São Luís (Maranhão)
São Luís, também chamada de São Luís do Maranhão, é a capital do estado brasileiro do Maranhão. É a única capital brasileira fundada por franceses, no dia 8 de setembro de 1612, posteriormente invadida por holandeses e, por fim, colonizada pelos portugueses. Localiza-se na ilha de Upaon-Açu no Atlântico Sul, entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar, no Golfão Maranhense. Em 1621, quando o Brasil foi dividido em duas unidades administrativas — Estado do Maranhão e Estado do Brasil —, São Luís foi a capital da primeira unidade administrativa. No ano de 1997, o Centro Histórico da cidade foi declarado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.
O nome da cidade é uma homenagem dada pelos franceses ao rei da França, Luís XIII, conforme registrou o cronista da França Equinocial, o Capuchinho Claude D'Abbeville. Posteriormente, o nome passou a referenciar Luís IX, chamado de "São Luís Rei de França". O rei Luís IX ficou popular, pois morreu numa Cruzada na Idade Média, sendo posteriormente canonizado pela Igreja Católica.
Nos arredores da atual cidade de São Luís, habitava a etnia indígena dos potiguaras.
Pré-história
Antes mesmo da chegada dos franceses, o lugar onde hoje está localizada a cidade de São Luís já era densamente habitado por povos indígenas. Pesquisadores estão à procura de objetos arqueológicos provavelmente enterrados no Sambaqui do Bacanga, localizado no Parque Estadual do Bacanga. Os pesquisadores criaram trincheiras à procura de vestígios de novos artefatos que poderiam pertencer a populações pré-históricas. Querem também saber o perfil sociocultural dos humanos que habitaram essa região. Esses objetos provavelmente pertenciam a populações pescadoras-coletoras-caçadoras-ceramistas pré-históricas que viviam no sambaqui do Bacanga. A descoberta poderá ser muito importante, pois acredita-se que as populações que viviam na Amazônia migraram para a Região Nordeste do Brasil. O Sambaqui do Bacanga localiza-se no Norte do Maranhão, na região centro-oeste da ilha de São Luís. Suas coordenadas geográficas são: 2° 34' 41,8" S 44° 16' 50,4" O.
Colonização portuguesa
Desde o final do século XVII, novos elementos da civilização europeia já chegavam a São Luís por vias marítimas (com destaque para os religiosos carmelitas, jesuítas e franciscanos, que também passaram a educar a população), este processo de modernização aumentou no novo ciclo econômico, trazendo benefícios urbanos para a cidade. Além da catequese, as ordens religiosas fundaram escolas e desenvolveram práticas agrícolas nas missões, influenciando a cultura e a organização urbana local. Os jesuítas, por exemplo, estabeleceram colégios onde se ensinava gramática, retórica e filosofia aos filhos da elite colonial. Durante o período pombalino (1755-1777), aconteceu a canalização da rede de água e esgotos e a construção de fontes pela cidade.
Ocupação francesa
Daniel de La Touche, conhecido como Senhor de La Ravardière, acompanhado de cerca de 500 homens vindos das cidades francesas de Cancale, Granville e Saint-Malo, chegou à região em 1612 para fundar a França Equinocial e realizar o sonho francês de se instalar na região dos trópicos. Uma missa rezada por capuchinhos e a construção de um forte nomeado de Saint-Louis ("São Luís"), em homenagem prestada a Luís IX patrono da França, e ao rei francês da época Luís XIII, marcaram a data de fundação da nova cidade: 8 de setembro. Logo se aliaram aos indígenas, que foram fiéis companheiros na batalha contra portugueses vindos de Pernambuco decididos a reconquistar o território, o que acabou por acontecer alguns anos depois.
Ocupação holandesa
Por volta de 1641, aportou, em São Luís, uma esquadra holandesa formada por 18 embarcações, com mais de mil militares, sob o comando do almirante Jan Cornelisz Lichthart e pelo coronel Koin Handerson. O principal objetivo dos holandeses seria a expansão da indústria açucareira na região. Antes da invasão em São Luís, os holandeses já haviam invadido grande parte do nordeste brasileiro e tomado outras cidades como Salvador, Natal, Recife e Olinda. Os holandeses investiram contra São Luís e amedrontaram os moradores, o que fez a cidade ficar deserta. Foi feito prisioneiro o governador da cidade, o fidalgo português Bento Maciel Parente, e também foi hasteada a bandeira holandesa. A cidade toda foi saqueada, igrejas e templos foram roubados, cerca de cinco mil arrobas de açúcar foram roubados. Isso tudo resultou numa paralisação da economia maranhense. A produção da capitania era baseada na comercialização de tabaco, cravo, algodão, aguardente, açúcar, sal, azeite, couro, farinha de mandioca e baunilha, entre outros produtos.
