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Estação Ferroviária de Alcântara-Terra

A Estação Ferroviária de Alcântara-Terra é uma interface ferroviária integrada na Linha de Cintura, em Lisboa, Portugal, sendo término do serviço “Linha da Azambuja” da CP Urbanos de Lisboa. Foi inaugurada em 2 de Abril de 1887, sendo originalmente, antes da criação da Estação do Rossio, o terminal da linha do Linha do Oeste.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Descrição

Localização e acessos

A estação situa-se junto à Avenida de Ceuta, em Lisboa.

Infraestruturas

Em Janeiro de 2011, contava com quatro vias de circulação, com 216 a 316 m de comprimento; as plataformas tinham 40 e 90 cm de altura, e 90 e 210 m de extensão. O edifício de passageiros situa-se do lado poente da via (lado esquerdo do sentido ascendente, a Braço de Prata).

Ligação a Alcântara-Mar

Entre 1991 e 2008, existiu uma passagem superior pedonal entre as estações de Alcântara-Terra e Alcântara-Mar.

Serviços

Esta estação é servida por comboios de passageiros urbanos (Linha da Azambuja) da CP com destino à estação de Castanheira do Ribatejo, os quais apenas funcionam nos dias úteis.

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História

Século XIX

Em 31 de Janeiro de 1882, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses apresentou uma proposta no Parlamento para a instalação de várias linhas férreas, incluindo uma de Alcântara a Torres Vedras, com ramais para Sintra e Aldeia Galega da Merceana. Este conjunto foi autorizado por uma Lei de 20 de Maio do mesmo ano, e a sua construção foi originalmente adjudicada à firma Henry Burnay & Companhia, mas logo em 9 de Maio de 1883 se acordou o trespasse para a Companhia Real, que foi autorizado em 28 de Julho. Assim, a estação de Alcântara Terra foi inaugurada em 2 de Abril de 1887, como terminal do traçado original das linhas de Sintra e Oeste. Serviu como ponto inicial da Linha do Oeste até 11 de Julho de 1891, data em que a Estação do Rossio entrou ao serviço. Nessa altura, a ligação entre Alcântara Terra e o centro de Lisboa era assegurada por uma linha de carros americanos, que terminava em Alcântara. Na altura da sua construção contava já com a marquise envidraçada, e com uma cocheira com capacidade para 24 carruagens. Foi construída no local onde funcionou a Fábrica de Refinação do Salitre e, posteriormente, o Arquivo Geral da Secretaria da Guerra; a obras incluíram o encanamento de mais um troço da Ribeira de Alcântara.

Século XX

Em 1902, foi instalado um sistema de sinalização por discos eléctricos nesta estação, inventados por Neves Barbosa. Em 16 de Fevereiro de 1903, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que já tinha entrado em funcionamento uma nova báscula, para pesar e registar o peso dos vagões em andamento. Em 1914, esta estação era um dos principais entrepostos para o transporte de cortiça, em Portugal. Na madrugada do dia 14 de Janeiro desse ano, começou uma das maiores greves dos funcionários dos transportes no país, quando por volta das duas da madrugada foram verificados vários actos de sabotagem na estação de Alcântara Terra, como a destruição dos aparelhos telegráficos pelo técnico José Eduardo de Matos, de forma a impedir a circulação dos comboios, tendo a polícia sido forçada a intervir.

Século XXI

Em 2001, iniciou-se a circulação de comboios de dois pisos entre Alcântara Terra e Vila Franca de Xira. Em Maio de 2006, a autarquia de Lisboa apresentou várias soluções para o chamado Nó de Alcântara, através da criação de uma passagem desnivelada entre as Linhas de Cascais e de Cintura. Em 2008, o governo anunciou um investimento de 407 milhões de euros para a zona de Alcântara, que consistia, entre outros projetos, numa intervenção ferroviária, com a criação de um novo nó. (Nesse ano, o Banco Alimentar Contra a Fome esteve instalado em armazéns da Rede Ferroviária Nacional, junto à estação de Alcântara Terra.) Nesse contexto foi demolida em 2008 a passagem superior, entre esta estação e Alcântara-Mar, medida que tinha sido proposta desde 2007, alegadamente devido ao avançado grau de degradação em que se encontrava aquela estrutura. Previa-se, ainda em 2010, a realização de alterações estruturais nesta interface, no âmbito do programa NovAlcântara; entre estas modificações, incluía-se a construção de uma interface subterrânea com ligação à Linha de Cascais, por forma a permitir serviços contínuos entre as estações de Cascais, Entrecampos, e a Gare do Oriente, em coordenação com os serviços ferroviários de alta velocidade. No entanto, este projecto não avançou devido ao elevado custo orçamental previsto.

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Fontes consultadas

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