livro Historia Francorum, escrito logo após 590, ele diz que Egídio de Reims, acusado de conspirar contra o rei Quildeberto II da Austrásia em favor de seu tio Quilperico I, rei da Nêustria, foi considerado culpado por um conselho de bispos em Metz, foi removido do cargo e levado "ad Argentoratensem urbem, quam nunc Strateburgum vocant" ("para a cidade de Argentorato, que agora é chamada de Strateburgus"), onde ele foi exilado.
Estrasburgo, conhecida pelos romanos como Argentorato (em latim: Argentoratum), foi fundada em 12 a.C. Era então um campo militar fortificado posicionado sobre o limes (fronteira do Império Romano) do Reno. Um canabae (aglomeração de habitações civis) desenvolveu-se ao redor do campo e em direção ao oeste, prelúdio ao desenvolvimento futuro da cidade. Estrasburgo foi incorporada ao Império franco no século V. Em 842, a cidade foi palco dos Juramentos de Estrasburgo, mais antiga testemunha escrita das línguas francesa e alemã. A catedral de Estrasburgo foi terminada em 1439, tornando-se o mais alto edifício do mundo entre 1625 a 1874, e permaneceu como a mais alta igreja do mundo até 1880, quando foi ultrapassada pela Catedral de Colônia, na Alemanha. Hoje é a sexta igreja mais alta do mundo. Durante a década de 1520, a cidade abraçou as teses religiosas de Martinho Lutero e João Calvino, cujos adeptos estabeleceram uma universidade no século seguinte.
Atravessada pelo rio Ill, afluente do Reno, que se divide para formar até cinco braços no centro da cidade (no setor da Petite France), a cidade é composta de bairros com forte identidade, como Robertsau, Cronenbourg, Koenigshoffen, Hautepierre, Elsau, Krutenau, Neudorf, Meinau e Neuhof. Situada a uma altitude média de 140 metros acima do nível do mar, Estrasburgo caracteriza-se por um relevo relativamente plano. Assim, no centro da cidade, percebem-se somente leves ondulações do terreno, culminando à proximidade da catedral e no cruzamento da Grand-Rue (Grande rua) e da rua do Fossé-des-Tanneurs, correspondendo às zonas de habitações mais antigas. A cidade é também conhecida como uma das capitais da Europa, devido às inúmeras instituições europeias que ela abriga, entre as quais o Conselho da Europa, o Parlamento europeu (dividido com Bruxelas) e a Corte Europeia dos Direitos Humanos, sem esquecer a cadeia de televisão binacional franco-germânica Arte.
As universidades da Academia de Estrasburgoː Estrasburgo conta com um pouco menos de 50 000 estudantes, dos quais 37 500 nas suas três universidades. Os estudantes estrangeiros constituem quase um quinto do efetivo (18,5%).