Expansão econômica
A criação da Companhia do Comércio do Maranhão,em 1682, integrou a região ao grande sistema comercial mantido por Portugal. As plantações de cana-de-açúcar, cacau e tabaco eram, agora, voltadas para a exportação, tornando viável a compra de escravos africanos, grande parte deles oriunda da região da atual Guiné-Bissau. Na segunda metade do século XVIII, devido à Guerra de Independência, os Estados Unidos interromperam sua produção de algodão e abriram espaço para que o Maranhão passasse a fornecer a matéria-prima demandada pela Inglaterra. Em 1755, foi fundada a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Em 1780, foi construída a Praça do Comércio.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de São Luís. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião da Aglomeração Urbana de São Luís, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Norte Maranhense. O município de São Luís ocupa uma área de 582,974 km² (0,1769% do território maranhense), dos quais 165,9574 km² formam a área urbana. Localiza-se na ilha de Upaon-Açu (palavra indígena que significa "Ilha Grande"), separada do continente pelo Estreito dos Mosquitos. Por terra, limita-se apenas com São José de Ribamar. Embora também se localizem na ilha e façam parte da região metropolitana, os municípios de Paço do Lumiar e Raposa não fazem divisa com São Luís. Há outras ilhas localizadas no município de São Luís. São elas: Tauá-Mirim, localizada entre os estreito dos Coqueiros e a Baía de São Marcos; Tauá-Redondo, localizada ao sul da ilha de Tauá-Mirim; Ilha do Medo, localizada a noroeste de São Luís, próxima à Praia do Amor; Duas irmãs, duas ilhas localizadas ao sul da ilha do Medo; Ilha das Pombinhas, localizada a leste da ilha do Medo; e Guarapirá, localizada em frente ao Porto do Itaqui, servindo de referência de acesso ao porto.
Clima
O clima de São Luís é tropical, quente e úmido. A temperatura mínima na maior parte do ano fica entre 22 e 24 graus e a máxima geralmente entre 30 e 34 graus. Apresenta dois períodos distintos: um chuvoso, de dezembro a julho, e outro seco, de agosto a novembro. A média pluviométrica é de 2117 mm/ano, concentrados entre fevereiro e maio. Os meses com maior média de pluviosidade são março e abril, enquanto os menores são setembro e outubro. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), referentes ao período de 1931 a 1960 e a partir de 1971, a menor temperatura registrada em São Luís foi de 17,9 °C em 26 de março de 1987. Temperaturas mínimas abaixo dos 20 °C também ocorreram em 5 de julho de 1974 (18,1 °C), 4 de julho de 1974 (18,2 °C), 13 de março de 1987 (18,9 °C), 12 de março de 1987 (19 °C) e 3 de julho de 1974 (19,5 °C). A máxima absoluta atingiu 37,2 °C em 4 de outubro de 1997. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 251,1 milímetros (mm) em 25 de abril de 1933, seguido por 234,4 mm em 24 de março de 2019 e 210 mm em 6 de fevereiro de 1980. Desde 1971 o recorde mensal de precipitação chegou a 849,2 mm em abril de 1985.
Fauna e flora
A cidade de São Luís está localizada numa área de encontro de duas floras: a flora da Amazônia e a flora nordestina. Isso faz com que a ilha de São Luís tenha uma flora muito diversa e rica em espécies. Na região litorânea da cidade (compreendendo quase toda ela) foram catalogadas 260 espécies de plantas adentradas em 76 famílias, sendo que a família das fabaceae (leguminosas) possui o maior número de espécies, sendo mais de 26 catalogadas. Dentre todas as regiões pesquisadas do Brasil, 125 espécies são exclusivas de São Luís. A vegetação da cidade é diversificada e, em sua maior parte, litorânea. Com grande número de coqueiros, São Luís conta também com uma quantidade considerável de manguezais. A cobertura vegetal original do município é um misto de floresta latifoliada, babaçual, vegetação de dunas, restinga e manguezal. Encontram-se parques ambientais por toda a capital maranhense, entre os quais o Parque Estadual do Bacanga, Área de Proteção Ambiental da Região do Maracanã, a Área de Proteção Ambiental do Itapiracó e o Parque Estadual Sítio do Rangedor, que guardam resquícios de vegetação da Floresta Amazônica.
