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Ana Jansen

Ana Joaquina Jansen Pereira, também conhecida como Donana, como era chamada por seus escravos, foi uma empresária e política brasileira, que se tornou uma personagem controversa na história do Maranhão. Por sua crueldade com seus escravos, criou-se uma lenda sobre seu espírito vagar pelas ruas de São Luís, conduzindo uma carruagem fantasmagórica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Biografia

Imagem: jaci XIII · BY-NC-SA · Openverse

Filha de Vicente Gomes de Lemos Albuquerque e Rosa Maria Jansen Müller, que por sua vez era filha de um comerciante holandês falido,[carece de fontes?] foi uma rica proprietária de terras e imóveis, e ativista política e dos movimentos sociais. Ana Jansen foi uma nobre brasileira descendente de holandeses e portugueses, sua família se instalou no Brasil, na cidade de São Luís (Maranhão), capital da Capitania do Maranhão (após a independência do Brasil de Portugal, passou a ser a Província do Maranhão). Ainda adolescente, teve um filho de pai desconhecido no registro, tornando-se duplamente "desonrada", por não ser mais virgem e por ser mãe solteira. sendo expulsa de casa pelo pai com o filho recém-nascido. Após um tempo de grandes dificuldades, conhece e torna-se amante por muitos anos do rico coronel Isidoro Rodrigues Pereira, pertencente à família mais rica da época. Com ele, teve alguns filhos, passando de amante a esposa após a morte da primeira mulher do coronel, que aceitou criar seu filho sem pai. Ele a sustentava, lhe deu casa e uma vida digna para criar seu filho, embora fosse alvo de preconceito por, no início, criá-lo sozinha, pois ainda não tinha casado com o coronel, morando só com o filho na casa cedida por ele.

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Homenagens

Imagem: chooyutshing · BY-NC-SA · Openverse

Atualmente, em São Luís, existem ruas com o seu nome e uma lagoa em sua homenagem: a Lagoa da Jansen, um dos principais pontos de lazer da capital.

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Lenda da carruagem

Imagem: Desconhecido · BY-SA · Openverse

No folclore de São Luís, existe uma lenda sobre a carruagem de Ana Jansen. De acordo com esta lenda, por maltratar seus escravos, Ana Jansen teria sido condenada a vagar perpetuamente pelas ruas da cidade numa carruagem assombrada. O coche maldito partiria do cemitério do Gavião, em noites de quinta para sexta-feira. Um escravo sem cabeça conduziria a carruagem, puxada por cavalos também decapitados, ou por uma puxada por uma mula-sem-cabeça em outras versões. A história é uma fábula universal da figura do Ogro personificado, isto é, de personagens reais da aristocracia de uma localidade que assumiram entre o imaginário folclórico as características de um ser aterrorizante pelos seus terríveis feitos, tal como o Vlad, o Empalador na Romênia, Gilles de Rais na França e Isabel Bathory na Hungria.

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