Praias
As praias são um dos pontos turísticos mais procuradas pelos turistas que visitam a cidade. Destacam-se: Com exceção de alguns trechos da praia do Araçagi, nenhuma outra - Ponta d'Areia, Calhau, São Marcos e Olho d'Água - está em condições para banho. Em junho de 2009 as praias que estavam impróprias para o banho foram marcadas com placas de alerta, avisando os banhistas sobre a condição da qualidade da água em cada trecho.
No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 1 037 775 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 1 780,1 hab./km².
Composição étnica
Como o resto do Brasil, São Luís possui, em sua composição, ancestralidades europeias (como portugueses, holandeses e franceses), indígena, africana, asiática, árabe e judaica. De acordo com um estudo genético de 2005, a contribuição europeia atinge 42%; a indígena, 39 %; e a africana, 19%, que aproxima a população ludovicense ao perfil étnico do Norte. Segundo o Censo brasileiro de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de São Luís é composta por 57,2% de pardos, 26,4% de brancos, 16,2% de pretos, 0,16% de indígenas e 0,1% de asiáticos. Após a independência, imigrações da Europa e do Oriente Médio sedimentaram a composição étnica no Brasil e no Maranhão.
Religião
O Censo 2022 constatou que 53,65% da população é católica; 30,44% é evangélica; 0,71% seguem religiões de matriz africana; 0,63% é espírita; e 9,33% não tem religião. A Catedral de São Luís do Maranhão foi erguida por ordem do terceiro capitão-mor Diogo Machado da Costa em 1629, quando a cidade passava por um surto de varíola. É uma homenagem à protetora dos portugueses na Batalha de Guaxenduba (vitória sobre os franceses). Foi reconstruída várias vezes até 1922, quando assumiu o aspecto neoclássico. No interior destaca-se o altar-mor talhado em ouro.
Indicadores sociais
Conforme dados do Censo Demográfico de 2022, 34,6% da população de São Luís vivia em favelas. 19,4% da população tinham ensino superior completo, 47,9% tinham ensino médio completo e superior incompleto, 14,5% tinham ensino fundamental completo e médio incompleto e 18,2% não tinham instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto. A taxa de analfabetismo era de 4%. Apenas 53,64% dos domicílios eram conectados à rede de esgoto.
O poder político em São Luís é representado pela Prefeitura de São Luís, chefiada pelo prefeito, auxiliado pelo vice-prefeito e secretários municipais. Para o prefeito criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Câmara dos Vereadores de São Luís. São símbolos oficiais da cidade o brasão, a bandeira e o hino.[carece de fontes?] O Palácio La Ravardière, sede do governo municipal (prefeitura), foi construído originalmente por volta de 1689, tendo sido Casa da Câmara e Cadeia. Possui fachada simétrica, em dois pavimentos, centrada por uma caitela, decorada com concha e folhas de acanto estilizado, dando ideia de pequeno frontão, todo em estuque. À frente, calçada de cantaria exibe busto de bronze de Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, esculpido por Bibiano Silva. A cidade também é a sede política e institucional do Governo do Estado do Maranhão, sendo o Palácio dos Leões o edifício-sede do governo. O Palácio, com origens no forte que deu origem à cidade no século XVII, é um dos símbolos culturais mais importantes da cidade. Já a Assembleia Legislativa do Maranhão é o órgão de poder legislativo do estado de Maranhão, exercido através dos deputados estaduais.
Oficialmente, São Luís é constituído pelo distrito sede. Estava dividido em dois distritos até 1997: São Luís e Anil. Por vezes São Luís é dividida em Cidade Nova, que compreende os bairros da área nobre como Renascença, Ponta d'Areia, Calhau, entre outros, e Cidade Antiga, com o Centro, Monte Castelo, Anil e outros bairros, em sua maioria de classe média. A cidade está dividida em 38 bairros, mas se contar com as subdivisões dos bairros, palafitas e favelas, chegam a 96 e, em alguns casos, ultrapassam cem bairros.
A economia maranhense foi uma das mais prósperas do país até a metade do século XIX. Todavia, após o fim da Guerra Civil dos Estados Unidos da América, quando perdeu espaço na exportação de algodão, o estado entrou em colapso;[carece de fontes?] somente após o final da década de 1960 no século XX o estado passou a receber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias com outras regiões. No fim do século XVIII, o aumento da demanda internacional por algodão para atender a indústria têxtil inglesa, aliado à redução da produção estadunidense por causa da Guerra da Independência dos Estados Unidos, forneceram o cenário ideal para o estímulo da produção algodoeira no Maranhão. As companhias de navegação Southampton & Maranham Company e Maranham Shipping Company, de transporte marítimo a vapor, que realizavam o transporte do algodão dos estados da Geórgia e do Alabama, passaram a operar no eixo São Luís – Londres, levando a produção de Caxias e da Baixada Maranhense. Até o início do século XX, São Luís ainda exportava algodão para a Inglaterra por via marítima, através das linhas Red Cross Line e Booth Line (cuja rota se estendia até Iquitos) e da companhia Liverpool-Maranham Shipping Company.
São Luís é destaque em iluminação pública: 100% da cidade é coberta por redes de iluminação. A cidade tem 50% das ruas pavimentadas com disponibilidade de serviços de energia elétrica e 30% das ruas têm drenagem urbana. 79% dos domicílios ludovicenses são atendidos pela rede de abastecimento de esgoto, 43% da população tem escoadouro sanitário, 69% dos domicílios tem o lixo coletado por serviços de limpeza e há 261 589 telefones residenciais instalados na cidade. São Luís também possui muitos problemas, como engarrafamentos de trânsito, filas enormes em terminais, entre outros. Com o grande crescimento da população, o transporte público não está sendo eficaz, o que traz grandes transtornos à população.
Transportes
O município conta com cinco terminais de integração (Praia Grande, São Cristovão, Cohab-Cohatrac, Cohama-Vinhais e Distrito Industrial), que permitem ao passageiro percorrer de ônibus toda a cidade e parte da região metropolitana pagando apenas uma passagem. A rede de linhas do SIT São Luís (Sistema Integrado de Transporte de São Luís) é baseada em dois tipos: as que fazem a integração bairro-terminal e as que integram o terminal ao centro da cidade ou ainda a outro terminal. Atuam na cidade, dividida em quatro lotes operacionais, três consórcios e uma empresa, que detêm, conjuntamente, uma frota de cerca de mil veículos que utilizam sistema de bilhetagem eletrônica. Com a conclusão do projeto de terminais de integração na administração de Tadeu Palácio, iniciou-se a última fase da reformulação do transporte coletivo de São Luís, a ampliação das linhas e da frota de veículos.
Saúde
O município de São Luís conta com três estabelecimentos de saúde federais, 23 estaduais, 70 municipais e 212 privados (2011). Dentre os hospitais da cidade, merecem destaque (além das UPAs, UBS, e outros tipos de unidades de saúde):
Educação e ciência
A capital maranhense possui uma grande quantidade de escolas públicas e particulares, universidades e faculdades, além de institutos federais. Dados de 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a cidade de São Luís possui 470 escolas de ensino fundamental e 156 instituições de ensino médio. As principais instituições de ensino sediadas em São Luís são a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), além de importantes instituições particulares de ensino superior, como o Centro Universitário do Maranhão (Ceuma), a Faculdade São Luís a Faculdade Atenas Maranhense (Fama), a Faculdade Santa Terezinha (CEST), a Faculdade do Maranhão (Facam), o Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (Iesema), a Universidade Vale do Acaraú (UVA-IDEM), o Centro Universitário Uniseb COC e a Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Mídia e comunicação
São Luís abriga as sedes dos dois maiores grupos de comunicação do estado do Maranhão, o Grupo Mirante (responsável na cidade pela TV Mirante São Luís, Rádio Mirante e Mirante FM) e o Sistema Difusora de Comunicação (responsável pela TV Difusora São Luís, Rádio Difusora e Difusora FM). Grupos nacionais também possuem empresas no município, como a estatal EBC (controla a TV Brasil Maranhão, atualmente cedida para o IFMA) e os Diários Associados (controla o jornal O Imparcial).
A cultura ludovicense tem como matriz e base a cultura ibérica. Características de origem lusitana também estão presentes, dando à capital maranhense o título de capital mais portuguesa do Brasil Manifestações portuguesas populares têm, como exemplo, a Festa do Divino Espírito Santo, trazida pelos açorianos, cuja imigração começou a povoação do Maranhão e foi pioneira na imigração portuguesa organizada no Brasil, e a dança portuguesa. A influência portuguesa nota-se na arquitetura, com casarões, palácios, igrejas e famosos azulejos portugueses, na religião católica e na literatura. Há várias instituições de manutenção da cultura dos imigrantes portugueses em São Luís Em 1.º de setembro de 2010, São Luís foi eleita a décima terceira Capital Americana da Cultura para o ano de 2012, sucedendo Quito, por Xavier Tudela. Isto é uma iniciativa cultural, de cooperação e de promoção nos países da América, respeitando a sua diversidade nacional e regional e destacando o seu patrimônio cultural.
Patrimônio urbanístico
A Fonte do Ribeirão foi construída em 1796 para abastecer a cidade, tem o pátio revestido com pedras de cantaria. Suas janelas gradeadas dão acesso às galerias subterrâneas (antigas redes de esgoto) que passam pelo centro histórico. A Fonte das Pedras serviu de base para a tropa de Jerônimo de Albuquerque durante a expulsão dos fundadores franceses em 1615. É cercada de árvores e bancos. Até o início da construção do Porto do Itaqui na década de 1960, foi o principal porto da cidade de São Luís. O Cais da Sagração foi construído no início da década de 1840 em alvenaria e no projeto original, iria até o Convento das Mercês, mas, por falta de recursos, foi limitado a onde hoje fica o cais da Praia Grande. O cais se estende até próximo à Praça Maria Aragão.
Literatura
Faz parte do seu patrimônio cultural a riqueza de poemas e romances dos seus grandes escritores, tais como Aluísio de Azevedo, Gonçalves Dias, Graça Aranha, dentre outros. Além da literatura, os ritmos cadenciados transbordam alegria e sensualidade, através do tambor-de-crioula, do reggae e do bumba-meu-boi.
Teatro
O Teatro Artur Azevedo, o segundo mais antigo do Brasil, foi fundado com o nome de Teatro da União por dois comerciantes portugueses em 1817. No projeto original, o teatro se estenderia até o Largo do Carmo, mas acabou reduzido por um veto da Igreja. Baseado no chamado teatro de plateia italiano, em formato de ferradura, apenas em 1922 ganhou o nome atual. Funcionou como cinema entre 1940 e 1966 e, abandonado, acabou em ruínas. Em 1989, quando apenas a fachada original ainda resistia, foi demolido e reconstruído de acordo como o projeto original. Atualmente tem capacidade para 750 espectadores, distribuídos por quatro andares. Os espetáculos são gravados por um circuito profissional de vídeo instalado no teatro e retransmitidos pela TV Senado.
Museus
O Museu de Artes Visuais possui um acervo composto por azulejos coloniais, murais, fotografias e obras de artistas maranhenses. Um de seus destaques é a coleção de gravuras do escritor Arthur Azevedo. Funcionando no Solar Gomes de Sousa, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão foi inaugurado em 1973 e se destaca pela reconstituição da decoração típica dos sobrados do século XIX com móveis, objetos e obras de arte. O Convento das Mercês foi construído em 1654 e inaugurado pelo padre Antônio Vieira, onde funcionava a sede do antigo Convento da Ordem dos Mercedários. Hoje abriga a Fundação da Memória Republicana Brasileira, que reúne obras únicas da história do país, documentos do tempo de presidência do maranhense José Sarney, presentes oferecidos por outros presidentes, além de um museu que contém obras de arte sacra, pinturas, esculturas e uma biblioteca.
Centros culturais
O Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho é sediado num sobrado colonial de três pavimentos e mantém um grande acervo com peças das diversas manifestações culturais (bumba-meu-boi, tambor de crioula, carnaval, dança do coco etc) e religiosas (tambor de mina, Festa do Divino etc) do estado. Além disto, possui objetos da cultura indígena e artesanatos. Considerado o maior prédio em azulejos da país (tem três pavimentos), o Solar São Luís foi construído na segunda metade do século XIX. Teve seu interior destruído por um incêndio e ficou abandonado até ser adquirido e restaurado pela Caixa Econômica Federal, que nele instalou uma agência.
Esportes
Como em todo o Brasil, o futebol é o esporte mais praticado em toda a cidade de São Luís. Em 1981, foi construído o Estádio Governador João Castelo, que é um dos maiores estádios de toda a Região Nordeste. Na época, o governador do Maranhão era João Castelo e em sua homenagem pôs seu nome no Estádio, que também é conhecido como complexo Canhoteiro. Em 2012 o estádio passou por ampla reforma e modernização que custaram 28 milhões de reais com a colocação de cadeiras antivandalismo, telões de LED, 22 câmeras CFTV, adaptação ao portadores de necessidades especiais, climatização de cabines de rádio e TV, 75 novos holofotes, entre outras melhorias para adequar o estádio para as exigências de segurança e estrutura da FIFA.[carece de fontes?]


